terça-feira, 4 de agosto de 2009

Um blog antigo preso á uma ameixa.

Entrei no antigo apartamento. E deus, tantas palavras nas paredes. O sons quase me ensurdeceram. E se eu fechasse os olhos, lembraria do teu riso. Preso em mim e nesse antigo apartamento. Azul, amarelo e verde. Que foi fechado pra não ferir mais ninguém. Quanto desespero aqui não se manteve. E quantas pessoas entraram pra me ouvir lamentar a sua não-reprocidade. Ou a sua felicidade ao lado dele. Deus, as coisas aconteceram do jeito certo, mas eu sinto tanta falta de quem eramos. Em um todo.
Eu bisbilhotei seu novo apartamento e lá estava um recado em cima da mesa, tão novo e tão sem lembranças.
Eu infelizmente, acho que entendo a sua falta de memória. Eu já estivesse preso á uma pessoa que me fazia esquecer o mundo. Os humanos todos. E até mesmo os Deuses.
Preciso me fortalecer mais. Apenas um mês e já estou de joelhos. Eu não acredito que possa estar pensando ainda sobre isso. Sobre o que você me disse, com a lâmida ferida.

Não vejo soluções em qualquer ação, enxergo apenas o problema. Tão maior que eu. Tão menor que o meu amor já foi. Tão permanente.

Vamos parar de falar. Talvez assim eu possa fingir não existir. Eu, não existir. Porque você, porque a gente, porque o hoje, está em toda parte. Em cada riso meu, em cada canção, em cada acorde e cada valor pessoal. Então, eu me esconderei de mim. Eu me apagarei de mim. E então, não falaremos mais de solidão.

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