Você diz que foi medo, quando nunca percebeu que eu não quis. Eu poderia ter ido além, você pode se enganar e se sentir mais amado, quando amor nunca esteve presente em todo o tempo que esteve aqui. Eu poderia ter sido menos honesto e ter mantido mais seis meses a verdade longe dos seus olhos, mas eu realmente decidi não regredir um segundo. E quando não te desejei, eu disse adeus. Não te devi satisfações, porque nunca fui capaz de prometer nada. Eu odeio promessas, principalmente quando sei que não vou querer cumprir. E a chave de tudo está nisso, querer. Ou melhor (pra mim, pior pra você) não querer.
E você ri, como se eu estivesse me perdendo e te perder fosse ser um erro. Deus, eu aproveitei o máximo que eu seria capaz de tirar de você. Eu suguei o sorriso e o olhar mais doce que você foi capaz de emitir. Eu conheci teus dias e teus risos. E eu enfim, te vi chorar e mostrar o teu medo. Eu te conheci, mais que eu conheço a mim. E então, não tinha mais porque.
Você diz que eu só sei fazer drama. Mal sabe que o único drama é não sentir vontade de te consolar. Que o único mal é não sentir falta. E saber que eu mal me lembrarei de sentir.
Eu tive melhores dias que você seria capaz de oferecer. Eu tive melhores frases e eu te amei. Por segundos. Por impulsos. Por existir. Como te fiz memória, por fazer. Por vontade. Por falta de vontade de manter.
Vendo pela primeira vez.
Há 13 anos
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