quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Lovely-Skin-Broken-Girl.

Sem palavras, como costumava a permanecer. Quieta e inexpressiva, demonstrou com apenas os olhos a dor. E eu sabia que poderia aliviar isso, um dia. E graças a Deus, eu me esforcei pra estar presente quando este dia chegasse, e eu fosse capaz. Enquanto o relógio mostrava que as horas andavam bem e as noites, mesmo longas e sem Lua, seriam passageiras. Questão de estações para o sol voltar ao topo do céu e as primeiras cores iluminassem seu sono.
A garota disse meu nome e eu estava ao seu lado, sem hesitar. E hoje eu estive também, mas infelizmente sempre chega a hora que tenho que deixá-la só, e enquanto viro a maçaneta, desejo do fundo do meu coração que ela esteja como a vi, há segundos atrás, indestrutivel.

Talvez ela não tenha notado a força e a coragem que ela tem. E assim me fornece. Eu não reconheço toda essa força que eu tenho tirado todos os dias para encarar um mundo novo e nunca volto pra casa. Porque eu não sei onde deixei meu Lar. Quando eu tinha uma menino das ameixas preso embaixo do travesseiro. E meus pais, tão imortais quanto deuses, estavam na sala... E o tempo podia ser queimado, porque ele duraria pra sempre. Sem mudanças, sem quedas. Afinal, o nosso cotidiano parecia uma tragédia que eu jamais poderia interpretar.

Mas não é sobre mim isso. É sobre a sua perda. Que tem data marcada. Hora e dor.
Eu diria pra você sentir a vontade em cada palavra minha e se acostumasse com o meu tom seco e sem vida. Eu diria que poderia se alojar em qualquer parágrafo e fazer do teu canto, a melódia desses sonetos que nunca espacam de meras tentativas de dizer o que você mudou em mim. Uma grande parte minha se questiona como em quatro curtos meses alguém pode fazer eu apagar completamente tudo o que veio antes e me mostrar que eu vivo em completa mudança. E não ter medo disso, porque os fortes ficam pra assistir a próxima estação.
Você me viu em pedaços e me colou, um por um. Não desistiu de mim. Lutou porque achou que valeria a pena. Espero que nunca, digo, nunca, se arrependa de ter me feito quem sou. E de ter me revivido de todo o desencanto do mundo.

Eu diria, garota. Que você tem dois amigos que lhes esperam atrás do labirinto.
Eu não posso jogar essa partidade. Mas você é o rei. E não importa o que te digam, o jogo não existe sem você. Como eu não existiria. E obviamente, nem essa perda que me valoriza o tempo seja lá quanto for, ao teu lado.
Minha Skin Girl. Minha Junkie Friend. Minha Thamy.

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