sexta-feira, 31 de julho de 2009

Here We Go Again.

Ja foi o tempo em que tudo o que você fazia era falta. E eu só precisava de tempo. Com você.
Já foi o tempo em que esse coração batia por você. Em que teu nome era meu abrigo. Em que tinhamos denominações. Já foi o tempo de tentar entender e concertar. E de deixar isso pra trás.
Já se foram os dias que as memórias me desapontavam. E eu era incapaz de sair de casa, com medo. Já se foram os tempos que eu regredia porque não fomos nada do que prometemos.
Já foi o tempo que me perguntava como as coisas andavam do outro lado. E já foi o tempo de eu escrever textos sobre nós. Sobre ele. Sobre vocês.

Talvez seja tempo pra um novo.
Estou me obrigando a mudar, pra poder apagar nossos passos de volta. Estou me obrigando a aceitar. Que assim eu estarei melhor. Que assim todo o meu amor possa ser revertido em algo menos doloroso e menos auto-destruidor.
Eu só preciso de fé agora. Que vocês dois ficaram bem, que eu ficarei bem. Mesmo distantes, as marcas ficaram omitidas mas sempre presentes.

sábado, 25 de julho de 2009

Antropocentrismo.

Eu provavelmente vou me transformar em um bom sofista em questão de linhas. Pretendo ser um dos bons, te convencer do incerto. Te desprovar as suas fés e destruir toda o seu conceito que você pensa ter sobre o mundo. Soa muita prepotencia e absurda arrogância, eu sei. Mas creio ser capaz, pois venho me acertando com a verdade. E mesmo ela nunca sendo absoluta, muito menos de minha pose, eu acho que eu desvendo as mentiras. Porque essas não são absolutas e são de todos nós. Os pecadores.

Eu começaria com o assunto que mais tenho defendido, com minha alma, nos últimos dias. Eu não sou um vegetariano desde que nasci. Meus pais não lutam contra o que lhes é imposto. Eles não se ergueram contra as palavras e tentaram buscar sozinhos a lucidez. A verdadeira lucidez, sem copias, sem imitações. Sem onde se espelhar. Lucidez é única e se baseia nos seus sentidos. Não é confiavél, não é mutável e absolutamente é individual. Diga o que quiser, eu acredito que todos somos lucidos e racionais pra nós mesmos. Todos temos motivos e agimos por eles. Os que pra nós se baseiam no nosso julgamento de certo e errado.
Eu não sei de onde tiramos essa supervalorização do homem. E quando digo homem, digo humanidade. Digo, seres humanos. Digo, criaturas racionais capacitadas de entender, argumentar e evoluir. Digo, pessoas que tentam e desejam crescer mais á cada dia.
Eu não vou falar dos ignorantes e muito menos dos que finjem não ver. Porque ou eu os desprezo ou eu os admiro. Tanta coragem e covardia misturada em poucas e mal escolhidas palavras.
Mas eu não consigo por dentro da minha cabeça como deixamos isso ir tão longe. E como podemos ser tão não gratos e não racionais após tudo?

Pausa.
Se você estiver esperando eu xingar o governo. O Mc Donalds. O capitalismo. O tráfico. Os assaltantes. O crime. Os estupradores. Os músicos. Os vagabundos. Os preconceituosos. Os analfabetos. Os brancos, os pretos, os amarelos, os azuis. Esqueça. E logo.
Não pode-se culpar nada, quanto tudo faz parte de uma sequencia de acontecimentos e escolhas que deram numa terrível confusão. Concorde que essas empresas só se mantem em pé pelas contribuições e a devoção obvia dos consumidores. Não culpe o Mc Donalds se você faz uso dele.
Não julgue o capitalismo, porque raríssimos são aqueles que não se entregam á tal. E todos os outros, como os preconceituosos, só tem essa visão. Por culpa de vários acontecimentos e criações. Não julgue e acuse muitos que são apenas números, apenas cegos e ignorantes.
Fim da Pausa.

Você se alimenta de animais e plantas. Fato. Um fato que todos obviamente sabem. Ao mesmo tempo que poucos refletem sobre. Principalmente cada vez que você ingere UM hamburguer, logo UM animal morreu. Foi industrializado e repassado e agora vendido. Há uma industria por trás disso. Há muitas pessoas por trás disso. Mas não acuse as churrascarias, porque elas são apenas mais um lugar , de tantos, que ganha dinheiro em cima disso.
Não se engane com os rumores de: "Sem carne, ninguém sobrevive". "Vegetarianos são chatos pra comida". "Animais foram feitos para servir o homem". "É uma pena, mas é tão gostoso".
Por favor, eu me sinto ofendido quando umas dessas respostas são ditas de contra ponto ao que eu chamo de meus princípios.
Eu não estou tentando tornar o mundo vegetariano. Mas sim, o mundo consciênte. Eu dúvido que as pessoas que se alimentam de vidas, são gratas pelos animais. Ou pensam no sofrimento causado para o seu luxo de um bom apetite.
Sim, todos nós queremos uma alimentação gostosa. Mas antes do sabor, deveriamos pensar no mótivo principal da alimentação. Subsistência.
O que é necessário para a sua subsistência não são animais, não são vidas, não são sofrimento, não é a morte, não é dinheiro pras industrias, mas sim nutrientes, proteínas, dentro outras coisas que podem ser retiradas de frutas, verduras e demais vegetais.
Eu acho um absurdo ignorar o sofrimento e a dor de animais. Porque ninguém é inocente para acreditar que todos os animais morrem naturalmente e depois são industrializados, ou ainda mais ingenuo quem acredita que eles são mortos com dignidade e sem dor. O que mesmo que fosse, não acredito que uma morte silenciada e sem dor possa ser um preço a ser pago tão facílmente só para o seu paladar se agradar.
"Mas você está destruindo toda uma cadeia alimentar! E isso é normal, caso você estivesse numa selva, a onça não hesitaria em te devorar".
Acredito eu, que o ser humano evolui. E quando evoluimos, mudamos. Veja só os prédios, a comunicação, como foram alteradas para o bem.
Se já desenvolvemos uma nova forma de alimentação saúdavel, sem ser a custa de vidas. Sem ser a custa de assassinatos. Por quê ainda insistir numa primitivo modo de alimentação causador de tantos maus. Até próprios para o consumidor, porque já foram feitos muitos exames comprovando os maléficios que a carne faz para o organismo. Sendo que os nossos caninos só foram desenvolvidos porque nós começamos a comer carne, o que não era parte da nossa 'cadeia alimentar' como querem chamar. Caso vocês queiram continuar nessa, cadeia alimentar, não se ofenda ao ser confundido com porcos, onças, leões, macacos, vacas e burros, que tem também cadeias alimentares e são incapazes de desenvolver algo melhor e pensar no bem estar do próximo.

Pausa.

O amor. O ser humano se coloca numa posição patética. Porque uma pessoa é completa capaz de se saciar. Você é incapaz de desvendar todos os segredos do seu próprio corpo e sua própria mente. Então, há muito para se entender em si mesmo para dedicar-se tempo para entender o outro. Se você se esquece, não tem guias para ajudar e amar o próximo. Porque você é falho com si mesmo. E essa é a pior de todos os erros que se pode cometer.
O amor é maior do que se podem afirmar. E só pode ser entendido quando sentido. Assim como o sexo. Pode-se descrevê-lo. Mas para sua total compreensão é preciso ser feito. Principalmente porque é variável. Para cada um tem um cheiro, um sabor, um jeito.
Quando dizem, Amor Platônico, poucas pessoas sabem que na verdade, platônico é o amor que não espera retorno. E não aquele que não há, apenas. É o amor pelo estudo, pela natureza, pela vida, pela música. São amores que não precisam voltar. Não precisam ser reciprocos. São amores eternos e sem ciúmes, sem inveja, sem barreiras.

Mas sim, o amor é fantástico. Os mitos dele acontecer apenas uma vez. Dele ser passageiro. Dele ser incondicional. São feitos porque aqueles que não tiveram tempo de analisá-lo, e é acreditado por aqueles cansados de procurar. Cansados de se entregar. Cansados de conhecer o fim.
Aqueles que desistem do ínicio, porque há sempre um fim. E então, não enxerga que o fim é indiferente. Porque não é ele que dita a lição, não é ele quem diz o que tudo aquilo quis dizer, mas ele é só o desfecho. O resumo. O inevítavel.

Tantas palavras pra dizer sobre o amor. Muitas mais sobre o que é amar. E isso são tão pessoais, que eu não me atrevo a dizer o que é certo. O que vale e o que não vale. É tudo questão de principios. E os mesmos dizem que o amor é sem barreiras e é fundamental. Não o amor de casal. Porque honestamente, eu não sei onde foi determinado esse amor de dois. Esse amor de corpo e alma. Esse amor de vida toda.
Sem dúvidas é bonito, porque meus olhos se acostumaram a ver o que me induzem ser certo. Um casal (homem e mulher) juntos... Criando não só uma familia, mas um laço infinito. Almas Gemeas e etc. Mas me explique porque somos tão metades. E buscamos outra.
Porque não somos um quarto? Ou um terço? Ou não somos completos. O que eu realmente acho? Somos sim, um quarto, um terço, um meio, um quinto, um vigéssimo, um inteiro. Cada um é uma parte que completa e lhe falta algo.
Eu honestamente, vejo hoje, que eu sou um quinto. Um quinto de algo maior que eu. Que tem o nome com cinco letras, que respira música e canta em notas baixas e altas, forte sem hesitar, sem medo, sem vergonha, o quanto sou dependente e quanto sou feliz por me sentir completo ao pensar, ao viver, ao respirar esse nome.
As vezes, gostaria de ser ignorante. Ignorante á ponto de não pensar nisso. De aceitar ser apenas metade. E caçar alguém que me completasse. Mas a minha busca é por alguém que complete meus pensamentos. Que decore minhas falas e sorria junto comigo ao perceber a intimidade sem barreiras que criamos. E apesar de já ter isso com algumas pessoas, eu não encontrei alguém e sou desperançoso ao pensar que encontrarei alguém que possa me entender com os olhos, com o nariz, com a boca, com as mãos, com os dentes, com a alma.

Pausa.

Diga, como se fosse verdade. Que todos que apoiam ou defendem, fazem parte disso. Bem, eu não me considero um drogado em potêncial. Apesar de eu já ter me submetido á vários testes e experiências que meus pais não se orgulhariam. Eu não sou preconceituoso com nada. Eu sei, acabei de soltar uma mentira tão cínica que nem eu mesmo acreditaria. Eu tento não me prender á nomes. E assim esquivo de alguns dos conceitos que foram me passado pela geração anterior, ou pelas rádios/tvs/computadores e etc. Eu também não acredito no mundo inteiro, mas como posso provar que o mundo inteiro mente? Eu não coloco minha mão no fogo, mas também não estou tentando apagar nenhum fogo. Eu apenos aceito, respeito e tento conhecer.
E as drogas são fáceis de encontrar. Fáceis de ter. E fáceis de julgar. Com absoluta certeza, não fazem bem ao nosso organismo. Isso é obvio. Não é algo natural. Não são coisas que aconteceriam sozinhas, por isso são premeditadas, são propocitais e são em medidas corretas (ou não...).
De qualquer maneira as visões que você tem após os usos. As visões que você tem do mundo enquanto está preso á liberdade de realidade. Enquanto você está preso áo infinito de possibiliades, de verdades, de mudos, universos, vida. São infitos modos de vidas.
São coisas que abre sua cabeça. É interessante se ver num mundo sem tantas regras. Porque depois é fácil questionar o porque não vivemos naquele, onde soa melhor. Onde as luzes se movem com tanta velocidade que deixam seus traços em diveros lugares. Onde você enxerga amigos, conhecidos, famosos, na sua parede. E novas vozes invadem sua mente e todos agora parecem te olhar estranho.
Sem dúvidas, é algo interessante á se ver.

Mas sim,
O mótivo de toda essa conversa. Esse post.
Eu só queria me questionar e questioná-los o porque de tanto antropocentrismo?
O porque nos consideramos tão bons á ponto de estarmos no centro do mundo. Porque seriamos os únicos á merecer a vida. Porque nós acreditamos sermos os filhos desse Deus, que guia o mundo. Somente nós. E não mais. Sem Ets.
Porque estamos nós presos num planeta, esperando uma evolução. Porque nós estamos presos nesse ciclo. Me diz, porque você crê que voce merece e receberá respostas?

Sem dúvida é mais fácil de viver assim. Mas eu não acredito que seja um bom motivo pra crer. Isso me soa covardia. Isso me soa se acostumar. E se acostumar é patético. Oh...

Resta Um.

Um exercito de Inimigos se posicionam
E eu estou sorrindo, pela ultima vez
Como se fosse sobrar algum amigo
Depois de todo esse sangue caido

Foram tantos os avisos que eu disse
Foram patéticas as vozes que ouvi
Meu nome foi dito três vezes
Por um lobo em pele de Romeu

Não que eu queira lutar
Mas alguém precisa te impedir
De continuar desencaixando todos
Não me torne desnecessário pra mais alguém

Pedaços meus estão no teu nome
E eu nem lembro onde eles pertenciam em mim
Quando souberem que você também mudou
Bem...Eu deixaria sua casa hoje mesmo

Eu deveria ter sido mais forte que os herois
Não bastava eu criar minha própria armadura
Se você não pudesse se defender aqui
Se tivesse que abrir mão quem fomos

Não que eu queira lutar
Mas alguém precisa impedi-los
De continuar desencaixando nós dois
Não me tornem desnecessário pra você

terça-feira, 21 de julho de 2009

Egocentrismo.

Me faz mal ver o seu egocentrismo impedindo lhe de sofrer. Agora que é a vez dele encarar a dor e ter o seu minuto de pena. Ter o seu tempo para ajoelhar e encontrar fé. Eu vejo que ele tenta se erguer, mas você continua caindo sobre ele. Sem deixá-lo nadar, sem deixá-lo te salvar. Eu sei que você está desesperada. Deus, como eu queria fugir daqui. Eu nunca estive tão pressionado como estou. E o tempo parece estar paralisado, sem trazer mudanças ou melhoras.
Eu disse já pra algumas pessoas. Eu pensei em manter segredo, mas eu não gosto de olhar pra todos e esconder isso. Eu me sinto falso. Eu não tenho porque falar, mas mentir tem sido insuportável. Só ainda o meu orgulho me faz desejar que eles nunca saibam. Porque eu não quero a pena deles. Muito menos a mão.

Eu sou completamente egocentrico. Mas minha inseguraça me impede de ir tão longe quanto você. Eu sei que a loucura te ronda, assim como os meus pecados me cercam, e agimos por essas ordens. Pelos instintos. Você de se salvar. E eu de me destruir antes que eu tenha de encarar tudo outra vez. Melhor parar por aqui, talvez.

Eu provavelmente não sei mais me expressar sobre isso. Porque eu sei que você, sozinha, poderia alcançar isso. Mas você carrega um peso morto. Que te impede, mas te mantem. E eu só assisto. Sozinho, e julgado. Eu não posso dizer em voz alta essas palavras. Mas Deus, é verdade. Oh, isso é tão errado.

Eu queria que vocês fossem menos reais. Menos humanos. Menos frágeis.
Eu queria que vocês fossem super-heróis, pelo menos não sofreriam das coisas banais.
Não de doenças. Não de corações partidos. Não de decepções.

Mutante.

Te apaguei em mim. Mas fechando os olhos, eu te encontro. Em sonho. Ou pesadelo. O que quer que minha vida passada seja agora. Eu não posso extingui-la, mas posso sem dúvidas não vivê-la de novo. E tenho me dado bem. Não sinto mais a extrema necessidade de que você saiba como meus dias tem sido. Talvez porque eles tem sido tão completos e tão impulsivos que eu não teria tempo de me lembrar daqueles que se perderam entre a indiferença. Aqueles que não me soam especiais. Eu não me encaixaria mais na sua casa. Eu não lembraria como deveria agir. Agora eu fui mudado permanentemente do que eu era. E não permanecerei assim. Mas não regredirei jamais.

Eu me sinto obrigado a chorar. E até há uma angustia nisso tudo.
Minha música favorita, desse novo personagem que sou, me faz sentir o amargo desse enredo que nós acabamos queimando com o esquecimento.
Eu digo Adeus pras lembraças e pras promessas. Eu ainda não lhe desejo o melhor.
Ainda não lhe desejo o pior. Eu jamais poderia.
Eu lhe desejo... que esteja certo. E completamente satisfeito com as escolhas que fez.
Apenas e somente isso.

Você foi o protagonista do meu palco. Uma vez, vazio. De novo vazio.
Não é opcional ter ou não teatro. Ter ou não personagens.
Então, me entrego a sorte. E a ilusão do romance. Que transforma o meu drama em poesia.
E o seu romance em falência. São pouquíssimos que aguardam esse fim. Essa história.
São poucos que torcem e que se interessam. Não sou eu quem estará na plateia. Não sou um grande fã de Shakespeare, muito menos, menos ainda, agora, seu.

sábado, 18 de julho de 2009

Quem eu me acostumei ver.

Eu me costurei em um nó torto. E não deixei ninguém desmanchar. Mas também não pensei em refazê-lo. Não estava com planos de deixar meu esconderijo tão cedo. Ficaria aqui por mais um tempo. Pra sempre.
Eu só precisava fechar os olhos, pra evitar os espelhos. Mas aquela voz dentro de mim, era tão torturante. Eu estava sentado com pena de mim mesmo. Tão tão patétitico. Eu me odiava tanto e não era apenas os meus olhos que enxergavam-me destruido. Um lado de mim não via mal nisso. Não dava a mínima pra qualquer olhar. Sendo que o único olhar que um dia tinha consigo me ver através de quem eu finjo ser, se afastou. Eu me sentia covarde. E um mentiroso irremédiavel. Eu devia ter lutado pelo amor que ainda havia sobrado pós-guerra. Eu devia ter guardado alguns pedaços de esperanças. Mesmo que fosse só pra depois. Uma hora eu seria forte o suficiente para nos erguer. Nos fortificar. Mas não. Eu fraquejei. Eu te olhei nos olhos e decidi seguir só.
Aquele segundo que virei, sem mais olhar a última vez, eu desencaixei-nos como peças perdidas em baixo do tapete. Só que eu me deixei ficar em cacos, debaixo do tapete, pegando poeira e solidão.

Eu então me senti confortável com a dor. Virei amigo das palavras. E comecei a ter a compania dos cortes. E eles eram tão reconfortantes. Eu não estava sozinho, nem preso. Era a liberdade e as marcas postas pra fora. Assim, talvez eles pudessem enxergar o que você fez comigo. Só que em proporções infinitamentes menores. Você me desmontou sem mais ser útil pra qualquer outra pessoa. Como você pode ter um poder de destruição tão grande tornando-me tão desnecessário, tão ridiculamente invísivel?

O vazio era minha maior razão para questionar minha existencia. E por tempo ainda duraria. Por que duraria? Não estaria fazendo falta. Não estaria fazendo bem á ninguém.
Mas surpreendemente eu rasguei os pontos. O vento me arrastou. E não me deixou preso naquele quarto. Mesmo que eu tenha me segurado na porta, arranhado o chão e implorado. Eu não podia mais estar cercado de tantos espinhos feitos por mim mesmo. Não foi um senso de justiça. Não fui absolvido. Não fui perdoado. Não tem quem perdoar, quem desculpar. Foram os fatos. Foram os dias. Foram-se os sentimentos. Foi-se o amor. Foi-se 99 de mim.

Agora eu tenho um. Que talvez sobreviva o inverno. Mas não tem mais voz alguma.
Eu gosto dos meus espelhos e eu me viro muito, sem medo de pensar em voltar. Eu escolhi seguir sozinho. Opção Voluntária. Opção Necessária.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

To Brag.

Com certeza, eu não queria estar ali. Mas eu aprendi a contar o tempo e esperá-lo passar. Era apenas algumas horas. Nem eram dias. Eu poderia aguentar, sem fraquejar.
Entrei no carro. E ainda era só uma, delas. E já me sentia incrívelmente enjoado da sua falta de evolução. O tipo de pessoa que não parece querer ser mais do que já alcançou. Não há conversas. Não há diálogo com pessoas desse nivel medilcre. Eu sorri. E ignorei todos os comentários feitos sobre meu rosto. Meu cabelo. Meu pircing. Minhas opções. Minhas opiniões. Eu apenas fiz como me senti, não dei a minima. Nem o suficiente para ter de responder.
A outra se juntou a nós. Pensei que o tempo tivesse lhe mudado. Eu queria que tivesse. Porque no fundo, eu sempre terei um enorme carinho perante a essa. A segunda.
Mas não. O tempo parecia ter parado para as duas, não num bom sentido. Não de um jeito bom.
Eu me senti grato por chegar em casa. E não ter mais que fazer parte daquilo. Mas me fez um bem tremendo ter passado algumas horas longe da minha rotina. Eu me lembrei, como sempre acabo me lembrando quando me afasto do meu mundo, Se algum dia você esquecer que é Judeu, um não Judeu te lembrará.
E eu me lembrei de como eu esqueci. Justo quando eu precisei. Porque eu conheci um menino tão brilhoso e ilimitado que me quebrou em dezenas de pedaços. Mal conseguia ver melhoras em mim. E eu precisava olhar pra baixo para enxergá-las. Mas manter minha cabeça pra cima, pra saber onde eu quero chegar. Aqui não é o suficiente. Nem a metade disso.

Não que eu possa ou queria me gabar de algo. Longe disso. Bem longe. Eu só quero evoluir pra mim. Enxergar as coisas certas. Ainda estou preso em dúvidas, e quem eu pensei que traria respostas não é bem o meu número. Não que eu precise me prender em alguém. Me questiono tanto sobre os centrimos do mundo e principalmente o jeito que determinamos coisas que hoje nem posso questionar sem me levarem na piada. Eu ainda encontrarei alguém para conversar.
Sobre todas essas coisas. Alguém sem medo. Sem preconceito e sem limites.