segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Me sinto mal.

Cada dia voa mais que o anterior. E eu só percebo que estou perdendo, quando os vejo vencendo mais um dia. Eu que ganho ou perco sozinho, não me enxergo mais as cores, os papeis de parede, nem os rostos de quem me toca. Eu ouvi todas as novidades do dia, da semana, do mês. E naquele sofá meu lugar parece ocupada. Ou mesmo vazio, não há esperança. O tempo me jogou fora e me afastou de toda a minha natureza. Os meus sonhos e meus amigos estão sendo esmagados, sem merecerem. Ninguém tem culpa do que fomos amaldiçoados. Meu humor está no fim e esse pessimismo está sempre por perto. E quando digo sempre, digo cada segundo. Constantemente. Eu queria ter mais tempo pra poder dizer as coisas ou pra poder prolongar a noite. Rir. Eu sinto falta de me sentir livre, de beber, de fumar, de me auto-destruir em grupo. De cair. De levantar. Eu sinto falta de me sentir vivo. De não ser tão responsável. Eu sinto falta de me apaixonar, de chorar por alguém.
A cebola me obrigou a dizer a verdade que eu jamais resistiria a aceitar. Eu tenho trabalhado duro em nome de uma coisa que as vezes me soa ser o tempo livre, o tempo que sobra, o tempo que me dão como esmola. Eu queria ser especial e ser notado por esse esforço, mas nao é por isso que eu o faço. Toda segunda, terça, quarta, quinta, sexta, sabado e domingo. Não é por isso que eu finjo não ouvir, que eu acordo cedo, que eu estudo, que eu morro toda a noite. Que eu sofro calado. Que eu não desisto.

Aceite o fato que eu não pertenço a esse ato. A tua peça. A tua história.
A minha história, face a face. Persona. Só.
Eu enxergo uma unica visão e ela é composta por um personagem só.

Se algo mudasse, se algo soasse melhor,
Mas eu nem consigo me mexer com medo.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

They knew better.

Eu já me olho no espelho e não enxergo mudança alguma. E caminho pra trás quando temo em afirmar que estou pronto. Eu lavo minha mãos numa sujeira que eu sei que faz parte do meu sangue, o mesmo que pulsa e te expulsa de mim. O mesmo que me purificou e me auto-destruiu quando eu precisei morrer pra sobreviver a toda a sua falta. Eu ainda não aceito. Você se tornou tão presente em inexistência que eu jamais poderia estou só. Mesmo você jamais estando por perto. Eu deitei no chão, olhando pro teto branco, não pudi ver o céu. Mas eu tentei te sentir. Eu tentei procurar por você e as probrabilidades de todos os lugares e pessoas que você estaria. De qualquer jeito, você não é mais o protagonista, se tornou apenas um dos fantasmas que caminham feito algemas que me libertam do presente.
Eu diria que o dia se passou rápido, mas eu me senti mal com o mundo. Briguei com Deus e discuti com todos os seus filhos. Eu não me orgulho de ser tão teimoso, não. Mas eu estou me cansando dessa ignorancia a qual fui amaldiçoado. Eu tive nojo de todos que dividiam o sofá comigo quando as risadas vinham de tudo o que eu abomino. De tudo que eu me recuso. Que eu me afasto, me esquivo, ignoro. Eu quis chorar por cada vida que eu não conheci. E me senti um lixo em ver como eu já as devorei e o fiz sem arrependimento.

Eu quero encontrar um caminho que me torne vivo. A minha respiração parece procurar por ares que eu não senti ainda. Eu já me apaixonei por esse personagem e isso foi quando eu era inocente. Eu também já me entreguei a olhos exatamente iguais aos teus e aos mesmos lábios. Eu diria adeus ao amor, porque ele aparamentemente não se comprometeu a me dar finais felizes. Eu podia dizer que estou começando a me cansar das mudanças. Eu poderia voltar a fazer listas do que eu espero e do que eu já encontrei. Dos nomes que eu me entreguei. Dos sorrisos que me fizeram seguir caminhos errados. E das qualidades e defeitos de cada amigo meu que hoje esteve comigo. Mas eu vivo me desfazendo.

Um dos meus garotos hoje estava como eu já me vi tantas vezes. Ao chão, ele não desejava se levantar. O vazio estava o enchendo rápido demais pra eu poder abraça-lo. Eu resisti a fumaça que me faria humano.

As dores de cabeça voltaram. Já estava tão perto do fim de novembro. As dores no peito, o coração partido. As flores que eu plantei pra quando você fosse apenas uma frase e uma foto. Pra quando você estivesse longe e o mais próximo que eu pudesse chegar fosse dessas flores mortas.
Como todo texto dedicado á você, eu deveria me despedir sem consolações. Sem palavras, porque foi assim que o mundo parecia terminar, com a tua ida. Mas eu me enganei e todos eles sabiam como você estava me enganando. Como eu estava me enganando. Mesmo assim você parecia ser único. Talvez, tenha sido. Talvez, não.

Compre um novo sorriso e vista. Porque o meu está apontado para o meu espelho. E parece que só a só, eu posso me sentir bem. Talvez, seja que eu tenho passado tempo demais assim e o único sonho que eu tenho, a única coisa que me traz a vontade de sonhar, é domingo. Ah, domingo...Quando o dia for meu. E for o meu show. Então, será a minha vez. E mesmo que não dure, vai ser eterno e tudo o que eu posso alcançar. Cinquenta minutos. Sorrisos, vozes e melodias;

domingo, 22 de novembro de 2009

Sem mais.

Let´s go out for a drink
Would you mind if I drink it all by myself?
Actually, do you mind if I go by myself?
Do you mind if I don´t wait anymore for you
And start eating all of our food, our dreams, our life.


Eu costumo a resumir os humanos em covardia. E os não-covardes em heróis. E eu já fui bem mais heroico do que como amanheci hoje. Mas também tão mais humano e vunerável. Tão mais
prepotente e covarde. Eu me pergunto o que você diria de mim daqui a dez anos, quando meus
sonhos forem um fracasso ou serem tão visiveis quanto um dia você foi. Tão reais, tão vivos.
E eu então me ignoro e todos os meus medos ficam logo abaixo da minha cabeça, tento não ver
que estou dietado sobre todos eles, espalhados pelo chão do meu quarto, da rua que eu
abandono, do vento que eu ignoro, dos sons que eu me programo pra não lembrar. Assim como eu me cortava e me matava em cada riso falso que escapava de mim com tanto esforço, assim como eu fujo parado, sem sair do lugar. Sem desviar o olhar, mas acredite, meu bem... Eu não estou aqui. Estou lá fora. Seja com toda essa fumaça ou sangue.

E eu que sempre estive mais preocupado com quem você seria mesmo ciente que nunca repartiria teu tempo ou sabedoria comigo. Porque eu não estarei aqui por mais muitas estações. Mesmo que por dentro eu soubesse que nenhum passo teu seria usado atras de mim, eu quis te ver grande mesmo com o pequeno retorno. Decanse, porque eu estou cansado demais para te
escrever. Tantas vidas abrigaste em mim. Tantos sonhos contrui com teus fracassos e soldados
abandonados. Eu hoje aceito o nosso fim, o teu recomeço...O meu renascimento. É só uma despedida porque eu vejo como os teus olhos estão distantes e o tuas marcas se apagando de mim. Nenhuma carta mais no meu bolso e nem tua voz no meu travesseiro. Sem lembraças nas paredes. E tudo o que me fez te ver surreal está em todos os outros rostos que eu toco. Eu respiro outros nomes e seu jeito está tão fácil de suprir. A cada dia mais, eu te deixo ir mais longe...E eu nem sei mais se conseguiria te trazer de volta. Eu aceno e do porta-malas você me vê acompanhado. Eu me faria menos forte pra te manter aqui, mas eu não consigo mais te recriar. Faz tanto tempo, faz tanto mal. Eu não sinto necessidade e isso me faz ver como as promessas estão sendo quebradas. Todo o sempre ficou preso em alguns versos, mas não em mim. Não se prendeu em mim mais do que sete meses.

Essas televisões de vidro que meu carro liga. São capazes de me mostrar todos os sub-mundos
que o mundo omite. Eu só seria capaz de vê-los se eu fizesse parte. Mas eu se eu quiser
olhar (quem quer olhar?) que poderia fazer a respeito, sem viver isso. Sem sofrer disso. Sem
me aproveitar disso. Eu não sou um herói. Quando tenho medo, eu corro. E rápido eu me sinto
patético. E obviamente, me transformo em vazio. Mas eu tenho andado tão cheio de vazios
preenxidos. O mundo me ofereceu a verdade e a inocencia respondeu por mim. No segundo que
sorri, toda o antigo mundo que conheci se desfez. A inocencia se afastou de mim e eu não era
mais um menino. Estava sem tempo pra brincar ou disperdiçar em bebidas e mais cigarros. Larguei tudo, abandonei o medo. E decidi então começar a ser o que meus sonhos eram. E a noite foi perfeita, mas não foi nem um pouco satisfatória. Era o lugar perfeito, e os dois meninos estavam prontos pra tudo. O sorriso está pronto, os lábios estavam entregues e até mesmo a noite suspirava. Mas algo ali não existiu ou ficou pra mais tarde. Algo ali não respirou, não viveu, não se manisfestou. Na despedida, os sinos não vieram. E o trolebus parou, eu olhei pra trás mas não havia mais nada não-terminado. Era a hora certa de ir embora, sem arrependimentos ou vontades. O noite estava certa e só me restava dormir.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

O tempo.

Deus, eu não sei se me arrependo. Mas eu sei que me sinto bem no fim de tudo. Eu não fingiria superioridade, quando eu ainda não consigui me livrar dos caláfrios de te ter por perto. Eu ainda me importo, seria mentira ou covardia negar. Mas eu não daria um passo amais, não mais. Eu acordei otimísta e sinto muito por não sentir nada além do que você já se tornou obvio e previsível. Nós ainda estamos na mesma cidade e nos mesmos lugares. Sinto falta do teu brilho se expalhando pela cidade e iluminando minha mente com ideias e inspirações, mas eu criei uma barreira anti-você. E você nem faz ideia de como os dias tem sido sem você, como minha vida seguiu e você não se importa. Como nunca fez.
Eu deixei a saudade quando vi que nunca poderia te levar. Eu abandonei os sonhos quando vi que a tua realidade já estava feita. Eu entendi que as coisas acabam e tendem a ser melhor assim. Depois da dor eu entendo a naturalidade do mundo. Eu não aceito ou me rendo, mas eu entendo. Eu tento entender e não relutar. A sua música está pronta e logo será gravada. E assim, eu terei pra sempre pedaços de você, os bons que me fizeram quem eu sou.

Se eu te impedi de me manter preso e intocável, eu jamais saberei. Porque por mais que o tempo me obrigue a ver que não estou mais morto ou indisponível, ainda me pego deixando escapar teu nome. Nada mais te traz pra perto e eu nem sei se deveria querer isso. Mas quando estiver livre e precisar de um café. Eu tenho boas histórias pra contar. Eu tenho uma vida inteira pra dividir. E sempre há um lugar pra ti. Sempre houve. Mesmo que agora não seja mais o que você quiser, mesmo que agora você não seja a razão de mim. Não seja a verdade. Não seja a luz ou o brilho. Seja apenas mais um garoto, mais uma compania, mais uma tarde.

domingo, 25 de outubro de 2009

ABC

Eu sou um homem de palavra, não que ela seja honesta ou verdadeira. Mas eu gosto de falar, eu gosto de mentir e eu gosto de fazer de conta. Eu gosto do som das palavras, eu gosto de carregar o valor e o sentido em cada silába e eu gosto do jeito com que elas ferem ou curam. (In)Felizmente não se pode retirá-las. E eu não faço questão de ocultar qualquer uma das minhas. Afinal, tenho muitas e quase todas são minhas favoritas. Eu só não me sinto bem em usá-las contra você, garoto. Mas palavras são a minha especialidade e minha única arma. Então, atire-as de volta pra mim e tente quebrar todo o meu mundo.

V.

Effy.

Eu não estou acostumado a pessoas que se importem. E o meu maior medo de me quebrar, me fez errar. Eu queria fazer aquilo comum e ignorar todas as fantasias que a noite me vestia. Eu comecei, então, pela auto-destruição. Eu fiz as coisas erradas, as quais eu não precisaria. As quais não se satisfariam e muito menos me trariam solução, vontade ou resistencia. Eu segui então a procura do motivo de eu estar ali. Eu o encontrei deitado com a música alta levando-o para outros lugares a quais eu não fazia parte. Eu deitei, arrependido e querendo repetir desculpas. Ele disse 'Você demorou'. E a lua sorriu ao meu renascimento. 'Estava te esperando' e eu me senti vivo. Abracei-o e senti cada parte do teu corpo encaixada em mim e cada respiração e existência soando harmonicamente. Eu deixei meus labios cairem nos seus e mesmo sabendo que não estava em condições de diferenciar realidade de mera imaginação, eu pudi ouvir sinos. Como aqueles de natais, que trazem esperança, carinho e amor. Eu fui surpreendido pelos teus olhos cheios de sinceridade e douçura. Eu não resistiria, nem por medo. Eu fechei os olhos e poderia fazer aquele momento durar dias. Eu fui despertado pelo dono da festa para que fossemos pra fora de casa. Todos então começamos a subir as escadas. Eu disse, como única resposta 'Você é diferente'. Ele sorriu e disse 'Eu sei'.
No meio do caminho das escadas sem fim, a verdade me derrubou alguns degrais. Mais rápida que minha boca e minha decisão. Eu pedi concelhos e vi que não poderia confiar naquelas mãos que me ofereceram. Seu rosto era triste e bravo. E mesmo assim, continuava lindo e doce. Eu tentei explicar as coisas, eu tentei retrucar qualquer coisa que provasse quem eu era. Mas meus atos falavam por mim quem eu me tornei. E eu não pretendo continuar assim. Eu não pretendo regredir quando eu tenho um mótivo pra me refazer melhor, melhor do que qualquer esboço que já desenhei.
Depois do perdão, ele estendeu sua mão e me levou pra casa. E sem sono, ficamos dividindo pensamentos enquanto o sol se demorava a chegar, por um pedido meu de mais horas, minutos, nem que fossem segundos, ao teu lado. Eu me sentia bem e querido. Como eu já disse, não estou acostumado em me sentir assim. E quando recebo, eu sei que eu não valorizei e podiamos estar em outros assuntos.
Ele me contou a verdade do mundo e como estamos enlouquencendo preso nessa cidade. Eu lacrimejei e disse que não era justo. Que eu não podia aliviar a culpa de matar, de sobreviver, de ser forte. E mesmo toda a angustia entre nós, eu não me senti só, eu me senti tão bem. Quando ele disse 'Amor' e passou seus dedos no meu rosto, eu não pudi recusar outro beijo. Outro desejo. Outro e mais outro e quantos mais eu pudesse oferecer de mim.

Estranho, mas eu sentia que eu tinha algo pra lhe oferecer e talvez ele quisesse isso de mim. Ele quisesse ser parte de mim. Atrás de mim, me abraçando, pudi olhar o céu e estar completo. Eu estava salvo de qualquer necessidade de escape. Sem mais cigarros, bebidas, corpos, mentiras, auto-destruições...Sem mais necessidades. Por fim, ele se rendeu ao sono e caminhamos até o quarto. Eu fiquei olhando admiravelmente e ele se envergonhou rápido demais pra que eu pudesse disfarçar. Deitamos um ao lado do outro e por fim, ele me abraçou e fechei os olhos, com os teus braços no meu peito e mais alguns sinos.

Eu acordei algumas horas e pudi te apreciar. Eu pudi te ver meu. Eu pudi me ver seu. E não era pura arte, teatro, costume, impulso, era apenas eu mesmo. Eu tive que mudar de lugar, pra mais longe, porque não podiamos ser vistos juntos. E eu fiquei ali, ainda o fitando até o sono me ganhar e me por ao teu lado, outra vez.

No dia seguinte, as flores pareciam vivas e coloridas. E ele se sentou ao meu lado, perguntou se eu havia dormido quando estava com ele e porque me afastei. Eu disse que não havia noite melhor e teu sorriso já pagou todo o meu medo e divida em ser covarde. Quando o telefone tocou e eu sabia que estava me despedindo, cada segundo. Eu então repensei em cada segundo ali vivido e no caminho de volta, a cama elástica onde abrigou o nosso abraço permaneceu ali. Mais algumas labios nos meus e mais algumas borboletas enlouquecidas.

Eu sei que desapontei, mas a tua espera resultou em minha alegria.
E agora, talvez seja a minha vez, e eu esperarei. Porque eu quero fazer isso dar certo, porque você é diferente, tua preocupação me faz me importar mais comigo mesmo e teus olhos são os que eu desejo ser seguido.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Peter Pan.

Pra nenhum lado, pra nenhum braço. Não me ofereça o seu, garota. Porque sou eu que estou sem os meus pra me entregar. Essa música que me traz todo o ano passado doce, o mesmo que não posso experimentar um segundo mais ou novo dessas lembranças. Deus, eu me vi sem qualquer fioi ligado á ele e mesmo assim um sorriso se fez entre o meu medo e amadurecimento. Meus dias tem sido inéditos. E eu sinto falta de cair em gelatinas* e acordar como dormi. Sem um fio branco ou memória amais ou amenos. Eu resistiria a todos aqueles sorrisos porque hoje eu sei á onde me trariam. Eu errei e as horas não me fariam o protagonista da tua vida, qe uma vez que nos cruzamos, se resumiu em espera. Eu estava tentando girar sozinho contra cada volta que o mundo rebatia. Eu poetizei medo e pedidos de socorro quando estava em minhas mãos vida. Eu me afastei de todos mesmo quando os enganei com minha presença sem alma. Eu não posso mais viver de textos ou distrações. Eu não posso mais viver por algum coração destroçado que enfim encontrou paz no meu vazio. Eu não vejo mais cadeira alguma ocupada, vocês estão muito longes para que eu possa ouvi-los.
Talvez, eu já estava me repetindo. Em versos, em erros, em palavras e em personagens. Eu já fui bem mais do que eu fui nesse inverno. Eu estou tentando me refazer em um esboço já terminado. Eu preciso de algo novo, mas não pessoas. Porque eu estou cheio de pessoas e suas mentiras.