domingo, 27 de setembro de 2009

Tempo.

Minhas costas estão me matando. Meus ombros têm carregado um peso grande por muito tempo. E por mais que minhas tentativas tenham sido admiráveis, o tempo não volta. Estamos nos unindo e fazendo jus ao nosso nome, mas isso não os trazem de volta. E eu estou começando a aceitar.
Eu caí em depressão quando eu me vi sendo homem. E foi aos poucos que minha inoncencia se esvaia, mas quando todo o resto do frasco foi sugado em uma noite, eu perdi o chão. E anti-ontem, eu vi o meu favorito. O senhor inocencia se entregando ao mundo, à curiosidade. E eu pensei e tentei dizer, mas ferí-lo ou não fazê-lo entender, não traria mais salvação alguma.

Eu refiz meu auto-retrato, cortei a barba e afinei meu sorriso. Eu vesti meu cd favorito e cantei bem alto frases que pudessem me levar pra onde você está. E no meio de todo 2008, no meio de todas as mudanças eu vi que eu estou bem em estar onde estou. Apesar de eu precisar de tempo, porque só quando todos os pontos finais forem acertados e eu leia 'fim', eu poderia seguir.

Eu subo, escorrego e caio, tudo outra vez.
E eu não me despreendo dos meus erros. Eu ignoro os pontos e começo tudo outra vez.
Esse jogo já foi perdido, desde que eu disse que não. Pela primeira vez.
Hoje, pra sempre eu me esqueço.
E me lembro cada manhã, cada piscada, cada respiração.

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