As férias chegaram pra me trazer cansaço e exaustão. Assim como a primavera deixou flores mortas na minha porta. E nunca houve inverno tão solitário como este ano me abraçou. Meu dente caiu e ao colocá-lo embaixo do travesseiro fui roubado por uma mãe. Eu então, como uma tradição, me mudei. Uma mudança que seja mantida e persista desde manhã cedo até as doze badaladas. Confesso que já estava me sentindo mal por não me assumir culpado. Eu forcei regressão e preferi não pensar, o que me torna falso.
Eu estou saciado de sexo. De amor. De drogas. Talvez, de viver. A única coisa que ainda me resta é sonhar com meu próprio crescimento e minhas notas. Eu quero aumentar um tom, refazer uma escala e com sorte, adicionar um riff na minha rotina. Eu já não sei.
Espero que ao amanhecer eu possa me distrair e deixar mais dias passarem por mim, sem atingir minhas palavras que aos poucos se perdem. Estou sem esperança. Mas assim como me tiraram o mundo, sempre volta com o vento e com o medo.
Vendo pela primeira vez.
Há 13 anos
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