Me sinto previlegiado por tudo que escapa dessa sala acabar voltando pra ela. Assim sou capaz de ouvir meus rumores andando como cobras, ao chão, por todos os lugares onde eu jamais andaria. Me assusto então ao pensar em quantos ouvidos também já não abandonaram sua lealdade a mim. Uma boca sussurrou um grande segredo que eu não pudi manter silêncioso por tanto tempo. Se fez em pó, a confiança.
E hoje, quando me encontrei, sentado no sofá soluçando verdades. Expus meu medo á menina que não tenho medo de ser quem sou. E ela sorriu diminuindo meus medos, com sorrisos. E um abraço e um beijo foi o suficiente para me deixar seguro. Eu sabia, naquele momento, que eu não estava sozinho. Também descobri como eu ainda não o perdoei por não estar ali. Naquele exato momento e em todos os demais que já passei passarei ainda, nessa luta diária.
Eu surtei, assim como um personagem problemático. Quase precisei de uma sacola de pão pra controlar minha respiração. O ar ia se escondendo do meu nariz e eu não conseguia parar de me preocupar. Meu peito começou a inxar e minhas orelhas pareciam estar fervendo...Eu pensei que fosse desmair e dormir. Talvez assim eu me sentisse melhor, mas então um abraço mágico e tão angelical me salvou. Ela disse 'Calma, Calma...Respira'. E o ar voltou ao meu pulmão.
Oh, doce garota. Eu sempre soube que nunca poderia deixá-la ir, Deus, não me vejo em mãos melhores que estive pela tarde.
Eu pensei em suicídio em um mergulho. Não nadei. A água devia estar fria, talvez até mais que meu peito. Ou meus olhos. Eu precisava estar sozinho. Agarrei o poste e ali estava a face de Deus, o que eu realmente acredito. Ali, uma das infinitas faces e existência, ignorando aquele velho senhor de barbas brancas que tentam me empurrar, ali...Como tudo o que eu piso e sobrevôo, ali...Próximo e longe demais pra alcança.
Eu disse que eu sabia que poderia aguentar mais alguns dias, mas eu queria um motivo pra fazê-lo. Talvez, alguém por quem sobreviver.
Mas então eu disse 'Não', agora a beira da piscina. Gritos atrás de mim e passos
premeditados. Eu corri e me sentei, mas ela não foi embora, me pegou pelos dedos e tentou me arrastar pra dentro de casa. Me sentia uma criança e envergonhado disse que não queria, mas me fez ir assim mesmo. Havia alguém nos observando e eu não podia agir livremente, estava acorrentado a aparências, como por toda manhã estive.
Ontem, eu chorei pelo menino que não pertence mais a nenhum grupo. Hoje foi por mim. E ele agora está fora de mim e de qualquer ação minha. E assim, eu descobri o que quer dizer temporário. E eu venho usando muitas desculpas pra ocupar esse vazio com outras pessoas menores do que as que partiram.
O problema de grupos grandes é que eles sempre se fecham. E esse se fechou em três e não estaremos abertos a mais membros. Não leve isso pro pessoal, mas você devia fazer seu próprio castelo, já que não valorizamos a sua preocupação e presença.
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