Eu sei que eu sempre fui de mentir, mas pensei que a você eu não enganasse de jeito algum. Talvez, seja como nós nos viamos há anos atrás. Ou você talvez esteja ocupada ou até cansada demais pra me olhar e perceber qualquer novidade que não lhe convém. Eu realmente queria tempo. Mas não pra te explicar ou contar meu dia, e muito menos ouvir o teu. Eu queria sentir vontade de ser como eramos, eu queria sentir vontade de te procurar, vontade de ser mais do que eu tenho sido. Mas eu tenho me dado melhor sozinho, tenho criado minha segurança graças o meu medo que veio de ti. Apararentemente, o tempo que foi me dado já foi cobrado. E o pouco que agora eu tenho, você faz pouco caso.
Infelizmente, você não sabe quase nada do que eu me tornei. E não faz questão. Tantas vozes, tantas vozes me alteraram. E quando eu precisava de alguém? Cadê? Cadê eu mesmo? Cadê essa outra parte de mim que prometeu me impedir de errar novamente. Eu achei que errar já fosse obrigatório, já que ninguém está vendo. Nada é pra sempre. Nada destroi, nada concerta.
Vendo pela primeira vez.
Há 13 anos
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