Uma música que se fez eterna, parecia ser praquela época. E hoje ouvindo-a, eu me vejo mais novo. Ou velho. O importante é me lembrar como cheguei aqui. Apesar de carregar tantas dores e falta de pessoas, eu estou inteiro. Mesmo que por dentro esteja raxado, com alguns cacos espalhados. Eu não preciso mais de goles e goles de coragem para dizer que estou só. E não é necessário criar dimensões para entender como você se tornou de outro alguém. Talvez, porque você nunca foi meu. E eu nem por um segundo, quis mais, mas não fui, seu. Mas quando você se transformou em um e não milhões de faces, milhões de sorrisos, milhões de histórias, milhões de vidas, mundos. Eu não senti mais porque ficar.
Durou bem. Sem irônias. Isso foi longo para um rápido romance. E eu escrevi mais de quarenta canções que contassem do meu amor. Da tua amizade.
Que falassem numa lingua secreta que eu entendesse. Que expressasse meu medo, tua indiferença. Que mostrasse nossa semelhança em sermos diferentes. Relevasse o meu fim e o teu começo. Ou o meu começo e o teu fim perto de mim. O teu final, a última vez que ouvi falar e quis saber sobre. Talvez, a única coisa em mim que se encerrou foi pra você.
O que existe de você em mim, está na faíxa cinco. Com três minutos e meio. Nada mais. Nem um segundo, palavra ou sonho amais.
Vendo pela primeira vez.
Há 13 anos
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