quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Maior que o Céu.

Eu queria que fosse, ao menos, sem dor. Sem sentir. Sem enxergar tudo que deixa pra trás. E que também ninguém me trouxesse mais esperança. Venha com um abraço, um sorriso torto ou com um texto já repetido anteriormente, mas não traga mais chances, fé, nada que me doa tanto quando acontecer.
Cada dia soa covardia ou erro meu, não fazer nada. O que se pode fazer? E se eu não tiver ido bastante e porque lutar nessa guerra perdida?
Eu sorri e disse que estou bem. Como ele, é de dia. As vezes acorda sem ar, sem sol. O dia piora ou melhora seu estado, meu humor. Ele lhe dá ansia e me dá medo. Mas quando vou dormir, eu me esqueço de quem sou. E me faço alguém, num futuro. Num lugar salvo e realizado. Onde eu quero e espero estar.

Só se lembre que o meu amor. A minha gratidão. E os meus sonhos são todos maiores. Maiores de onde eu posso te ver. Maiores que as estrelas. Que a Lua. Que o Céu.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Lovely-Skin-Broken-Girl.

Sem palavras, como costumava a permanecer. Quieta e inexpressiva, demonstrou com apenas os olhos a dor. E eu sabia que poderia aliviar isso, um dia. E graças a Deus, eu me esforcei pra estar presente quando este dia chegasse, e eu fosse capaz. Enquanto o relógio mostrava que as horas andavam bem e as noites, mesmo longas e sem Lua, seriam passageiras. Questão de estações para o sol voltar ao topo do céu e as primeiras cores iluminassem seu sono.
A garota disse meu nome e eu estava ao seu lado, sem hesitar. E hoje eu estive também, mas infelizmente sempre chega a hora que tenho que deixá-la só, e enquanto viro a maçaneta, desejo do fundo do meu coração que ela esteja como a vi, há segundos atrás, indestrutivel.

Talvez ela não tenha notado a força e a coragem que ela tem. E assim me fornece. Eu não reconheço toda essa força que eu tenho tirado todos os dias para encarar um mundo novo e nunca volto pra casa. Porque eu não sei onde deixei meu Lar. Quando eu tinha uma menino das ameixas preso embaixo do travesseiro. E meus pais, tão imortais quanto deuses, estavam na sala... E o tempo podia ser queimado, porque ele duraria pra sempre. Sem mudanças, sem quedas. Afinal, o nosso cotidiano parecia uma tragédia que eu jamais poderia interpretar.

Mas não é sobre mim isso. É sobre a sua perda. Que tem data marcada. Hora e dor.
Eu diria pra você sentir a vontade em cada palavra minha e se acostumasse com o meu tom seco e sem vida. Eu diria que poderia se alojar em qualquer parágrafo e fazer do teu canto, a melódia desses sonetos que nunca espacam de meras tentativas de dizer o que você mudou em mim. Uma grande parte minha se questiona como em quatro curtos meses alguém pode fazer eu apagar completamente tudo o que veio antes e me mostrar que eu vivo em completa mudança. E não ter medo disso, porque os fortes ficam pra assistir a próxima estação.
Você me viu em pedaços e me colou, um por um. Não desistiu de mim. Lutou porque achou que valeria a pena. Espero que nunca, digo, nunca, se arrependa de ter me feito quem sou. E de ter me revivido de todo o desencanto do mundo.

Eu diria, garota. Que você tem dois amigos que lhes esperam atrás do labirinto.
Eu não posso jogar essa partidade. Mas você é o rei. E não importa o que te digam, o jogo não existe sem você. Como eu não existiria. E obviamente, nem essa perda que me valoriza o tempo seja lá quanto for, ao teu lado.
Minha Skin Girl. Minha Junkie Friend. Minha Thamy.

Pra ser honesto.

Eu fui traido pela segunda vez. Sem criatividade. Do mesmo jeito, pela mesma pessoa, exatamente há como dois anos. Meu Deus, já se fazem dois anos desde que parei de me importar. E hoje, eu preciaria me importar pra me sentir...Pra me sentir, no mínimo, tocado.
Eu ouvi suas desculpas e disse que não me importava. O que você não entendeu é que eu não me importo com você. Ou com ele. Ou com os dois juntos, ou separados. Minha vida teve de prosseguir e logo na frente eu trombei com outros dois. Que me mantiveram nesse ciclo.
Pra ser honesto, eu não me importo com os cigarros que você apaga. E com as mentiras que você conta. Eu não mais sou aquele que lhe ouvirás e fará uma canção pra dormir bem, ao anoitecer.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

A cada dia, um pouco mais.

Não vejo a hora deste ator, que lhes narra, chegar em casa e por as malas no chão e as contas em cima da mesa. Apagar então, esse papel em mim de vitima. E ninguém mais me olhará como coitado. Eu poderei sentir pena, sem aumentar minha dor e desfazer jus á falta.
Eu encontrei dois anjos caindo, enquanto percorria meu próprio labirinto. E a luz deles e sua presença perante a mim, me fez ver que há tanto mais além da dor. Antes eu me ver só, do que nunca ter tido alguém aqui que me mostrasse o que quero ser. Tive um exemplo perfeito do que quero e não quero pra mim. E assim construi meu escudo e minha espada, para sobreviver e criar uma vida, que seja nas minhas medidas e proporções. Eu ouvi alguém que eu vejo como uma lampada se apagar. E estou frustrado.
Sonhei com a perda da pessoa que eu não viveria sem. E a que morre, no quarto, eu vou deixar se desfazer em mim, sem relutar. Porque eu sei que quando menos lembrar, menos díficil será continuar. Mas o sonho foi fundamental pra perceber que nenhuma mão poderia acalmar meu coração. Que nenhuma palavra, nenhum texto, nenhuma voz, traria-me alivio. Perder talvez até a paixão da minha vida, a menina que eu cairia ao chão e gritaria todas as palavras que eu jamais disse a ninguem, não teria nada que valesse tanto quando o sorriso e o nosso jeito de comunicar sem palavras. Nada melhor que os olhares ou que o 'eu sei', que nós tanto sabemos. Não importaria substituir, porque ninguém mais entenderia o que tanto odiamos em acharem que sabem quem somos, quando ainda não decidimos o que queremos ser. Ninguém entenderia do que ririamos, muito menos do que chamamos de amor. Quando dizemos do que não nos pertence com tanto carinho. Ou raiva.

E agora, um amigo meu caminha embaixo da chuva e cortando o frio com suas pernas que insistem em lhe arrastar pra longe de onde ele deveria chamar de lar. Seus olhos não se secariam nem que eu estive ao seu lado para lhe oferecer um abraço. E sua boca muda, só me diz que eu deveria fazer algo. Eu espero que ele toque a porta e respire fundo. Porque eu sei que as palavras não são suficientes para modificar a realidade. Pode-se esconder em mim, e em minhas silabas repetitivas, só quero que se sinta bem. E saiba que eu estarei aqui e que o seu lugar é tão eterno quanto a chuva que te toca e te diz que não é capaz. Mas eu sei que é. Com esse tempo irritante, essa dor sem escolha e esses olhos sem esperança, eu sei que você pode se sentir bem. Você pode se sentir acolhido. Onde você é sentido e onde você pertence, em mim.

sábado, 22 de agosto de 2009

My one.

Você foi a primeira pessoa que eu fui capaz de dizer que morreria, em hesitar.
Você foi a primeira pessoa que eu fui capaz de dizer que não viveria sem.
Você foi a primeira pessoa que eu fui capaz de dizer, eu te amo.
E espero que você seja a última pessoa que eu veja.
E espero que você seja a última pessoa que eu falarei.
E espero que você seja a última a pessoa a dizer, Eu te amo

Girl.

Menina, eu gosto tanto do teu riso. Como eu gosto do teus olhos fechados e os labios abertos...O tua respiração marcante. Oh, se eu pudesse guardar esse momento dentro de uma garrafa e lançá-la ao mar. Pra que mais alguém saiba do nosso amor. Um amor diferente e inatingível. Algo diferente. Eu não saberia classificar.

Hoje, eu vi o teus olhos me despirem. E você me encanta com tantos atributos segretos. Eu fui seu hoje. Mas eu gosto de ser meu. De um jeito, que eu já havia me esquecido. Eu gosto de ser quem sou. E você me faz perceber que quem sou, não deve ser tão ruim assim, ao contrário, não estariamos hoje. Eu e você. Assim.

Assim. Bem.
Assim. Completos.
Assim. Apenas...daquele jeito assim.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

E você ri.

Você diz que foi medo, quando nunca percebeu que eu não quis. Eu poderia ter ido além, você pode se enganar e se sentir mais amado, quando amor nunca esteve presente em todo o tempo que esteve aqui. Eu poderia ter sido menos honesto e ter mantido mais seis meses a verdade longe dos seus olhos, mas eu realmente decidi não regredir um segundo. E quando não te desejei, eu disse adeus. Não te devi satisfações, porque nunca fui capaz de prometer nada. Eu odeio promessas, principalmente quando sei que não vou querer cumprir. E a chave de tudo está nisso, querer. Ou melhor (pra mim, pior pra você) não querer.
E você ri, como se eu estivesse me perdendo e te perder fosse ser um erro. Deus, eu aproveitei o máximo que eu seria capaz de tirar de você. Eu suguei o sorriso e o olhar mais doce que você foi capaz de emitir. Eu conheci teus dias e teus risos. E eu enfim, te vi chorar e mostrar o teu medo. Eu te conheci, mais que eu conheço a mim. E então, não tinha mais porque.

Você diz que eu só sei fazer drama. Mal sabe que o único drama é não sentir vontade de te consolar. Que o único mal é não sentir falta. E saber que eu mal me lembrarei de sentir.
Eu tive melhores dias que você seria capaz de oferecer. Eu tive melhores frases e eu te amei. Por segundos. Por impulsos. Por existir. Como te fiz memória, por fazer. Por vontade. Por falta de vontade de manter.