sábado, 12 de dezembro de 2009

Nunca pior.

Eu só estava ali por uma razão. Talvez duas ou até seis. Mas a principal não era bater papo. Muito menos rever a familia. Mesmo assim, nunca me senti tão bem acolhido como a demonstração de saudade de todos. Eu imaginava isso na minha cabeça, tanto e tanto tempo. Eu ouvi perguntas e também carinho. Eu senti que pertencia ali, mas não tinha mais nenhum lugar vazio. E tinha outro menino pra comer. Talvez, o tempo que eu ficasse ali seria o tempo que ele não mostraria as caras. Não desceria pelas escadas e não sairia do quarto escuro. Talvez por medo, o que eu creio que não, mas vontade.

Eu revivi cada sensação que meus sonhos, ou memória custaram a recriar, mas nunca tão perfeitos como fazia. Eu sabia! Ah, eu sabia...Nada jamais poderá se comparar ao teu encanto. Porque nesse, eu canto, e crio a minha terra do nunca. Sem mais convites. E aqui onde tudo faz sentido. Teu nome percorreu meu corpo, e cada vez que era citado, lembrado, vivido eu me sentia mais por fora, inconviniente, morto.

Eu não sei como deixamos isso ir tão longe. Você se lembra de como eramos? Porque eu acho que fizemos uma burrada em deixar tudo se esvair como areia, pelos dedos. E nos resta tão pouco pra aproveitarmos. Desde o começo sabiamos que seria o último. Porque então não durou? No último natal eu te dei meu coração. E faltam 13 dias pro próximo. Eu desejo te o melhor. Eu desejo que você consiga teus sonhos, um á um, por merito teu. E as glórias viram, junto com o teu brilho. Querido, eu não guardo qualquer sentimento por ti, se não amor.

Nenhum comentário:

Postar um comentário