terça-feira, 4 de agosto de 2009

Carta de Despedida.

Hoje pela primeira vez pensei em suicídio. Acalme-se leitor, não estou falando do físico, mas do mental. Uma morte covarde, mas necessária para a sobrevivencia do resto do corpo. Um sacríficio, um martir, para um bem pessoal maior.
Um sacríficio por uma noite sem sonho, por uma vida sem dor.

Como, Elizabeth, o silêncio absoluto talvez seja capaz de responder todas essas perguntas de hoje a noite. Talvez, durante o baile, quando a menina sinta falta da minha valsa sem notas, que era prenxida pela minha voz, hoje muda, e faltem os risos, eu pelo menos demonstre o que eu tenho sido. Vazio.

Um fluxo novo me puxa pra baixo, e eu me entrego ao escuro dos olhos, só pra exergar nada, e não só a sua ausência. Para te encontrar na terra do nunca. Onde nunca pode sair. Onde há tempo para this boy brincar o quanto quiser. Onde nós nos perdoamos e nos abraçamos, com sorrisos, sem tanta dificuldade.
Onde é fácil estar do seu lado. Onde tudo o que eu faço, não seja perda de tempo, porque você pode me ouvir. E prestar atenção.
Onde eu me deito e te sinto atrás de mim, com um abraço, e eu tento resistir ao fechar os olhos, mas logo estou te vendo em sonho ou realidade, não sei...É tudo tão absolutamente pefeito que não sei o que chamar.

Embaixo do chuveiro, fecho os olhos e grito teu nome tentando te trazer pra perto. Tentando te trazer pra mim. Como não fui capaz. Mas com os olhos fechados, eu sou capaz de tudo. Eu sou capaz de recriar a última vez que te vi, e você se virou. E não tive a chance, que agora com os olhos fechados tenho. Me aproximo da parede, digo, você...Na minha visão, você está ali. Parado. Com os olhos fechados sou capaz até de reconhecer seu cheiro e minha perna treme. E Deus, estou enlouquecido com o seu charme. E então, minha cabeça se encosta na tua, fria, a água cai e então, eu me lembro que não importa quanto eu te recrie, você não está ali. Você não está me sentindo.

Então, volto ao pensamento, que tive logo pela manhã. Um suicídio talvez traga solução. Um desapego da vida, do passado, do amor. Uma vez, que ele me esqueceu. Ele se esqueceu de me trazer o parceiro. Ele se esqueceu que amor à um, é pranto. E que amor á três é desesperadamente cruel.

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