terça-feira, 21 de julho de 2009

Mutante.

Te apaguei em mim. Mas fechando os olhos, eu te encontro. Em sonho. Ou pesadelo. O que quer que minha vida passada seja agora. Eu não posso extingui-la, mas posso sem dúvidas não vivê-la de novo. E tenho me dado bem. Não sinto mais a extrema necessidade de que você saiba como meus dias tem sido. Talvez porque eles tem sido tão completos e tão impulsivos que eu não teria tempo de me lembrar daqueles que se perderam entre a indiferença. Aqueles que não me soam especiais. Eu não me encaixaria mais na sua casa. Eu não lembraria como deveria agir. Agora eu fui mudado permanentemente do que eu era. E não permanecerei assim. Mas não regredirei jamais.

Eu me sinto obrigado a chorar. E até há uma angustia nisso tudo.
Minha música favorita, desse novo personagem que sou, me faz sentir o amargo desse enredo que nós acabamos queimando com o esquecimento.
Eu digo Adeus pras lembraças e pras promessas. Eu ainda não lhe desejo o melhor.
Ainda não lhe desejo o pior. Eu jamais poderia.
Eu lhe desejo... que esteja certo. E completamente satisfeito com as escolhas que fez.
Apenas e somente isso.

Você foi o protagonista do meu palco. Uma vez, vazio. De novo vazio.
Não é opcional ter ou não teatro. Ter ou não personagens.
Então, me entrego a sorte. E a ilusão do romance. Que transforma o meu drama em poesia.
E o seu romance em falência. São pouquíssimos que aguardam esse fim. Essa história.
São poucos que torcem e que se interessam. Não sou eu quem estará na plateia. Não sou um grande fã de Shakespeare, muito menos, menos ainda, agora, seu.

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