sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Não diga que não é pessoal.

O que quer que tenha sido isso
Não diga que foi amor
Você tem muito o que aprender
Sobre tudo que não conhece

Eu teria me atirado na sua frente
Caso uma bala te acertasse
Não era necessario
Que você me empurrasse

E enquanto chove
Me deixe te tocar uma música
Algo que eu fiz pensando em como você me partiu em dois
E talvez você entenda melhor

Dance enquanto eu canto
E te esqueço como deve ser feito
Dance enquanto eu canto
E me esqueço como você fez comigo

O que quer que eu tenha dito
Não diga que foi exagero
Você não soube como foram os dias
Que estive a só

Eu teria levado toda a culpa
Caso você se sentisse melhor
Não era necessario
Me acusar sem remorso

E quanto chove
Me deixe te tocar uma música
Algo que eu fiz pensando em como você me partiu em dois
E talvez você desista de entender

Dance enquanto eu canto
E te esqueço como deveria ter feito
Dance enquanto eu choro
E me esqueço de como você me esqueceu

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Six Months.

Hey Monday? Não, Cancer.

Minha mãe diz que é pesadelo, mas eu me nego acreditar que isso é a realidade. E que nela eu deveria estar e viver. Respirar dela e assim, como me diseram, crescer.
As pessoas morrem, para que as outras se lembrem e valorizem cada cor do começo do dia, cada canto no rádio repetidido. Cada respiração que ingere e cada sabor novo que se desfaz na boca. Oh, o mundo está uma loucura. E eu vou me lembrar de como eu costumava vê-lo, vou me esforçar pra me lembrar de quem se sentava ao meu redor e sonhava com algo maior do que realmente é. Soou melhor, o nosso mundo, o nosso castelo, o nosso futuro. Eu simplesmente, gostaria de esquecer da primeira ligação. A noite anterior já tinha sido desapontadora, quando o menino que brilhava e esbanjava diferença se fez comum e se perdeu na multidão. Acordei e as melhores cores do dias, as primeiras, já haviam sumido há muito tempo. Lembro-me da primeira cor, que eu a vi pouco antes de adormecer. Agora já deveria ser a trigéssima quarta ou até mais. Os tons que o céu se transforma são tão imprevisiveis.
Mas a ligação veio. E o nome apareceu na tela. Recusei e voltei-me ao sono. Sem sonho.
O telefone insistiu em tocar, por mais uma hora, sem pausas. Eu finalmente, atendi. Um pedido, que depois seria recusado, foi feito. Mais uma noite fora, enquando o mundo se desfazia e precisavam de mim. Eu disse Sim, mas depois reverteria isso. O porque veio na segunda ligação. O telefone quis escorregar das minhas mãos, mas eu fiz força pra não. As lágrimas vieram e a raiva e toda a dor apareceram sem demora, sem chamada, sem perceber. Desliguei, com medo. E ajoelhei e ali fiquei. Com a perna no peito, as mãos nos olhos. Deus, como doia. E como eu quis quebrar todas as paredes e correr pelas escadas, abrir a porta e sair sem rumo. Como eu estava, sem rumo nenhum. Pra onde fugir. De quem fugir. O que adiantaria?
Meus amigos não me ouviram. Nem ninguém. Talvez, Deus tenha. E aposto que eu sou apenas incapaz de entendê-lo. Eu sou capaz de entender qualquer que seja o motivo de fazer alguém se sacrificar pra outros aprenderem algo. Acho uma vida tão valiosa para ser despediçada assim. Mas como me disseram, foi tudo aceitado antes. E não adianta revoltas. Eu tenho de acreditar que as coisas vão se acertar.
Eu pensei em ter um antigo amigo pra chorar. Mas sabemos que nada mudará como estamos. Nós sabemos que nada quebrara a distância.

Minha irmã se escondeu embaixo do coberto e se trancou pra si. Ela está muda e tão fora de si. Até mesmo minha cachorra, está quieta. Mal sabe o que lhe espera. Enquanto nós aguardamos o fim de uma vida, ele conta os últimos suspiros. Cada segundo amais pra nós, seria um amenos á ele. E cada segundo eu sei que eu vou perder todas as chances de repetir o que eu deveria ter dito sempre, minha irmã irá perder as mesmas chances que eu, minha mãe vai perder o único parceiro eterno que ela desejou ter. Ela irá ficar quebrada por um tempo, sem seu único amante. Sem seu único companheiro. O que lhe salvou e lhe esteve presente desde o ínicio. Minha cachorra perderá o companheiro de caminhadas, e daqui pra frente caminhará a sós.

Espero que ele não esteja com a testa como um cronometro reverso. Mas são sempre as horas. Sempre as horas. Duas semanas...Talvez, seis meses, um ano, com muita sorte.
São quinze semanas, duas horas, talvez sejam mais do que eu tenho.
Sem cura. Sem avisos. Sem forças.

Gone.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Mrs Oda.

Se eu tivesse palavras, eu as entregaria á você. Mas minha boca está paralisado por medo. Temo tanto te ouvir chorar de novo. Eu não gosto de ver a menina tão valente, tão fechada, tão querida por mim, por todos, sofrendo. Sou impotente. Porque todos meus amigos tem estado em estado lamentável. E eu sou tão importante aqui, sem me super valorizar, que mesmo eu me dimuindo e querendo ser esquecido, eu não posso me tornar tão egoista. Eu mudei. E já sou julgado e condenado por isso. Sentença Final, eu me assumo culpado.
Mas se eu pudesse cessar essas dores. Esses corações partidos, eu os colaria com meu sangue. Com minha saliva. Com minhas palavras. Mas as minhas palavras não remendam, só destroem. Deus, as palavras só me fizeram mal. E destrui meu amor. E me joguei na depressão. Deus, eu só queria poder usá-las para reconfortar. Usá-las para descrever o belo. Eu só queria três delas, e se fossem ditas precisamente, eu saberia que cumpriram o sentido. Te levariam segurança, fé e confiança. No meu pra sempre. No seu Eu te amo.

Carta de Despedida.

Hoje pela primeira vez pensei em suicídio. Acalme-se leitor, não estou falando do físico, mas do mental. Uma morte covarde, mas necessária para a sobrevivencia do resto do corpo. Um sacríficio, um martir, para um bem pessoal maior.
Um sacríficio por uma noite sem sonho, por uma vida sem dor.

Como, Elizabeth, o silêncio absoluto talvez seja capaz de responder todas essas perguntas de hoje a noite. Talvez, durante o baile, quando a menina sinta falta da minha valsa sem notas, que era prenxida pela minha voz, hoje muda, e faltem os risos, eu pelo menos demonstre o que eu tenho sido. Vazio.

Um fluxo novo me puxa pra baixo, e eu me entrego ao escuro dos olhos, só pra exergar nada, e não só a sua ausência. Para te encontrar na terra do nunca. Onde nunca pode sair. Onde há tempo para this boy brincar o quanto quiser. Onde nós nos perdoamos e nos abraçamos, com sorrisos, sem tanta dificuldade.
Onde é fácil estar do seu lado. Onde tudo o que eu faço, não seja perda de tempo, porque você pode me ouvir. E prestar atenção.
Onde eu me deito e te sinto atrás de mim, com um abraço, e eu tento resistir ao fechar os olhos, mas logo estou te vendo em sonho ou realidade, não sei...É tudo tão absolutamente pefeito que não sei o que chamar.

Embaixo do chuveiro, fecho os olhos e grito teu nome tentando te trazer pra perto. Tentando te trazer pra mim. Como não fui capaz. Mas com os olhos fechados, eu sou capaz de tudo. Eu sou capaz de recriar a última vez que te vi, e você se virou. E não tive a chance, que agora com os olhos fechados tenho. Me aproximo da parede, digo, você...Na minha visão, você está ali. Parado. Com os olhos fechados sou capaz até de reconhecer seu cheiro e minha perna treme. E Deus, estou enlouquecido com o seu charme. E então, minha cabeça se encosta na tua, fria, a água cai e então, eu me lembro que não importa quanto eu te recrie, você não está ali. Você não está me sentindo.

Então, volto ao pensamento, que tive logo pela manhã. Um suicídio talvez traga solução. Um desapego da vida, do passado, do amor. Uma vez, que ele me esqueceu. Ele se esqueceu de me trazer o parceiro. Ele se esqueceu que amor à um, é pranto. E que amor á três é desesperadamente cruel.

Um blog antigo preso á uma ameixa.

Entrei no antigo apartamento. E deus, tantas palavras nas paredes. O sons quase me ensurdeceram. E se eu fechasse os olhos, lembraria do teu riso. Preso em mim e nesse antigo apartamento. Azul, amarelo e verde. Que foi fechado pra não ferir mais ninguém. Quanto desespero aqui não se manteve. E quantas pessoas entraram pra me ouvir lamentar a sua não-reprocidade. Ou a sua felicidade ao lado dele. Deus, as coisas aconteceram do jeito certo, mas eu sinto tanta falta de quem eramos. Em um todo.
Eu bisbilhotei seu novo apartamento e lá estava um recado em cima da mesa, tão novo e tão sem lembranças.
Eu infelizmente, acho que entendo a sua falta de memória. Eu já estivesse preso á uma pessoa que me fazia esquecer o mundo. Os humanos todos. E até mesmo os Deuses.
Preciso me fortalecer mais. Apenas um mês e já estou de joelhos. Eu não acredito que possa estar pensando ainda sobre isso. Sobre o que você me disse, com a lâmida ferida.

Não vejo soluções em qualquer ação, enxergo apenas o problema. Tão maior que eu. Tão menor que o meu amor já foi. Tão permanente.

Vamos parar de falar. Talvez assim eu possa fingir não existir. Eu, não existir. Porque você, porque a gente, porque o hoje, está em toda parte. Em cada riso meu, em cada canção, em cada acorde e cada valor pessoal. Então, eu me esconderei de mim. Eu me apagarei de mim. E então, não falaremos mais de solidão.

Lâmina Ferida.

Eu estou segurando a faca mais afiada que existe e ela é poderosíssima, seu corte envenena, e mata. Destroi. O seu reflexo não é tão verdadeiro que doi mais. E as últimas palavras que da lamina são ditas, elas serão as que ficaram presas eternamente na mente da vítima. No caso, todos nós.
Eu não sou capaz de ferir tantas pessoas. Mas Deus, como elas se tornam monstros as vezes. E eu me sinto obrigado a rejeitá-las. A pisotiá-las, porque elas mentiram. E se reduzem á tão pouco. A tão patética forma.

Minha garota, você NUNCA vai me entender. Não quando é importante. Não quando eu preciso. Quando eu respiro dor. Infelizmente, nós não somos um casal. Infelizmente, somos bem menos que isso.

Eu descobri que ninguém mais se encaixa comigo. POrque eu me tornei assim. Uma peça quebrada sem espaço pra qualquer outra.
Sem vontade de ter qualquer outra.

Eu honestamente queria e preciso de alguém que possa entender. E só uma menina vez isso uma vez, a menina das voz mais bela que já ouvi. Mas ela também não pode desperdiçar toda sua vida em me entender. Eu não posso deixá-la fazer isso. Então, sozinho. Eu vou.

Com a minha lamina afiada, cheia de palavras. Escondidas, engasgadas e absurdamente ferida.

Hello Again.

Ele me olhou. E eu soube que era comigo mesmo. Era pra mim, exclusivamente que ele entregava seu olhar. E um sorriso escapou pelo labio e o mundo insistia em rodar. As pessoas continuavam atingindo meus ouvidos e o seu namorado o levou embora. Foi dolorosamente um primeiro de dezembro irremediavel.
Não pude me defender, quando uma mão voou no meu estomago e começou a me acertar diversas vezes. Cai no chão, sem voz, sem vontades. Não me magoava, não me enfurecia, não me atingia. Apesar da dor estar ali, marcando a existencia. Ou a falta de.

As coisas se mostraram estáveis. Ou seja, não tão fáceis de se alterarem. Não tão difíceis de aceitar. E eu corri pra qualquer abrigo. E deixei meu corpo escorregar pela parede e as lágrimas presas me sufocaram. Eu não estava consciente do motivo da dor. Mas Deus, como doía.
Eu ouvi os novos nomes e o cheiro do beijo me cercava e isso não me enjoou. Na verdade, nem se quer me fez desviar o olhar. A visão era indiferente. Era o preto e branco sem graça. Sem força.
Eu não sabia encarar como olha-lo sem meus antigos olhos esperançosos, eu não sabia como entender pra onde havia ido tudo o que fomos. Eu queria abraça-lo. Eu estou com saudades.

Mas milhões de pedaços de mim não se encaixam mais no que ele é hoje. E se ele ainda for como eu me lembro, todos esses pedaços se quebraram a um simples toque. Um toque que não houve.
Sem contato, eu estivesse a salvo. Eu só queria poder mudar o final, onde me despedi sem vontade de amigos, sem vontade de vida, sem vontade de entender. Eu fui no ponto errado e esperei pelo onibus que nunca viria. Eu sorri pros outros que também aguardavam, mas o onibus deles estava proximo já. Logo seriam salvos. Do meu desespero.
Eu então, encontrei o ponto certo. E sozinho, pude acender meu escape. E traguei-o tão rápido que ele se encurtou e acabou em menos de dois minutos. Atirei-o longe. E meu onibus apareceu.
Mas aí que eu percebi, e chorei, era só um onibus. Não a esperança, não o tempo, não você.