Deus, eu não sei se me arrependo. Mas eu sei que me sinto bem no fim de tudo. Eu não fingiria superioridade, quando eu ainda não consigui me livrar dos caláfrios de te ter por perto. Eu ainda me importo, seria mentira ou covardia negar. Mas eu não daria um passo amais, não mais. Eu acordei otimísta e sinto muito por não sentir nada além do que você já se tornou obvio e previsível. Nós ainda estamos na mesma cidade e nos mesmos lugares. Sinto falta do teu brilho se expalhando pela cidade e iluminando minha mente com ideias e inspirações, mas eu criei uma barreira anti-você. E você nem faz ideia de como os dias tem sido sem você, como minha vida seguiu e você não se importa. Como nunca fez.
Eu deixei a saudade quando vi que nunca poderia te levar. Eu abandonei os sonhos quando vi que a tua realidade já estava feita. Eu entendi que as coisas acabam e tendem a ser melhor assim. Depois da dor eu entendo a naturalidade do mundo. Eu não aceito ou me rendo, mas eu entendo. Eu tento entender e não relutar. A sua música está pronta e logo será gravada. E assim, eu terei pra sempre pedaços de você, os bons que me fizeram quem eu sou.
Se eu te impedi de me manter preso e intocável, eu jamais saberei. Porque por mais que o tempo me obrigue a ver que não estou mais morto ou indisponível, ainda me pego deixando escapar teu nome. Nada mais te traz pra perto e eu nem sei se deveria querer isso. Mas quando estiver livre e precisar de um café. Eu tenho boas histórias pra contar. Eu tenho uma vida inteira pra dividir. E sempre há um lugar pra ti. Sempre houve. Mesmo que agora não seja mais o que você quiser, mesmo que agora você não seja a razão de mim. Não seja a verdade. Não seja a luz ou o brilho. Seja apenas mais um garoto, mais uma compania, mais uma tarde.
Vendo pela primeira vez.
Há 13 anos
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