quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
Eu já esperei.
Eu estou ainda me libertando dessa culpa por já ter me libertado da necessidade de você. Mas a verdade não vai me dar a chave pra essas dúvidas. Eu preciso de você. E qualquer outra coisa, não funciona.
Mas esse é o fim, certo? O último. Não tem mais a ver com ele. Não tem a ver com ninguém. É a sua falta de vontade. Ser trocado é uma das piores sensações que você já me ofereceu, mas não ser querido, nem como a última opção foi capaz de me mostrar que eu não preciso disso. E eu não quero mais. Eu não quero mais querer mais do que você.
If you want me and need to let me
It would kill us
But knowing that you simply don´t want me
Kills only me and my love
Um ano de perdas.
Eu queria saber como eu fico em meio a tudo isso. Se tudo que vai sempre volta, o que eu tenho ganhado em troca por ser deixado pra trás tantas e tantas vezes? Eu me lembro quando nasci só e quando me tornei em metade. Em um ano e meio eu conquistei amigos, mas antes deles, antes dele, isso ainda é tão recente.
Ele caminha agora com as suas pernas, e nenhuma carta minha jamais chegará na sua caixa postal. Eu não tenho endereço, nem mais palavras. Isso se cessou sem minha permissão. Eu queria ter dito as últimas palavras e não as ter ouvido, ainda achando sua voz doce.
Talvez, isso me deixe realmente mais forte. Estou tão perto do meu fim e tão longe de casa. Nessas horas que eu queria que não houvesse nada além, assim eu poderia cessar tals pensamentos. Tals anseios. Tals medos e dúvidas.
Nesse natal eu não quero presentes, nem cartões.
Mas se a tua caixa me servir, talvez eu queira emprestada. Se eu pudesse viver em caixas, sem mais luzes, sem ter nada pra perder. Porque nem ganhar é revigorante quando não há com quem dividir. Eu sei que até o último momento eu fui, mas não o suficiente. Então, me poupe de comemorações e festividades que eu sequer fui convidado. Eu fui esquecido pelo papai noel. Pelo bambi e tals.
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
Here We Go Again.
Eu, fora de mim, percorro todo o mundo, mas não volto a sua casa. Eu me assisto, quase todo o tempo, e qualquer música que me acompanhe parece combinar com o momento. Eu me vejo vivendo sem você, sem nenhuma necessidade, eu vejo minha capacidade e individualidade e isso me destroi não importa onde eu me esconda. Eu me pinto de vermelho e encontro felicidade em pequenas coisas que eu já não divido mais com ninguém. Não sei porque, mas parece que eu me fecho num desinteresse em dividir o que ninguém pode roubar. Eu sei que isso está quebrado, eu talvez sempre soubesse. E você disse pra matar cada esperança, o que foi doce.
Os dentes foram caindo um á um. Os sonhos também, assim como as peças, as folhas, as flores.
A contagem regressiva se aproxima e eu não sei se um dia poderia perdoar. Mas dessa vez, eu não te aceito em mim.
Versiculo Treze.
Eu pensei que tivesse matado. O sangue, o choro, de joelhos implorando. Pensei que aquele personagem tivesse sido cortado. Estivessemos em uma nova cena. Outro elenco. Mas escondido, sobrevivendo de pequenas informações, se alimentando de tabela de cada um que o havia visto, tocado, ouvido. Tudo esteve ali presente. E agora que estou a passo de perder outra pessoa. Não sei se é pior perder sem razão ou se ser deixado por escolha ainda dois mais. Eu só me sinto tão inutil sabendo que eu não cumpri. Todas as coisas que eu não deveria ter feito, eu podia estar ainda segurando essa corda. Fazendo-nos vivos. Mas eu larguei, porque você me disse pra largar. Então, sumiu. E eu fiquei por dias esperando você voltar, meses passaram e hoje eu tinha certeza que continuaria assim. Incompleto.
E todos os dias em que eu estive preso em você. Eu me via, assim como todos me conheceram, como tua sombra. E não conheço adjetivo pior. Não importava que horas fossem, o sol nunca te alcançava e eu sempre ficava pequeno. Permanentemente menor que você. E as vezes menor que aquela bola que corria solta e sem medo. Menor que aquele menino que vivia e sonhava sem medo. Menor que qualquer criança acima de quatro anos que dorme no escuro sem medo. Enquanto o meu medo de ser o próximo a te perder me deixava assim, pequeno.
Você acabou de ligar. A sua voz permanecia assim como eu lembrava, porque você se apresentou, achou que eu não reconheceria? Eu não movi um passo, foi você que se afastou. Então, tudo o que você tinha pra falar eu já sabia. Mesmo que esperasse, completamente e desejasse com todo meu peito, ouvir diferente. Você insistiu em colocar as palavras na mesa, eu evitaria ao máximo a sua honestidade em se esquecer de sentir minha falta. A sua não curiosidade por saber por onde andei e como cheguei aqui. Como sobrevivi. Eu tentei ao máximo não chorar ou demonstrar. Mas meu corpo inteiro tremia e eu não consiguia descolar as palavras, se quer criá-las. Eu desisti e me despedi. Soltei a corda. Adeus, Leslie. Não adianta contruir outra ponte, eu não quero outro reino. Esse está embaixo de toda a sua covardia.
sábado, 12 de dezembro de 2009
Nunca pior.
Eu revivi cada sensação que meus sonhos, ou memória custaram a recriar, mas nunca tão perfeitos como fazia. Eu sabia! Ah, eu sabia...Nada jamais poderá se comparar ao teu encanto. Porque nesse, eu canto, e crio a minha terra do nunca. Sem mais convites. E aqui onde tudo faz sentido. Teu nome percorreu meu corpo, e cada vez que era citado, lembrado, vivido eu me sentia mais por fora, inconviniente, morto.
Eu não sei como deixamos isso ir tão longe. Você se lembra de como eramos? Porque eu acho que fizemos uma burrada em deixar tudo se esvair como areia, pelos dedos. E nos resta tão pouco pra aproveitarmos. Desde o começo sabiamos que seria o último. Porque então não durou? No último natal eu te dei meu coração. E faltam 13 dias pro próximo. Eu desejo te o melhor. Eu desejo que você consiga teus sonhos, um á um, por merito teu. E as glórias viram, junto com o teu brilho. Querido, eu não guardo qualquer sentimento por ti, se não amor.
Back to Black.
Você precisava de amor. Mas isso doi, amigo. Eu sei bem. E por isso não queria te deixar só, porque eu não conseguiria desmentir cada texto, respiração e ameixa aqui plantada. Eu queria poder fazer isso menos obvio, te impressionar. Mostrar que o tempo me fez ser alguém diferente do que você deixou. Mas eu aparentemente permaneci igual no meio e tal universo que eu não me encaixo. Deus, eu nunca precisei tanto de você. Eu não vou te culpar, nós sabemos. Eu não sou um juiz e nunca pretendo acusar ninguém. Porque eu estou muito longe da perfeição, talvez eu caminhe no sentido contrário dessa conquista.
Agora sobre mim, quebrando qualquer barreira ou desejo meu em ti. Eu honestamente me confundo com as certezas que eu sinto. Eu te fiz meu mundo e rezei por não sobreviver ao fim. Mas novembro chegou ao fim, e com ele levou toda a esperança. Você estava aos poucos sumindo...Sua voz estava menos nitida, seu rosto estava distorcido, eu não te reconheceria. Eu então tentei te recriar, porque eu precisava me despedir e uma vez com a porta aberta, você se alojou em qualquer visão minha. Eu mudei tanto, o que você diria de mim? Eu repeti isso pra mim a cada noite que eu estava só e precisava de você. O que você estaria fazendo? O que você estaria pensando? E agora? Quem me devolve o tempo e me dá recompensas?
Poesia se fez quando a campainha tocou e o portão se abriu. Tanto tempo havia se passado e eu estava ali, exatamente do mesmo jeito, eu até poderia inventar uma data. Começo do ano, estava chovendo, eu deveria ter almoçado macarrão e provavelmente chegaria em casa após muitas risadas e doces palavras de um menino surreal. Eu poderia fantasiar que você escolhera viver naquele segundo em que as palavras abandonaram tua boca e me fizeram querer fingir me enganar da certeza que estava completo. Eu poderia mentir dizendo que você ainda é o meu número um. E que tua lista ainda permanece sem negativos. Mas sem dúvidas, eu jamais poderei retirar uma certeza. Eu não quero e por mais que eu achasse que um dia conseguiria, eu não vejo porque. Eu não desejo mais ninguém. Eu não sinto que mais ninguém entenderia ou faria tanta falta.
Com amor,
do seu maior fã.
sábado, 5 de dezembro de 2009
Last Time I saw you, you turned away.
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
Você não vê?
Infelizmente, você não sabe quase nada do que eu me tornei. E não faz questão. Tantas vozes, tantas vozes me alteraram. E quando eu precisava de alguém? Cadê? Cadê eu mesmo? Cadê essa outra parte de mim que prometeu me impedir de errar novamente. Eu achei que errar já fosse obrigatório, já que ninguém está vendo. Nada é pra sempre. Nada destroi, nada concerta.
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
Me sinto mal.
A cebola me obrigou a dizer a verdade que eu jamais resistiria a aceitar. Eu tenho trabalhado duro em nome de uma coisa que as vezes me soa ser o tempo livre, o tempo que sobra, o tempo que me dão como esmola. Eu queria ser especial e ser notado por esse esforço, mas nao é por isso que eu o faço. Toda segunda, terça, quarta, quinta, sexta, sabado e domingo. Não é por isso que eu finjo não ouvir, que eu acordo cedo, que eu estudo, que eu morro toda a noite. Que eu sofro calado. Que eu não desisto.
Aceite o fato que eu não pertenço a esse ato. A tua peça. A tua história.
A minha história, face a face. Persona. Só.
Eu enxergo uma unica visão e ela é composta por um personagem só.
Se algo mudasse, se algo soasse melhor,
Mas eu nem consigo me mexer com medo.
terça-feira, 24 de novembro de 2009
They knew better.
Eu diria que o dia se passou rápido, mas eu me senti mal com o mundo. Briguei com Deus e discuti com todos os seus filhos. Eu não me orgulho de ser tão teimoso, não. Mas eu estou me cansando dessa ignorancia a qual fui amaldiçoado. Eu tive nojo de todos que dividiam o sofá comigo quando as risadas vinham de tudo o que eu abomino. De tudo que eu me recuso. Que eu me afasto, me esquivo, ignoro. Eu quis chorar por cada vida que eu não conheci. E me senti um lixo em ver como eu já as devorei e o fiz sem arrependimento.
Eu quero encontrar um caminho que me torne vivo. A minha respiração parece procurar por ares que eu não senti ainda. Eu já me apaixonei por esse personagem e isso foi quando eu era inocente. Eu também já me entreguei a olhos exatamente iguais aos teus e aos mesmos lábios. Eu diria adeus ao amor, porque ele aparamentemente não se comprometeu a me dar finais felizes. Eu podia dizer que estou começando a me cansar das mudanças. Eu poderia voltar a fazer listas do que eu espero e do que eu já encontrei. Dos nomes que eu me entreguei. Dos sorrisos que me fizeram seguir caminhos errados. E das qualidades e defeitos de cada amigo meu que hoje esteve comigo. Mas eu vivo me desfazendo.
Um dos meus garotos hoje estava como eu já me vi tantas vezes. Ao chão, ele não desejava se levantar. O vazio estava o enchendo rápido demais pra eu poder abraça-lo. Eu resisti a fumaça que me faria humano.
As dores de cabeça voltaram. Já estava tão perto do fim de novembro. As dores no peito, o coração partido. As flores que eu plantei pra quando você fosse apenas uma frase e uma foto. Pra quando você estivesse longe e o mais próximo que eu pudesse chegar fosse dessas flores mortas.
Como todo texto dedicado á você, eu deveria me despedir sem consolações. Sem palavras, porque foi assim que o mundo parecia terminar, com a tua ida. Mas eu me enganei e todos eles sabiam como você estava me enganando. Como eu estava me enganando. Mesmo assim você parecia ser único. Talvez, tenha sido. Talvez, não.
Compre um novo sorriso e vista. Porque o meu está apontado para o meu espelho. E parece que só a só, eu posso me sentir bem. Talvez, seja que eu tenho passado tempo demais assim e o único sonho que eu tenho, a única coisa que me traz a vontade de sonhar, é domingo. Ah, domingo...Quando o dia for meu. E for o meu show. Então, será a minha vez. E mesmo que não dure, vai ser eterno e tudo o que eu posso alcançar. Cinquenta minutos. Sorrisos, vozes e melodias;
domingo, 22 de novembro de 2009
Sem mais.
Would you mind if I drink it all by myself?
Actually, do you mind if I go by myself?
Do you mind if I don´t wait anymore for you
And start eating all of our food, our dreams, our life.
Eu costumo a resumir os humanos em covardia. E os não-covardes em heróis. E eu já fui bem mais heroico do que como amanheci hoje. Mas também tão mais humano e vunerável. Tão mais
prepotente e covarde. Eu me pergunto o que você diria de mim daqui a dez anos, quando meus
sonhos forem um fracasso ou serem tão visiveis quanto um dia você foi. Tão reais, tão vivos.
E eu então me ignoro e todos os meus medos ficam logo abaixo da minha cabeça, tento não ver
que estou dietado sobre todos eles, espalhados pelo chão do meu quarto, da rua que eu
abandono, do vento que eu ignoro, dos sons que eu me programo pra não lembrar. Assim como eu me cortava e me matava em cada riso falso que escapava de mim com tanto esforço, assim como eu fujo parado, sem sair do lugar. Sem desviar o olhar, mas acredite, meu bem... Eu não estou aqui. Estou lá fora. Seja com toda essa fumaça ou sangue.
E eu que sempre estive mais preocupado com quem você seria mesmo ciente que nunca repartiria teu tempo ou sabedoria comigo. Porque eu não estarei aqui por mais muitas estações. Mesmo que por dentro eu soubesse que nenhum passo teu seria usado atras de mim, eu quis te ver grande mesmo com o pequeno retorno. Decanse, porque eu estou cansado demais para te
escrever. Tantas vidas abrigaste em mim. Tantos sonhos contrui com teus fracassos e soldados
abandonados. Eu hoje aceito o nosso fim, o teu recomeço...O meu renascimento. É só uma despedida porque eu vejo como os teus olhos estão distantes e o tuas marcas se apagando de mim. Nenhuma carta mais no meu bolso e nem tua voz no meu travesseiro. Sem lembraças nas paredes. E tudo o que me fez te ver surreal está em todos os outros rostos que eu toco. Eu respiro outros nomes e seu jeito está tão fácil de suprir. A cada dia mais, eu te deixo ir mais longe...E eu nem sei mais se conseguiria te trazer de volta. Eu aceno e do porta-malas você me vê acompanhado. Eu me faria menos forte pra te manter aqui, mas eu não consigo mais te recriar. Faz tanto tempo, faz tanto mal. Eu não sinto necessidade e isso me faz ver como as promessas estão sendo quebradas. Todo o sempre ficou preso em alguns versos, mas não em mim. Não se prendeu em mim mais do que sete meses.
Essas televisões de vidro que meu carro liga. São capazes de me mostrar todos os sub-mundos
que o mundo omite. Eu só seria capaz de vê-los se eu fizesse parte. Mas eu se eu quiser
olhar (quem quer olhar?) que poderia fazer a respeito, sem viver isso. Sem sofrer disso. Sem
me aproveitar disso. Eu não sou um herói. Quando tenho medo, eu corro. E rápido eu me sinto
patético. E obviamente, me transformo em vazio. Mas eu tenho andado tão cheio de vazios
preenxidos. O mundo me ofereceu a verdade e a inocencia respondeu por mim. No segundo que
sorri, toda o antigo mundo que conheci se desfez. A inocencia se afastou de mim e eu não era
mais um menino. Estava sem tempo pra brincar ou disperdiçar em bebidas e mais cigarros. Larguei tudo, abandonei o medo. E decidi então começar a ser o que meus sonhos eram. E a noite foi perfeita, mas não foi nem um pouco satisfatória. Era o lugar perfeito, e os dois meninos estavam prontos pra tudo. O sorriso está pronto, os lábios estavam entregues e até mesmo a noite suspirava. Mas algo ali não existiu ou ficou pra mais tarde. Algo ali não respirou, não viveu, não se manisfestou. Na despedida, os sinos não vieram. E o trolebus parou, eu olhei pra trás mas não havia mais nada não-terminado. Era a hora certa de ir embora, sem arrependimentos ou vontades. O noite estava certa e só me restava dormir.
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
O tempo.
Eu deixei a saudade quando vi que nunca poderia te levar. Eu abandonei os sonhos quando vi que a tua realidade já estava feita. Eu entendi que as coisas acabam e tendem a ser melhor assim. Depois da dor eu entendo a naturalidade do mundo. Eu não aceito ou me rendo, mas eu entendo. Eu tento entender e não relutar. A sua música está pronta e logo será gravada. E assim, eu terei pra sempre pedaços de você, os bons que me fizeram quem eu sou.
Se eu te impedi de me manter preso e intocável, eu jamais saberei. Porque por mais que o tempo me obrigue a ver que não estou mais morto ou indisponível, ainda me pego deixando escapar teu nome. Nada mais te traz pra perto e eu nem sei se deveria querer isso. Mas quando estiver livre e precisar de um café. Eu tenho boas histórias pra contar. Eu tenho uma vida inteira pra dividir. E sempre há um lugar pra ti. Sempre houve. Mesmo que agora não seja mais o que você quiser, mesmo que agora você não seja a razão de mim. Não seja a verdade. Não seja a luz ou o brilho. Seja apenas mais um garoto, mais uma compania, mais uma tarde.
domingo, 25 de outubro de 2009
ABC
V.
Eu não estou acostumado a pessoas que se importem. E o meu maior medo de me quebrar, me fez errar. Eu queria fazer aquilo comum e ignorar todas as fantasias que a noite me vestia. Eu comecei, então, pela auto-destruição. Eu fiz as coisas erradas, as quais eu não precisaria. As quais não se satisfariam e muito menos me trariam solução, vontade ou resistencia. Eu segui então a procura do motivo de eu estar ali. Eu o encontrei deitado com a música alta levando-o para outros lugares a quais eu não fazia parte. Eu deitei, arrependido e querendo repetir desculpas. Ele disse 'Você demorou'. E a lua sorriu ao meu renascimento. 'Estava te esperando' e eu me senti vivo. Abracei-o e senti cada parte do teu corpo encaixada em mim e cada respiração e existência soando harmonicamente. Eu deixei meus labios cairem nos seus e mesmo sabendo que não estava em condições de diferenciar realidade de mera imaginação, eu pudi ouvir sinos. Como aqueles de natais, que trazem esperança, carinho e amor. Eu fui surpreendido pelos teus olhos cheios de sinceridade e douçura. Eu não resistiria, nem por medo. Eu fechei os olhos e poderia fazer aquele momento durar dias. Eu fui despertado pelo dono da festa para que fossemos pra fora de casa. Todos então começamos a subir as escadas. Eu disse, como única resposta 'Você é diferente'. Ele sorriu e disse 'Eu sei'.
No meio do caminho das escadas sem fim, a verdade me derrubou alguns degrais. Mais rápida que minha boca e minha decisão. Eu pedi concelhos e vi que não poderia confiar naquelas mãos que me ofereceram. Seu rosto era triste e bravo. E mesmo assim, continuava lindo e doce. Eu tentei explicar as coisas, eu tentei retrucar qualquer coisa que provasse quem eu era. Mas meus atos falavam por mim quem eu me tornei. E eu não pretendo continuar assim. Eu não pretendo regredir quando eu tenho um mótivo pra me refazer melhor, melhor do que qualquer esboço que já desenhei.
Depois do perdão, ele estendeu sua mão e me levou pra casa. E sem sono, ficamos dividindo pensamentos enquanto o sol se demorava a chegar, por um pedido meu de mais horas, minutos, nem que fossem segundos, ao teu lado. Eu me sentia bem e querido. Como eu já disse, não estou acostumado em me sentir assim. E quando recebo, eu sei que eu não valorizei e podiamos estar em outros assuntos.
Ele me contou a verdade do mundo e como estamos enlouquencendo preso nessa cidade. Eu lacrimejei e disse que não era justo. Que eu não podia aliviar a culpa de matar, de sobreviver, de ser forte. E mesmo toda a angustia entre nós, eu não me senti só, eu me senti tão bem. Quando ele disse 'Amor' e passou seus dedos no meu rosto, eu não pudi recusar outro beijo. Outro desejo. Outro e mais outro e quantos mais eu pudesse oferecer de mim.
Estranho, mas eu sentia que eu tinha algo pra lhe oferecer e talvez ele quisesse isso de mim. Ele quisesse ser parte de mim. Atrás de mim, me abraçando, pudi olhar o céu e estar completo. Eu estava salvo de qualquer necessidade de escape. Sem mais cigarros, bebidas, corpos, mentiras, auto-destruições...Sem mais necessidades. Por fim, ele se rendeu ao sono e caminhamos até o quarto. Eu fiquei olhando admiravelmente e ele se envergonhou rápido demais pra que eu pudesse disfarçar. Deitamos um ao lado do outro e por fim, ele me abraçou e fechei os olhos, com os teus braços no meu peito e mais alguns sinos.
Eu acordei algumas horas e pudi te apreciar. Eu pudi te ver meu. Eu pudi me ver seu. E não era pura arte, teatro, costume, impulso, era apenas eu mesmo. Eu tive que mudar de lugar, pra mais longe, porque não podiamos ser vistos juntos. E eu fiquei ali, ainda o fitando até o sono me ganhar e me por ao teu lado, outra vez.
No dia seguinte, as flores pareciam vivas e coloridas. E ele se sentou ao meu lado, perguntou se eu havia dormido quando estava com ele e porque me afastei. Eu disse que não havia noite melhor e teu sorriso já pagou todo o meu medo e divida em ser covarde. Quando o telefone tocou e eu sabia que estava me despedindo, cada segundo. Eu então repensei em cada segundo ali vivido e no caminho de volta, a cama elástica onde abrigou o nosso abraço permaneceu ali. Mais algumas labios nos meus e mais algumas borboletas enlouquecidas.
Eu sei que desapontei, mas a tua espera resultou em minha alegria.
E agora, talvez seja a minha vez, e eu esperarei. Porque eu quero fazer isso dar certo, porque você é diferente, tua preocupação me faz me importar mais comigo mesmo e teus olhos são os que eu desejo ser seguido.
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
Peter Pan.
Talvez, eu já estava me repetindo. Em versos, em erros, em palavras e em personagens. Eu já fui bem mais do que eu fui nesse inverno. Eu estou tentando me refazer em um esboço já terminado. Eu preciso de algo novo, mas não pessoas. Porque eu estou cheio de pessoas e suas mentiras.
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Cap. XX
Eu me lembro de me sentir seguro porque depois de qualquer tempestade sempre haveria aquela menina. E assim, excluo todas as outras. E excluo todos os outros sorrisos e olhos que eu procurei. Eu tenho curiosidade e tenho vontade de conhecer tantos universos e pessoas. Minha ambição pode ter arruinado tudo, já que me sentir vunerável é extremamente bom quando é mera boboeira porque nunca estive só.
Mas quando todo o meu medo se fez realidade e eu perdi tudo o que eu troquei. Eu me vi com todo o resto que me havia sobrado e com sorrisos por eu estar de volta. Mesmo assim, eu não me cansei de ser egoísta e me fiz alguém quebrado, despensando todos outra vez. Nada me satisfazia e nada me traria o que eu deixei ir embora.
Meus traumas foram de novo abertos, com uma faca maior. Eu ainda não pudi perdoar e isso é autodestrutivo. Mas eu me vejo livre de recaidas. Eu sou maior que tudo. Como você dizia, eu sou maior do que isso. Do que esse sentimento e do que eu me fiz. Mas agora suas palavras soam irônicas, parece que você acha que eu era e agora minha mudança foi permanente. Veja, eu nunca sou permanente. E nós dois, não pertencemos a ninguém. Nem a nós mesmos. Mas eu gosto de me enganar e te chamar de minha e me entregar á ti.
O tempo voou pra mim e eu não pudi me despedir de cada fase que eu criei. Eu não posso te obrigar ou pedir pra ficar, porque eu sei que quando estavamos em papeis trocados, você não o fez. Talvez, devesse ter feito. Deus, nós eramos... Nada nos denominava e o tempo não parecia importar porque eu era certo que até onde ele durar seriamos eu e você.
E eu quero isso. Mas também não posso dramatizar tanto, até pra mim seria errado. As coisas não acabaram, apenas mudaram. Só não soe como coisas naturais, porque eu estou cansando dessa naturalidade na morte. Na vida. Nas coisas.
Eu não quero me acostuamar com isso. Eu quero ser do contra e repetir que isso está fora do controle e das minhas mãos.
Essas frases e sentimentos dos outros de tarde demais. Não é como nós somos ou faziamos. Eu era a exceção e a razão de tudo. Assim como você nunca se juntou aos outros ou foi comparada.
Eu preciso ir.
Eu preciso sair.
Eu preciso fugir.
Eu não quero mentir.
Eu só não vou mais fingir.
Talvez, seja a hora de reagir.
Novos amigos.
Então, a correria de servir, de montar caixas pra esconder mais sabores, o corte exato me fez alguém melhor e menos solitário. Eu de luvas e uma máscara que esconda meu sorriso inapropriado, mas vivo em cada segundo demorado e hora ainda não passada. Trabalhando.
E se eu pudesse permaneceria ali até o fim do ano, até as dúvidas sumirem. Mas quando o carro me pega e estamos de volta nas ruas, o céu não me atrai e sem sono, eu relembro coisas que eu não teria á quem compartilhar. O cansaço...Maior que meus pés, ombros, ouvidos, boca podem contar.
Eu jurei, quando decidi o novo nome que estaria independente de qualquer coração. E eu tentei e peço desculpas quando se sentiu frágil, sem apoio. Mas eu nunca soube diferenciar teu medo, tua vontade com a tua reprovação.
Desculpe, garota. Mas eu não posso contar com você. E com nenhuma das outras. Isso é tão pessoal e eu jamais diria isso de novo. Eu quase cheguei a expor meu peito inteiro á um menino que hoje, todos nós sabemos, onde e com quem está.
E o que era precisso se tornou só vontade
E a vontade é mera impressão
E ao declamar em versos eu já a abandono
E mais uma vez me vejo ao chão.
É triste ver teus olhos refletirem solidão, eu não sou mais capaz de te fazer querer voltar. Porque eu não sou mais quem encaixava perfeitamente no teu sorriso e nós deixamos todas as antigas conversas e todas aquelas barreiras, aquelas histórias que NUNCA serviriam em nós nos fazer quem somos. Você sabe se cuidar melhor do que ninguém. E eu fico feliz que esteja a salvo, mesmo que eu não perdoe minha necessidade de te ver aqui.
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
A verdade.
Você não tem sido nada do que eu preciso como não tem se adaptado a cada fase minha. E não venha me dizer que você me conhecia, porque eu mudei. Então, supere isso ou desista. Se ficar só te faz bem, permaneça. Mas não se esqueça, isso não será opcional pra sempre. Não vou tentar me tornar inesquecível, porque eu serei enquanto você for quem eu fiz e me inspirei.
Eu estou lutando sozinho por tudo o que eu acredito. Você pode me tornar culpado, mas a consciencia dirá a tua sentença e nós sabemos que você nunca moveu um dedo para nos reaproximar. Você chorou calada e escreveu cartas. Mas você não tentou, assim como não me abraçou quando o mundo se quebrou e até hoje eu não fui capaz de colar.
Talvez, não percebeu que eu sempre achei que existiria um 'nós' e não duvidei. Eu não me senti inseguro um dia se quer, porque eu sabia o que significa minhas palavras e eu as jamais traria de volta pra mim. Talvez, você tivesse dúvidas e as mesmas te sussurraram loucuras e te fizeram outra pessoa que eu não posso reconhecer. Teu jeito doce se fez amargo e tua risada se tornou falsa. Gostaria de impedir o mundo de girar, por hoje no mínimo.
Mas já tenho barba e tenho que trabalhar. Estou pronto para perder meu herói e viver a minha vida. Eu cresci tanto, só. E você nem pode assistir, porque estava longe demais pra me enxergar por inteiro. Só viu o que os seus olhos mentiram e o que a sua boca não disse.
Eu ainda preciso de você e ainda te amo infinitamente. Mas eu não posso ficar me deitando com dores e saudades. Que se desfaça em proza e se torne eterno em letras tudo o que vivemos. Eu preciso ir...Por favor, não me deixe ir só.
sábado, 10 de outubro de 2009
N.
Dramatizar sempre foi o nosso forte, cara amiga. Sempre foi minha intensão e minha forma de demonstrar o que eu jamais poderia dizer sem rodeios. Hoje eu escrevo-lhe o meu melhor, em pequenas palavras que possam transmitir minha vontade de mudar. Se você não estivesse desistindo mim, não diria facilmente, mas sem dúvidas encontrou seu limite.
Eu diria que cresci, mas seus olhos parecem não querer mais assistir qualquer melhora ou fracasso meu. Eu já senti essa desaprovação e você disse que era medo. Hoje eu não sinto medo algum seu, apenas sinto você se desfazendo de nós e criando algo novo, onde eu não me encaixo. Porque não podemos parar o mundo de rodar? Eu queria guardar esse tempo que ainda tenho, que ainda te atinjo, que ainda te faço ouvir.
Talvez, no fundo da piscina. Agora eu sei que eu não conseguiria nadar. Eu me encontre e me sinta melhor. Mesmo assim, eu acho que terei de viver desajustado, sem me sentir de novo. Viver pelos outros é mais díficil do que morrer por eles. Eu simplesmente não sei se posso mais. Quando tenho tantos desejos de me prender em versos e me soltar, me livrar da necessidade de amor, de ar, de vida.
Eu não terminei com o seu mundo. Eu não estou satisfeito do que vivemos. E você jamais insistiria em dizer que ainda existe vida sem você.
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
Ghost.
Eu não consigo perdoar, ela me disse isso. Porque ela sabia mais de mim do que eu mesmo. E eu não consigo mais pensar nisso. Deus, ela está sendo igual á ele. E eu vou me parar antes que eu diga coisas que eu nunca deveria pensar. Eu quero aquela certeza que um dia a sós me traria. Mas você parece começar a desistir de mim. Seguir seu caminho. Usar a sua individualidade e me por em indiferença.
Talvez seja apenas saudade ou vontade, mas nunca necessidade. Então, você já terminou com o meu mundo? Já está satisfeita? Por favor, retire minhas palavras de mim e mostre quem você é. E quem eu deveria ser. Eu ainda não me fechei e não me fiz aquele que você odeia. Mas estou perto disso, a cada dia.
Uma menina se magoou comigo. Eu sei que eu não poderia me destruir. Iria ferir demais. Principalmente á ela. Mas eu também precisava me apagar. Se um dia fui chamado de estrela por algum olho encantado, eu me desfiz e me tonrei como me vejo, sem brilho.
E eu costumava a ter medo que mais alguém pudesse ver como meus olhos me fazem. Me reduzem em falhas. E sonhos não-realizados. Eu sou um grande fracasso, mas cheio de coragem.
Hoje eu decidi que me retiraria de mim. E sem repetir, iria me ausentar em ar, vida. Eu estaria ali, a qualquer momento, a qualquer leitura. E mesmo não sendo o suficiente, seria o meu melhor. Mas eu já não sei mais. Eu só não quero me tornar uma copia. Mesmo sendo esse lixo que me tornei. Eu ainda me sinto eu mesmo. Talvez, esteja sendo mais eu mesmo do que eu fui quando tentei ser ele.
Eu honestamente só peço á menina que tenhas coragem. Porque se você escolher seguir o caminho mais difícil e tente ignorar todo o nosso tempo gasto e marcado. Então, que tenhas forças... Mais do que eu seria capaz de te oferecer. Eu realmente sonho com a tua determinação e me ofenda dizendo verdades, que eu sei, que tens pra mim.
Ah se uma conversa pudesse resgatar quem éramos. E se essa mesma pudesse te trazer mais pra mim.
Você se manteve por nós dois, o que eramos. E quando eu não era mais nada, você atuava os dois personagens. Você sempre soube as minhas falas e os meus passos. Não se esqueça, ao menos de três palavras e nem de dois olhos castanhos que te esperam.
Lealdade.
Me sinto previlegiado por tudo que escapa dessa sala acabar voltando pra ela. Assim sou capaz de ouvir meus rumores andando como cobras, ao chão, por todos os lugares onde eu jamais andaria. Me assusto então ao pensar em quantos ouvidos também já não abandonaram sua lealdade a mim. Uma boca sussurrou um grande segredo que eu não pudi manter silêncioso por tanto tempo. Se fez em pó, a confiança.
E hoje, quando me encontrei, sentado no sofá soluçando verdades. Expus meu medo á menina que não tenho medo de ser quem sou. E ela sorriu diminuindo meus medos, com sorrisos. E um abraço e um beijo foi o suficiente para me deixar seguro. Eu sabia, naquele momento, que eu não estava sozinho. Também descobri como eu ainda não o perdoei por não estar ali. Naquele exato momento e em todos os demais que já passei passarei ainda, nessa luta diária.
Eu surtei, assim como um personagem problemático. Quase precisei de uma sacola de pão pra controlar minha respiração. O ar ia se escondendo do meu nariz e eu não conseguia parar de me preocupar. Meu peito começou a inxar e minhas orelhas pareciam estar fervendo...Eu pensei que fosse desmair e dormir. Talvez assim eu me sentisse melhor, mas então um abraço mágico e tão angelical me salvou. Ela disse 'Calma, Calma...Respira'. E o ar voltou ao meu pulmão.
Oh, doce garota. Eu sempre soube que nunca poderia deixá-la ir, Deus, não me vejo em mãos melhores que estive pela tarde.
Eu pensei em suicídio em um mergulho. Não nadei. A água devia estar fria, talvez até mais que meu peito. Ou meus olhos. Eu precisava estar sozinho. Agarrei o poste e ali estava a face de Deus, o que eu realmente acredito. Ali, uma das infinitas faces e existência, ignorando aquele velho senhor de barbas brancas que tentam me empurrar, ali...Como tudo o que eu piso e sobrevôo, ali...Próximo e longe demais pra alcança.
Eu disse que eu sabia que poderia aguentar mais alguns dias, mas eu queria um motivo pra fazê-lo. Talvez, alguém por quem sobreviver.
Mas então eu disse 'Não', agora a beira da piscina. Gritos atrás de mim e passos
premeditados. Eu corri e me sentei, mas ela não foi embora, me pegou pelos dedos e tentou me arrastar pra dentro de casa. Me sentia uma criança e envergonhado disse que não queria, mas me fez ir assim mesmo. Havia alguém nos observando e eu não podia agir livremente, estava acorrentado a aparências, como por toda manhã estive.
Ontem, eu chorei pelo menino que não pertence mais a nenhum grupo. Hoje foi por mim. E ele agora está fora de mim e de qualquer ação minha. E assim, eu descobri o que quer dizer temporário. E eu venho usando muitas desculpas pra ocupar esse vazio com outras pessoas menores do que as que partiram.
O problema de grupos grandes é que eles sempre se fecham. E esse se fechou em três e não estaremos abertos a mais membros. Não leve isso pro pessoal, mas você devia fazer seu próprio castelo, já que não valorizamos a sua preocupação e presença.
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
Auróra.
Eu estou saciado de sexo. De amor. De drogas. Talvez, de viver. A única coisa que ainda me resta é sonhar com meu próprio crescimento e minhas notas. Eu quero aumentar um tom, refazer uma escala e com sorte, adicionar um riff na minha rotina. Eu já não sei.
Espero que ao amanhecer eu possa me distrair e deixar mais dias passarem por mim, sem atingir minhas palavras que aos poucos se perdem. Estou sem esperança. Mas assim como me tiraram o mundo, sempre volta com o vento e com o medo.
domingo, 4 de outubro de 2009
Brighter.
Como eu confio é normal que seja visto de confiança, mas acredite não sou. Então, talvez seja a hora que a verdade seja dita e você possa concordar que eu sempre estive certo, eu não presto.
Havia muitos segredos presos naquela menina e eu-ninguém seria o único á ouvir. Talvez por termos sempre nossos favoritos, acabamos sendo injustos e traindo os indefesos. Mas dessa vez, eu fui apenas quem ouvi, sem trair, sem insistir, sem me envolver.
Eu tentei facilitar, algumas horas atrás. Eu retirei todo o meu time e palavras do caminho, porque todos nós já estamos cansados dessa luta perdida. As sete letras se mantiveram intactas, apesar de eu estar sem cabeça, corpo, alma pra pensar nisso. Eu simplesmente fui acompanhado de solidão, uma voz narrava sua dor, mas eu estava surdo com a minha própria. E me atirei no primeiro ônibus que eu pudi pegar. Fingi tristeza ao me despedir, mas meu desespero pela solidão real era óbvio.
Fiz questão de ficar de pé para admirar cada farol, cada vermelho, amarelo, verde. Cada risada que não era minha e cada casal na rua. Eu apenas abaixei o humor e aumentei os pensamentos. Meu coração acelerou e a falta de ar, que tem sido frequente agora, se fez tão forte que eu desci três pontos antes. E eu, que no ônibus errado estava, não corri. Caminhei com apenas uma luz vermelha presa entre dois dedos. Levei a boca diversas vezes, tentando diminuir a vontade de voltar pra casa. Eu andei apenas pelo menino que hoje se tornava ainda mais meu encanto, nada mais.
Vi a subida logo em frente e depois de uma pausa longa, a coragem não me impulsionou. Mas eu devia á esse menino minha palavra, meu riso e minha presença. Subi pé ante pé. E me agarrei na ilusão de desaparecer entre aquela encruzilhada. E não ter que escolher. Ou pelo menos não enxergar todas as malas largadas pelo caminho. Eu não gostaria de reencontrar todas as roupas usadas, os livros lidos e as fotos apagadas.
Atirei o cigarro longe e sentei. Pensei em tirar outro, como desculpa, caso fosse pego. Mas não liguei para as consequências. E lá fiquei por quase vinte minutos, imaginando quem estaria e o que estariam fazendo dentro daquela casa onde eu já fui adotado.
Como em minha mente, ela também fingiu não me ver. E sorriu pra todos na mesa. Eu via agora que aquela sala estava cheia demais pra nós dois. E só podia respirar quando me ausentava e no banheiro eu podia fazer-me seguro. Naquela mesma tarde já tinha falsificado uma ligação para me levar pra longe dos seus olhos. Mesmo assim, eu os senti nas minhas costas. Preso nos meus atos e vivendo cada respiração minha.
Quando as duas meninas que me fazem um terço foram embora. Outra não voltou. E eu só me dei conta porque eu me sentia estranhamente vivo. E os vivos sentem falta. Eles respiram e precisam de compania. E eles amam, sem dúvida, os vivos amam.
Ao procurar nos quartos, lá estava sentada sozinha. A maquiagem borrada, os olhos apagados e o brilho em prantos. Eu só fui capaz de dizer 'Levante'.
E entregar meus braços ao teu choro. Beijar teu cabelo e respirar pelos dois. Eu não queria estar consolando, quando estava inconsolável. Mas alguém ali podia ser salvo e nunca seria eu. Não queria mais alguém destruído ali. E eu prometi e cumpro, porque eu quero e gosto acima de tudo, que estaria ali. Mesmo que mudo, mesmo que sem valsa, mesmo que sem abraço, mesmo que sem coração, eu não iria embora.
Por fim, ela se abriu pra mim. O que eu pensei que não estaria pronto para fazer. Conversamos, mas eu fiquei perdido em muitos pontos. Depois eu me despedi e tive dois dias de esquecimento absoluto. Voltei com sono e dor no corpo. Algumas decisões e força.
PS. Minha menina, se ainda me permite chamar assim. Eu sei que teu coração se parte em dois e tua escolha, se assim for, não pode ser tomada. Eu sei que eu errei quando eu fiz todo teu esforço em vão. Eu tenho boas intenções, o que não vai te impedir de me odiar no fim desse texto. E eu nunca disse que isso não seria possivel. Mas como eu pedi que te dissessem e eu quero te dizer 'Eu te amo'. E se isso se resumir, o fim, em cada um pegar de volta todas as palavras e o ar gasto. Dividirmos nossas histórias em dois e cada foto. Devolver as lembraças e as cartas. E por fim, criar pra cada um, o seu novo lado. O seu novo enredo e o nosso novo brilho.
Eu não quero crescer longe do que me trouxe aqui. Eu não quero me distanciar do que hoje tem mais partes de mim do que eu mesmo. Eu não quero assistir teu brilho queimar nos meus olhos e se tornar apenas cinzas de alguém que eu fui capaz de morrer e escrever sobre.
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
Metamorfose Ambulante.
Eu queria poder desmetir e dizer que estarei aqui pra sempre. Seria uma boa frase de momento, encaixaria, eu senti as palavras sairem por impulso, por tradição. Mas eu me segurei porque não quis ser outro personagem, agora era o ator único existindo.
Desde quando isso começou? Se sempre foi assim ou apenas depois de perder minha identidade...Bem, eu não sei, nem como cheguei aqui ou como me parar. Eu apenas sinto essa solidão que eu tento preenxer com enredos e pessoas. O que não me satisfaz.
Eu me esqueço das saudades e das pessoas que eu sinto falta. Assim, eu me seguro (mesmo sem perceber) e me distancio. Talvez, seja orgulho que queiram chamar. Não ligo pro nome se isso não trará felicidade a ninguem. Como explicar isso sem causar mais dor? Talvez, só você, meu papel em branco possa receber tal honestidade sem delongas, sem metáforas, sem amenizar uma só força que cada palavra traga.
Eu já não sei quem sou. Mas eu sempre fui completamente consciente e mesmo bebado. Mesmo esquecendo meu sexo, meu corte de cabelo, meu nome, minha cidade, ainda sei o que é ser patético. E cada soluço que dei e ansia que senti, eu quis me desculpar. Mas eu não poderia voltar atrás, agora que cheguei tão longe.
Oh, misericórdia. Como aguentar isso um minuto amais?
Quem sou eu agora? Todo mundo me soa estranho. E eu estou com medo.
E se todo mundo estiver se transformando, essa paranóia não pode ser tratada.
Porque eu não confio mais em você. Porque eu me sinto cada vez mais sozinho, mais sozinho.
Player.
Em apenas algumas horas um ano mais e a menos estará marcado em cada um de nós. Tanto em cinco como em quinze. Tanto em cima de um palco como nos bastidores, cercados de abraços e poesia reais. E meu orgulho acrescenta mais a cada instante observando, mudo, o teus passos. Teu modo de pensar e agir. Tua originalidade e determinação em ser um ao invés de mais um. E eu não poderia dizer isso á qualquer outro, porque você é tão único quanto você se fez e se tornou pra mim. Eu abriria minha vida inteira, sem hesitar. Eu diria a verdade e nada além. E largaria todas as garrafas enfileiradas, os cigarros já pagos e agora acessos e todo o tipo de libertação através de auto-destruição.
Eu sei que você se sente só, muitas vezes. E eu queria poder mudar isso, me tornar presente eternamente. Mas eu repito como meu coração escreve eu estou aqui. Dentro de cada silába e preso em cada virgula. Eu sou inteiramente teu, em rimas. Em versos, riffs e solos.
Se eu fosse um confeiteiro lhe daria um belo bolo feito com minhas próprias mãos. Se eu fosse um navegador, eu te levaria aos sete mares lhe mostrar o meu mundo. Se eu fosse escritor, músico, desenhista, pintor, mas eu não sei quem sou. Eu apenas sei que eu quero me tornar alguém que se misture com a sua influência e o teu humor. Eu quero levar de você o teu melhor e essa inocência que me faz esperançoso. Eu quero te abraçar quando o mundo se tornar grande demais e tentar te encolher. Quando as estrelas ousarem brilhar mais do que teu riso. E quando te dizerem que você não é capaz. Eu quero estar sentado, no teu show, ou do teu lado, no palco. E deitar nas notas, dormir nos acordes e sonhar com essa canção que nos torna melhores amigos.
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
Auto-Destruição.
O tic-tac me arrangou de teus braços e me pois em mim. Digo, me tirou dos braços e dos seus lábios e me pois só. Sentei-me, aliviado. Algo parecia correto e me deu um pouco de esperança.
Mas porque a menina que meu coração gritava admiração estava tão tristonha. Eu não conseguiria nunca entender como teu brilho não reflete e teus olhos não são capazes de enxergar. Essa neblina que criaste para se ofuscar dentro de si mesma. Horrível foi testemunhar tua ignorância em tua beleza plena. Eu não encontraria brilho maior em nenhum sorriso ou nenhuma voz. Eu jamais acharia tal originalidade em qualquer outra inspiração. Então, me coloquei a observá-la. 'Oh, menina dos meus sonhos, o que te faz mal?'. Eu não pudi evitar meus lábios encostarem nos teus. Eu queria isso tanto, como se assim, eu deixasse claro que eu quero e pretendo estar aqui todos esses anos que a vida me oferecer. E nunca havia sentido tal realização, mesmo quando flutuo na água e caminho sobre o fogo. Quando eu ouço palavras que me oferecem caminhos e companias, nada me fez tão bem.
E eu então fechei os olhos, não quis abrir por um segundo sequer. Eu estava com a pessoa que faz meu coração soar uma melódia esperançosa e se pudesse ter uma letra, seria cantada em notas belas que o teu, por impulso, por costume atingiria.
E talvez devesse ter sido bem menos. Mas eu não pudi me controlar, eu queria guardar você dentro da gafarra que eu deixarei pra todos que ousarem me procurar. Aqueles que ousarem dizer saudades ou amor.
A menina então foi tirada de mim. E eu ouvi um barulho estranho pulsando em meu peito, talvez fosse engano. Mas parecia algo bem próximo de um coração. Meu Deus, ele estava de volta. Fraco, sangrando...Mas eu podia sentí-lo agora. E não fui o único. Mesmo tão fraco, a casa inteira parecia tremer. E o barulho tão grave quanto o som do meu baixo preto estava assustanto todos. Eu sorri, mesmo envergonhado. Sentei-me por um tempo. E me ofereci um copo de lembranças. Tomei até a última gota a experiência de lembrar próximo aos que pertecem a lembrança. Assim, pudi enxergar a evolução pessoal, individual.
Por último, mas definitivamente não menos importante. O menino que eu já dediquei cartas e tic-tacs. O menino que me fascina mesmo mudo e mesmo quando esteve longe, eu quis ser seu. E hoje fui, inteiramente. Por um tic. E ele foi meu. Durante todo o tac.
Seu beijo estava mudado, mas a essência era a mesma, o gosto o mesmo e o cheiro encantador o mesmo. Eu de olhos fechados ao mundo, ao teu lindo rosto, a verdade. Eu insisti em mais tempo e pudi sentir seus lábios nos meus trocando vidas. Eu o amo. Sem dúvidas.
Independente da forma ou do que me aguarda, eu sei que está escrito em mim teus nomes e teus espaços. Três meninas estavam lá, intactas. E se eu pudesse descrevê-las eu ficaria honrado em fazê-lo. Mas uma roubou meu coração e agora está acorrentada longe, muito longe de onde eu queria que estivesse. A outra tornou-se insubstituível e absolutamente amável e necessário em meu dia-a-dia. Eu preciso do teu riso e do teu humor. Da tua sabedoria e tua força. E a menina que eu sempre deixo pro fim. Não porque seja a última que me venha a cabeça, mas é a última que me pego pensando antes de adormecer. A que me motiva a lutar e tem um sorriso que me quebra em pedaços... Fáceis de repor com teu abraço desigual.
Me senti estranho ao voltar pra casa. Após o banho me senti com um dia a menos de vida. Como se tivesse sido roubado. E eu fui pra cama com os olhos brilhando. De vida.
Pela dor acomulada, pela perda e o medo misturada com a reconcilhação, os beijos e todo o amor que eu tenho pelas pessoas responsáveis por me trazerem te volta, mesmo por poucos segundos, quem eu fui.
No meu antigo corpo habita alguém que eu não me orgulharia. Alguém que eu não me apaixonaria. Mas as vezes, por questão de um tic e um tac, eu me tornaria de noivo o teu amante. O teu amigo. Somente teu.
Suicídio.
Caminhei só então. E não me demorei a cumprir o tempo e chegar perto daqueles que tem mais de mim do que sobrou em meu peito. Eu sorri ao avistá-los, mas um deles faltava. Cumprimentei-os e me senti um pouco mais vivo, do que quando não estou assim tão proximo de mim. E eu só me vejo no espelho quando posso encontrar na sua voz as minhas palavras esquecidas e no teu cheiro o meu lar. O menino veio até mim, sorrindo. Me deu um beijo na face e esperou até todos colocarem-se no caminho de partida. Eu estava amedrontado com mais uma tentativa de nos unir, mas dessa vez parecia tão natural. Os olhares, os sorrisos e a vontade presente de estar todos, em um só.
A quadra tinha cheiro velho e a pintura quase não existia. Assim incolor como meus olhos escolhiam soar. Eu pretendi esconder minha impressão para não chamar qualquer atenção, mas eu estava tão só como nasci. E sendo mais honesto do que você aguentaria ouvir, eu me fiz em solidão porque eu não quis segurar nenhuma mão, já que meu mundo se partiu em quatro desde que eu não pudi resistir e virei pedra ao me virar. E a verdade me atingiu assim como um anjo, o choro me amaldiçoou e quando a lágrima congelou, ainda dentro de mim, eu me vi assim, num reflexo do cristal, preso. Dentro dessa solidão própria e instável. Essa solidão que todos nós compartilhamos e nos liga ao mesmo tempo que não nos une.
O tempo parecia desesperador para todos, só eu estava acalmado, talvez seria melhor dizer acostumado com a espera. E enquanto meu cigarro pudesse me ocupar das conversas que eu tentei evitar não me via apressado. O tic-tac era o marcador natural de toda minha história e são sempre as horas, as semanas, os meses. Mas em si, as horas. Elas que fazem o momento, a ocasião, a escolha das palavras, o meu impulso e para mim, o amor.
Eu só o vejo assim, desde então. Um tic-tac acelerado e destemido. Ele poderia até ser ousado, mas sem dúvida era bravo e encantador. Mágico também se encaixaria, mas nunca eterno. Não. Nada mais que a eternidade do segundo, do que o gosto permanente do primeiro gole e o fim do primeiro ato dessa peça.
Finalmente, a mistura maior se jogou sem cartas. A vodca barata, as palavras não ditas, os antigos e os novos amigos. O desejo. Tudo eu engoli e não permitiria nenhuma ansia. E quando me dei por mim, estava deitado olhando para a menina do sorriso brilhante. Disse 'Eu te amo', eu existia ali, naquele tic-tac instantâneo. Depois já desapareci de novo, uma simples aparição minha, um curto resquiso de quem eu sou.
Levantei-me rápido demais pro meu próprio organismo. Mesmo não sendo ninguém ainda tinha que respeitar o meu corpo. E isso só contribuiu assim como a fumaça auto-destrutiva para pior meu estado. Eu sorri, porque era uma leveza inexplicável. Não pudi ser outra pessoa, não pudi apagar minha existência, mas pude fingir não sentir.
Entramos na casa, numa bola de mentira. Fui o primeiro a entrar e ocupar o banheiro. Acompanhado. Um beijo, sem surpresa. E foi criando-se expectativa e a diversão a partir do alcool correndo em minha corrente sanguinea. Meu corpo pedia desculpas pela minha necessidade de estar com alguém. Meu rosto não tornou-se vermelho, apesar de eu estar humilhado pela cena patética que eu me deixei levar. Eu culpei o drink, quanta covardia. Eu só não queria ser homem, eu só não queria ser mais do que um menino de dezesseis anos.
Ele saiu primeiro, e eu pudi respirar. Terminei de me vestir e lavei o rosto, as mãos... Não posso dizer que me arrependo ou que não foi bom. Deus, como foi. Mas eu estava sem indentidade, sem sexo, sem postura, sem personalidade. Para um personagem, poderia ter sido uma vida inteira. Um amor eterno ou uma tarde irrelevante.
Eu fechei a porta atrás de mim, olhei para todos os rostos que me devolviam o olhar. Caminhei em direção ao próximo que levaria outra parte de quem eu sou ou com um pouco de sorte, dividiria comigo um pouco do que guardou de mim.
Born Woman.
It´s different of everybody, it´s not this kind of love 'I want you for me'. It´s something like 'I want to be around when your time come, and the show starts and the world gives up for you, girl'
You were born as woman. As complete. You´re only 15, for four more days. But you´re giant. You´re my golden start and when I look at you i feel my world much smaller. Thanks for this. Fix two picies of people in one, make a heart beat and a soul free.
I´m so proud of you. And i know you can be bigger each day, each breathe. And it´s fucking amazing. You were born to shine and i´m glad that i found you. ´cause I need you so hard and I can´t imagine myself without you, even in a dream.
You´re my best friend, and that´s... is just what I need to breathe and build a smile.
It didn´t change a single feeling for you. Actually just make it bigger. I´m yours as a good friend.
It may sound wrong, but you´re the one. Thanks for beeing who I dreamed and thought you were.
terça-feira, 29 de setembro de 2009
Rime o teu fracasso em mim.
Cada pedaço teu que ainda grita em mim
Eu deixaria numa caixa em frente da tua casa
Abandonaria a responsabilidade por lembrar
E deixaria a dor acomulado com a saudade
Eu diria adeus a todo meu passado
E se esquecer de quem fomos nós
Eu farei questão de lembrar por dois
Cada manhã, antes de me lembrar de novo
Do novo que eu me tornei, o que eu me tornei sem você
Lanço ao mar, em soneto
O excesso que meu peito
Resumiu em linhas dentro dessa garrafa,
Tudo o que nós sonhamos
Mas fora dessa rima
Apenas o que nos tornamos
Então, sorria
Toda mudança envolve dor
E eu já sobrevivi a minha
Então, faça teu nome passado
Mate cada vento que nos carrega pro outro
Então desfaça do teu nome meu esconderijo
E não devolva respostas
Eu preciso que seja mais forte do que nunca
E me deixe ser capaz de...
Abandonar a responsabilidade por lembrar
E deixar a dor acomular com a saudade
Pra assim dizer adeus a todo você
Eu não vou dar um passo pra trás
Eu não vou dar um passo pra trás
Eu não vou dar um passo pra trás (Faça teu nome me desmoronar)
Eu não vou dar um passo pra trás (Faça meu nome desaparecer)
domingo, 27 de setembro de 2009
I missed.
So, I´m totaly scary, ´cause i know how amazing you are. And i had already missed this protetion, so hard, around me. And you, without thinking, just instinct, did it.
Thanks for smiling at me, and showing me that my world it´s never done. Not with yours.
Love you harder.
N.
Tempo.
Eu caí em depressão quando eu me vi sendo homem. E foi aos poucos que minha inoncencia se esvaia, mas quando todo o resto do frasco foi sugado em uma noite, eu perdi o chão. E anti-ontem, eu vi o meu favorito. O senhor inocencia se entregando ao mundo, à curiosidade. E eu pensei e tentei dizer, mas ferí-lo ou não fazê-lo entender, não traria mais salvação alguma.
Eu refiz meu auto-retrato, cortei a barba e afinei meu sorriso. Eu vesti meu cd favorito e cantei bem alto frases que pudessem me levar pra onde você está. E no meio de todo 2008, no meio de todas as mudanças eu vi que eu estou bem em estar onde estou. Apesar de eu precisar de tempo, porque só quando todos os pontos finais forem acertados e eu leia 'fim', eu poderia seguir.
Eu subo, escorrego e caio, tudo outra vez.
E eu não me despreendo dos meus erros. Eu ignoro os pontos e começo tudo outra vez.
Esse jogo já foi perdido, desde que eu disse que não. Pela primeira vez.
Hoje, pra sempre eu me esqueço.
E me lembro cada manhã, cada piscada, cada respiração.
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
Velha Guarda Lasts.
O antigo pra sempre se mostrou vivo em algum canto do tempo que eu não pretendo apagar. E quando ele chorou eu me lembrei perfeitamente da minha tentativa falha de dizer que eu já me apaixonei por você, desde que eu coloquei meus lábios nos teus e fechei os olhos. Eu vi em você a chance de me fazer alguém melhor e não pudi assumir. Quando as palavras apareceram na minha mente, era tarde. E desde então, eu apaguei o tamanho e a vontade que se abriga dentro de algum passado que ainda respira dentro de mim. Eu quase sussurei hoje "Eu ainda te quero", mas o que adiantaria? Não estavamos falando de nós...Não significou tanto assim, significou?
Antes de melhorar, eu vi como eu pudi deitar no chão e ver o céu. Assistir tudo o que eu não podia ter e me sentir puxado, a gravidade querendo-me ainda mais embaixo. Ainda mais inferior. Mas eu que decidi me levantar, e não desistir. E agora as coisas me soam menos medonhas.
Eu tenho meus melhores anjos com seus melhores sorrisos olhando pra mim, agora. Eu não sei se eles foram capazes de perceber, mas todos nós estavamos hoje abraçados e sendo um só. Se foi apenas uma tentativa de nos enganar e nos fazer acreditar que podemos nos reencontrar, funcionou. Porque eu me sinto esperançoso e me faz lembrar da minha menina.
Eu não sou bom com desculpas, eu sou péssimo em demonstrar arrependimento e para enxergar meus erros...É algo raro. Mas eu dispenso o orgulho por algo maior. Maior que o céu, que eu, que meu amor.
É real e vital pra mim. Eu digo em voz alta e em nomes verdadeiros a minha necessidade e minha alegria em estar de volta em casa. Deus, como é bom estar de volta.
Depois de tantos personagens, eu sou apenas eu. Sem me inspirar ou me fazer de conta. Eu soou o que minha boca diz e minha mente transparece. Honestamente, eu nunca estive melhor. E eu não vou ficar mais novo do que já sou. Eu sou grato, então. Pelo tempo bem gasto, as risadas bem forçadas e pelo amor dado, ele estando hoje presente ou não. Ele tendo voltado ou não. Ele tendo sido pra ele ou pra eles. Sendo ele amor ou apenas momento. Ou apenas impulso.
Apenas Velha Guarda. Lembre-se, menino.
Eu estou aqui pro teu choro e teu brilho. Eu sou seu. Só precisa dizer três palavras, e eu sou seu, qualquer momento.
terça-feira, 22 de setembro de 2009
Soul Made.
Eu sinto que estamos presos um ao outro, pra nossa felicidade.
Oh meu Deus, eu não poderia ser mais feliz.
Oh meu Deus, eu não poderia ser mais do que você me faz.
Não é por impulso que eu admito que eu sou seu. Não é por falta do que dizer que eu soletro sete palavras, sem me arrepender. Depois de anos sendo você e você sendo mais eu do que eu tenho sido, hoje nós estavamos completos. Oh, girl, você sabe o quanto eu sou grato ao o tempo, por estarmos juntos. E mesmo que a minha personalidade tenha sido abalada com as perdas frequentes, sobrou em ti um pouco de mim para eu me abrigar e exergar que eu posso e quero ser mais do que eu me resumi no amor.
Eu não o perdôo, no fim. Mesmo ainda estando na mesma cidade, eu não o vejo e cada dia amais o medo de esbarrar com o passado me faz pior. Não que eu não aguente, eu simplesmente não posso controlar minha revolta por ter sido usado. Eu não posso me perdoar por ter me afastado de mim mesmo. E você acompanhou tanto meus passos. Hoje admitiu em mim os meus erros e me viu como seu. Eu não ligaria de viver em tardes de novembro. Eu me ajoealharia aqui e te pediria para deixar todos saberem que você é só minha. Que os seus últimos dias serão meus. E que somos um só, desde o começo do sempre.
Pega minhas mãos e me guia na sua dança, me faz sentir o vento e todo o tempo me tornando mais forte e maduro. Eu quero deitar no teu peito e ouvir sua respiração, seu ar, seu existir. O teu brilho me acolhe e me inspira em ser o que eu já fui.
Meu palco foi construido por cada tijolo que esteve na parede do nosso quarto, e eu não me sinto mais confortável em subir no palco, toda a noite, se eu não te ver na plateia. Eu, por um segundo, me senti só. Quanta ignorância. Você não está na plateia, você é a atriz principal. Você é o reflexo de todo o meu riso e força.
Ajoelhei no chão e me cortei pela última vez, me desculpei pelos meus pecados e decidi não regredir pra onde tudo desmoronou. Eu vi onde os rastros desapareceram e eu sumi. Eu vivi por tanto tempo no teu coração, menina, e eu não mais me via. Eu me machuquei por me calar e ser ele. Por me tornar alguém dele. Mas isso não valeria o risco, não. Eu me sufoquei com palavras sujas e eu tentei me livrar do meu alivio trazendo-me mais e mais memórias. Eu pensei que podia tornar isso uma eterna batalha e eu venceria todo o tempo. Mas as coisas tiveram fim e mesmo eu sendo o vencedor, fui esquecido. As coisas seguiram e eu demorei três meses para, finalmente, abandonar meu última romance.
Honestamente, você pode me ver perfeitamente. Nesse ou qualquer outro angulo, eu sou seu. E eu não posso me enganar, não posso subtituir. Só você tem essa habilidade de te fazer em mim e me preservar em ti. Nós somos almas gemeas e eu não preciso mais de pessoas ou de atenção. Eu sei que eu tenho seus olhos voltados a mim, cada movimento, cada passo. Eu sei que eu tenho seu coração em cada batida, cada melodia. E eu sei que você me tem em pedaços, por inteiro dentro do que você se fez. E eu me orgulho de ser seu herói, desde que você nunca se esqueça que é my one. The only one.
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
Hey A.
Agora que eu estou sem mais palavras, talvez os textos simplesmente sumam. Eu posso ouvi-lo dizendo 'Ufa, finalmente, ele entendeu'. E você foi rápido em fazer o mais díficil, você teve que se esforçar, pelo menos? E eu achando que eu talvez fosse o mais forte e inteligente de nós dois. Talvez, eu esteja começando a entender.
"Pra sempre" pode porém ser exterminados. Eu me revolto dentro da minha bolha sem ar. E estou morrendo aqui. E eu já me despedi das palavras, não há mais muito o que dizer. Você pegou um lado, vestiu seu uniforme e sorriu pra ele.
Eu estou aqui, como permaneci, imutavel. E quando você se sentir de novo, mudando. É porque mudou. Não só de mim, mas de quem eu costumava admirar. E quando sentir que o mundo girou mais voltas do que você pode aguentar, é porque o surreal fica só no sonhos, darling.
E eu finalmente entendi isso. A verdade nunca me libertaria, se eu não me forçasse abrir os olhos. Ou aceitar qualquer realidade que me jogassem. Não adianta mais criar conspirações, você se entregou. E quando o telefone tocar, eu não vou atender. Não que você possa estar do outro lado, mas aceite. Eu estou indo pra bem longe, agora. Mais do que escola, cidade ou ciclo social. Eu estou saindo do seu mundo. Saindo dos seus olhos. Do seu coração. Eu espero não ter de dizer isso olhando pra trás, mas eu não vejo mais como trazer tudo como antes.
Eu não posso te prometer ajuda, porque quando a casa cair...Eu ainda sou o mesmo, o mesmo que você se afastou. E foi você quem nos desencaixou. Oh, depois de tantos dias. Foram quantos mêses, Misery? Aposto que você já aprendeu a contar. O vestibular chegou. Marque um X em cada prémio que você conquistou. Porque honestamente... Meu ar será poupado. And so is my heart. From you.
sábado, 19 de setembro de 2009
Passado.
E quando eu digo, passado. Eu digo você. Onde eu tentei te deixar e espero que não lute contra.
Cada dia mais e menos te sinto em mim. E cada segundo a mais ou a menos não me faria diferente. Eu preciso de segurança. E eu não posso contar com você dessa vez, ou qualquer outra.
Parte do meu passado tem nome. Outra parte eu preferi gastar com meus sonhos. Sem me agarrar aos meus joelhos e apagar a luz. Eu fiz minha própria luz e mesmo que você esteja preso dentro da sombra em mim. Nós sabemos que você nunca pertenceu ao meu presente. E escapar do passado ou de qualquer futuro (que não tivemos) não parece uma escolha que você tomaria ou que hoje eu deixaria acontecer.
Eu jamais vivi só pra poder marcar minhas folhas em branco com histórias. Mas sempre dei como desculpa para a culpa. Que já me perseguiu, sem sorte. Dizendo que não deveria ter me dado assim. Entretanto, eu estou agora dentro de uma estrofe que minha boca decorou. Eu poderia fazer diferente, se eu não tivesse me acostumado. Por isso eu me chamo de passado. Que dentro de alguns dias, serei apenas feito de. Serei apenas o caminho. Serei apenas 'como'. Não o resultado final.
Deixando pra trás...quem sou. Quem esteve comigo. O antigo apartamento de nove anos, a saudade, o medo, o humanismo, a terra do nunca, as cartas, as fotos, o mundo afora, minha visão.
Me tornarndo alguém diferente. Talvez, não seja definitivamente melhor. Mas o que não é passado, é solidão. E eu preciso me olhar no espelho e não me julgar. Eu preciso poder não me arrepender.
Então, lavo minhas mãos. Chamo meu sono e me deito. Assim como morro. Assim como revivo. Tão cedo e tarde. Tão esquecido e permanente. Assim como meu passado, me faço verdade, sem me arrepender, sem me despedir, sem poder me desfazer.
Eu tenho um plano. E dessa vez, não é você. Não é amor.
Já disse, não é passado.
Eu fiz questão de não reagir, e nem mesmo sentir.
Já disse, não temos mais tempo pra isso. Não hoje. Não eu.
Já disse, é tudo passado.
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
Confesso.
As coisas tem de mudar. Pro melhor, dessa vez. Estou me cansando da rotina de tragédias. E eu não tenho suporte nenhum. Não venha me dizer que sente muito, porque não é bem o que me ajudaria agora. Eu preciso de um palco, meu baixo e quatro outras pessoas. As mesmas que eu morria por. As mesmas que eu chamo de familia.
Não é uma caneta que vai falar por mim hoje. Não é mais um trecho que vai aliviar essa dor. Eu preciso de algo real e algo que me lembre que há sempre um sorriso. Eu dormi com um deles, de um menino que prometeu me ceder algum tempo logo. Eu sinto sua falta.
Confesso que tenho sido covarde. E eu não vou me livrar desse esconderijo tão cedo.
Eu nem comecei a me esconder ainda. Eu quero novos cortes e a velha escuridão.
domingo, 13 de setembro de 2009
Big Girl Dreams.
Deitado, nos teus braços. Meus olhos fechados poderiam soar sono. Mas ela sabia que eu estava atento ao teu carinho. Tentei retribuir, com meus dedos em teus braços. E respirei mais confiante. Mas o seu jeito, que eu poderia namorar por dias, sempre foi mais forte do que qualquer palavra minha, ou tentativa ou qualquer sorriso.
Apesar do seu ciúmes, sem motivo. Porque ninguém roubaria o teu lugar. E pra ser honesto, esse ciúmes vem quando outros me tem, sendo que eu não sou dela por escolha não-minha.
Eu já provei todos os meus amigos. E eu sei o gosto especial e forte de cada um. Eu namoraria com cada um, com todos, ou teria no mínino uma história de verão com cada um. Mas hoje, eu não preciso eternizá-los mais, nem conseguiria. Não preciso beijá-los, amarrá-los, prendê-los ou escreverem-os em mim. Já tem seu lugar, um á um.
Tem a menina quieta que quando fala me deixa apaixonado. E seu rosto é um dos mais lindos que eu já vi. Teu sono é convidativo e seu amor é mais belo que poesia. Tem a outra que tem ciúmes de tudo, e é insegura, tanto quanto eu. Ela é apaixonada pelo mundo e suas pessoas. E é tão capaz de ter tudo o que sonha. E tem um menino. Que Deus, não sei como um dia eu só o vi como irmão de alguém. Quando hoje ele já foi meu. Eu já fui dele. Ele já foi meu grande confidente. Ele já me levou uma faca, já me trouxe um sorriso e já me fez me encantar como ninguém. Apesar de não entender porque nos perdemos também. Eu sei o quanto esses três são um grupo e tanto. O amor e tanto. Faz me sentir um menino e tanto. Com muita sorte e histórias.
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
Or the 'Woolf's gonna blow it down
Duração.
Durou bem. Sem irônias. Isso foi longo para um rápido romance. E eu escrevi mais de quarenta canções que contassem do meu amor. Da tua amizade.
Que falassem numa lingua secreta que eu entendesse. Que expressasse meu medo, tua indiferença. Que mostrasse nossa semelhança em sermos diferentes. Relevasse o meu fim e o teu começo. Ou o meu começo e o teu fim perto de mim. O teu final, a última vez que ouvi falar e quis saber sobre. Talvez, a única coisa em mim que se encerrou foi pra você.
O que existe de você em mim, está na faíxa cinco. Com três minutos e meio. Nada mais. Nem um segundo, palavra ou sonho amais.
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
Deadly fine.
Eu sabia que meu pai estava por vir. E eu só não queria ficar sozinho. Tanto não queria, que procurei alguém pra me fazer compania. Enquanto eu não tinha alguém ao meu lado, e os outros perderiam mais um.
Avistei, Orlando, porque ele se parecia com minha visão de Orlando, criança. Brincando com o caule de uma flor, imitando uma espada. E uma máscara de dinossauro na cara (apenas os ossos do animal já extinto) faziam o aparecer ainda mais infantil. E eu me aproximei. Ele também estava invisivel, sem voz, sem vida.
Por fim, caminhei até a porta do cemitério. E ali fiquei sentado. Tentei terminar o meu cigarro, mas a moça já havia me dito. Que só mais pra frente, aprenderia a tragar e sentir prazer com isso. E muitas outras evoluções veriam do meu tempo. Eu fiquei ali parado. Analisando toda a vida. E eu não queria voltar, mas não era capaz de deixar tantas pessoas pra trás. Acordei.
Com uma vontade de viver. Mesmo que seja a rotina. Estava aliviado por ter a decisão nas minhas mãos. E poder dizer Eu te amo, e ser ouvido.
Graças a Deus não vi minha menina ali, chorando.
Porque isso teria me feito querer ser qualquer coisa, menos morto. Menos o motivo do teu pranto.
Não que eu esteja bem. Ou que eu esteja sorrindo. Mas eu não me sinto indiferente em relação a vida. Me sinto alegre por poder esperar a hora de dar a volta por cima.
terça-feira, 8 de setembro de 2009
Medo.
Eu sei de cada luta que nós passamos para estarmos aqui. E eu me sinto bem quando lembro como somos fortes e como somos heróis em cima de um palco para vinte pessoas. Você não percebe mas a força que as palavras escapam dos seus labios me corta. E me desfaz, em questão de segundos. Eu te liguei pra saber o que estava acontecendo, mas aparamentemente você ainda não entendeu.
Eu acho que temos uma emergência. Chamem uma ambulancia, porque eu não sinto que vou querer assistir isso. Mais uma vez, estou vendo tudo se desmachar. Espero não me tornar desnecessário pra mais ninguém.
Apenas ligue 190. E espere alguém atender. Grite. Porque eu não consigo assistir esse fim. Eu não consigo pensar em cinco letras, sem cinco pessoas. Eu não vou me desculpar porque eu estou levando isso pra frente. Eu não vou dizer que sinto muito, porque não me arrependo. Você enxerga seu lado. E eu apenas fico tentando entender, como você diz que eu sou o único. Se você parece não me entender e permanecer assim, distante.
Tanto Mar.
Eu sinto falta do meu ar ser inspirado em grandes poetas. E este blog ter sido um diario, quase diário. O que eu estou fazendo? Não, sem pena de mim mesmo.
Eu só estou me cansando de tudo isso. Eu imploro que alguém intervenha e me deixe dormir enquanto chove. E mesmo que eu pessa, pra que haja a dor que sintas, não me apague do seus olhos, do teu riso. Porque a agua está subindo. E eu posso sentir na minha meia o frio que me aguarda. E se fosse só de agora...
Já faz tanto tempo. E eu ainda espero que a lua me mostre que ainda é a mesma coisa. Porque as coisas ainda parecem iguais. Eu ainda sou igual, mas tão diferente. Oh, céu.
Foi tão doce te amar. Amargo foi querer-te pra mim. Foi tão doce, tão doce... Mesmo eu já tento gostado de alguns garotos...Depois de você...os outros, são os outros.
You used to be my surreal one.
I climb the sky to watch you fell sleap. So Darling, just save a dance for me.
sábado, 5 de setembro de 2009
Familia.
Tem uma menina calada no quarto. E eu tenho medo de perdê-la quando perder todo o resto. O rumo. O herói. A inspiração. O grandão que sempre me tiraria dos problemas. Aquele que mesmo não entendendo aceita. Aquele que me abraçou quando eu estava em pedaços com medo por ser diferente. E ela tentou se matar, há menos de cinco meses. E eu nunca saberia porque. Eu nunca olhei pra ela como deveria. Eu sentia orgulho e extrema admiração. Mas e se toda a força que eu penso ver for medo. E toda a individualidade não for por escolha. Deus, eu quero um lugar pra me esconder e não ter de olhar pra luz. Tirem-me a esperança e me mostrem o caminho pra seguir só. Já que eu perdi a inocencia que tudo ficará bem. Que eu não tenho mais treze anos e eu não posso culpar meus pais por eles estarem sofrendo. Por eles estarem desaparecendo. Eu não posso correr e fugir disso tudo. Então, me vestirei de preto. E colocarei um oculos e vou enterrar todos esses pedaços de textos que não me satisfazem, não me trazem paz alguma. Só saudade de quem eu fui. Das oportunidades que eu tinha. E dos amigos que eu fiz. E alguns não darão meio volta pra me trazer um sorriso. Não ele.