sábado, 12 de dezembro de 2009

Back to Black.

Se lembra da primeira vez que te escrevi? Um abraço foi tudo o que esperei em todos essas longas estações na qual nevou sem você. Eu nunca me senti tão pequeno e frágil e talvez o teu superpoder pudesse ter feito o mundo parar de girar. Você sempre soube que sua voz me faria ficar. Como me deixou te deixar então? Como eu prometi...eu estarei aqui, com uma xicára de café e biscoitos. Eu tenho tantas histórias para te contar, mas primeiro você. Me traga noticias, porque eu andei longe. Eu andei por ruas contrárias as que eu quis. Eu não disse nada, outro pedido teu. 'Dispense Ois e Tchaus'. Pensei em dizer 'Volte pra mim', mas acho que no fim o que foi dispensado primeiro fui eu. E tua escolha foi feita. A minha também, por isso, permaneço aqui, de braços abertos pra esquecer toda essa história. A música que disseste lembrar de mim, foi o tema do meu inverno. E nenhum drama tem sido tão duro quanto a realidade. Todo o dia, uma rotina de cansaço e solidão. Eu estive me perguntando onde você está agora? Eu sei que eu não estive, não deixei um número para você ligar.

Você precisava de amor. Mas isso doi, amigo. Eu sei bem. E por isso não queria te deixar só, porque eu não conseguiria desmentir cada texto, respiração e ameixa aqui plantada. Eu queria poder fazer isso menos obvio, te impressionar. Mostrar que o tempo me fez ser alguém diferente do que você deixou. Mas eu aparentemente permaneci igual no meio e tal universo que eu não me encaixo. Deus, eu nunca precisei tanto de você. Eu não vou te culpar, nós sabemos. Eu não sou um juiz e nunca pretendo acusar ninguém. Porque eu estou muito longe da perfeição, talvez eu caminhe no sentido contrário dessa conquista.

Agora sobre mim, quebrando qualquer barreira ou desejo meu em ti. Eu honestamente me confundo com as certezas que eu sinto. Eu te fiz meu mundo e rezei por não sobreviver ao fim. Mas novembro chegou ao fim, e com ele levou toda a esperança. Você estava aos poucos sumindo...Sua voz estava menos nitida, seu rosto estava distorcido, eu não te reconheceria. Eu então tentei te recriar, porque eu precisava me despedir e uma vez com a porta aberta, você se alojou em qualquer visão minha. Eu mudei tanto, o que você diria de mim? Eu repeti isso pra mim a cada noite que eu estava só e precisava de você. O que você estaria fazendo? O que você estaria pensando? E agora? Quem me devolve o tempo e me dá recompensas?

Poesia se fez quando a campainha tocou e o portão se abriu. Tanto tempo havia se passado e eu estava ali, exatamente do mesmo jeito, eu até poderia inventar uma data. Começo do ano, estava chovendo, eu deveria ter almoçado macarrão e provavelmente chegaria em casa após muitas risadas e doces palavras de um menino surreal. Eu poderia fantasiar que você escolhera viver naquele segundo em que as palavras abandonaram tua boca e me fizeram querer fingir me enganar da certeza que estava completo. Eu poderia mentir dizendo que você ainda é o meu número um. E que tua lista ainda permanece sem negativos. Mas sem dúvidas, eu jamais poderei retirar uma certeza. Eu não quero e por mais que eu achasse que um dia conseguiria, eu não vejo porque. Eu não desejo mais ninguém. Eu não sinto que mais ninguém entenderia ou faria tanta falta.

Com amor,
do seu maior fã.

sábado, 5 de dezembro de 2009

Last Time I saw you, you turned away.

Parece que depois de te compor, eu te perco. E você se esvai no tom errado e mesmo desafinando a música prossegue. Uma hora eu ei de acertar e quando chegarmos no fim, eu sei que estarei só. E não me incomodo. Porque eu fiz o meu melhor pra você. Cada desculpa esteve lá, mesmo que o perdão não mais mude o que você chama de consequências. Por fim, eu me encerro e declaro que nosso fim foi um sucesso. O público aplaudiu. Mas ninguém foi capaz de perceber o que ali se concretizou. Todo o concreto que ali se perdeu, se quebrou e pra sempre talvez esteja solto.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Você não vê?

Eu sei que eu sempre fui de mentir, mas pensei que a você eu não enganasse de jeito algum. Talvez, seja como nós nos viamos há anos atrás. Ou você talvez esteja ocupada ou até cansada demais pra me olhar e perceber qualquer novidade que não lhe convém. Eu realmente queria tempo. Mas não pra te explicar ou contar meu dia, e muito menos ouvir o teu. Eu queria sentir vontade de ser como eramos, eu queria sentir vontade de te procurar, vontade de ser mais do que eu tenho sido. Mas eu tenho me dado melhor sozinho, tenho criado minha segurança graças o meu medo que veio de ti. Apararentemente, o tempo que foi me dado já foi cobrado. E o pouco que agora eu tenho, você faz pouco caso.
Infelizmente, você não sabe quase nada do que eu me tornei. E não faz questão. Tantas vozes, tantas vozes me alteraram. E quando eu precisava de alguém? Cadê? Cadê eu mesmo? Cadê essa outra parte de mim que prometeu me impedir de errar novamente. Eu achei que errar já fosse obrigatório, já que ninguém está vendo. Nada é pra sempre. Nada destroi, nada concerta.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Me sinto mal.

Cada dia voa mais que o anterior. E eu só percebo que estou perdendo, quando os vejo vencendo mais um dia. Eu que ganho ou perco sozinho, não me enxergo mais as cores, os papeis de parede, nem os rostos de quem me toca. Eu ouvi todas as novidades do dia, da semana, do mês. E naquele sofá meu lugar parece ocupada. Ou mesmo vazio, não há esperança. O tempo me jogou fora e me afastou de toda a minha natureza. Os meus sonhos e meus amigos estão sendo esmagados, sem merecerem. Ninguém tem culpa do que fomos amaldiçoados. Meu humor está no fim e esse pessimismo está sempre por perto. E quando digo sempre, digo cada segundo. Constantemente. Eu queria ter mais tempo pra poder dizer as coisas ou pra poder prolongar a noite. Rir. Eu sinto falta de me sentir livre, de beber, de fumar, de me auto-destruir em grupo. De cair. De levantar. Eu sinto falta de me sentir vivo. De não ser tão responsável. Eu sinto falta de me apaixonar, de chorar por alguém.
A cebola me obrigou a dizer a verdade que eu jamais resistiria a aceitar. Eu tenho trabalhado duro em nome de uma coisa que as vezes me soa ser o tempo livre, o tempo que sobra, o tempo que me dão como esmola. Eu queria ser especial e ser notado por esse esforço, mas nao é por isso que eu o faço. Toda segunda, terça, quarta, quinta, sexta, sabado e domingo. Não é por isso que eu finjo não ouvir, que eu acordo cedo, que eu estudo, que eu morro toda a noite. Que eu sofro calado. Que eu não desisto.

Aceite o fato que eu não pertenço a esse ato. A tua peça. A tua história.
A minha história, face a face. Persona. Só.
Eu enxergo uma unica visão e ela é composta por um personagem só.

Se algo mudasse, se algo soasse melhor,
Mas eu nem consigo me mexer com medo.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

They knew better.

Eu já me olho no espelho e não enxergo mudança alguma. E caminho pra trás quando temo em afirmar que estou pronto. Eu lavo minha mãos numa sujeira que eu sei que faz parte do meu sangue, o mesmo que pulsa e te expulsa de mim. O mesmo que me purificou e me auto-destruiu quando eu precisei morrer pra sobreviver a toda a sua falta. Eu ainda não aceito. Você se tornou tão presente em inexistência que eu jamais poderia estou só. Mesmo você jamais estando por perto. Eu deitei no chão, olhando pro teto branco, não pudi ver o céu. Mas eu tentei te sentir. Eu tentei procurar por você e as probrabilidades de todos os lugares e pessoas que você estaria. De qualquer jeito, você não é mais o protagonista, se tornou apenas um dos fantasmas que caminham feito algemas que me libertam do presente.
Eu diria que o dia se passou rápido, mas eu me senti mal com o mundo. Briguei com Deus e discuti com todos os seus filhos. Eu não me orgulho de ser tão teimoso, não. Mas eu estou me cansando dessa ignorancia a qual fui amaldiçoado. Eu tive nojo de todos que dividiam o sofá comigo quando as risadas vinham de tudo o que eu abomino. De tudo que eu me recuso. Que eu me afasto, me esquivo, ignoro. Eu quis chorar por cada vida que eu não conheci. E me senti um lixo em ver como eu já as devorei e o fiz sem arrependimento.

Eu quero encontrar um caminho que me torne vivo. A minha respiração parece procurar por ares que eu não senti ainda. Eu já me apaixonei por esse personagem e isso foi quando eu era inocente. Eu também já me entreguei a olhos exatamente iguais aos teus e aos mesmos lábios. Eu diria adeus ao amor, porque ele aparamentemente não se comprometeu a me dar finais felizes. Eu podia dizer que estou começando a me cansar das mudanças. Eu poderia voltar a fazer listas do que eu espero e do que eu já encontrei. Dos nomes que eu me entreguei. Dos sorrisos que me fizeram seguir caminhos errados. E das qualidades e defeitos de cada amigo meu que hoje esteve comigo. Mas eu vivo me desfazendo.

Um dos meus garotos hoje estava como eu já me vi tantas vezes. Ao chão, ele não desejava se levantar. O vazio estava o enchendo rápido demais pra eu poder abraça-lo. Eu resisti a fumaça que me faria humano.

As dores de cabeça voltaram. Já estava tão perto do fim de novembro. As dores no peito, o coração partido. As flores que eu plantei pra quando você fosse apenas uma frase e uma foto. Pra quando você estivesse longe e o mais próximo que eu pudesse chegar fosse dessas flores mortas.
Como todo texto dedicado á você, eu deveria me despedir sem consolações. Sem palavras, porque foi assim que o mundo parecia terminar, com a tua ida. Mas eu me enganei e todos eles sabiam como você estava me enganando. Como eu estava me enganando. Mesmo assim você parecia ser único. Talvez, tenha sido. Talvez, não.

Compre um novo sorriso e vista. Porque o meu está apontado para o meu espelho. E parece que só a só, eu posso me sentir bem. Talvez, seja que eu tenho passado tempo demais assim e o único sonho que eu tenho, a única coisa que me traz a vontade de sonhar, é domingo. Ah, domingo...Quando o dia for meu. E for o meu show. Então, será a minha vez. E mesmo que não dure, vai ser eterno e tudo o que eu posso alcançar. Cinquenta minutos. Sorrisos, vozes e melodias;

domingo, 22 de novembro de 2009

Sem mais.

Let´s go out for a drink
Would you mind if I drink it all by myself?
Actually, do you mind if I go by myself?
Do you mind if I don´t wait anymore for you
And start eating all of our food, our dreams, our life.


Eu costumo a resumir os humanos em covardia. E os não-covardes em heróis. E eu já fui bem mais heroico do que como amanheci hoje. Mas também tão mais humano e vunerável. Tão mais
prepotente e covarde. Eu me pergunto o que você diria de mim daqui a dez anos, quando meus
sonhos forem um fracasso ou serem tão visiveis quanto um dia você foi. Tão reais, tão vivos.
E eu então me ignoro e todos os meus medos ficam logo abaixo da minha cabeça, tento não ver
que estou dietado sobre todos eles, espalhados pelo chão do meu quarto, da rua que eu
abandono, do vento que eu ignoro, dos sons que eu me programo pra não lembrar. Assim como eu me cortava e me matava em cada riso falso que escapava de mim com tanto esforço, assim como eu fujo parado, sem sair do lugar. Sem desviar o olhar, mas acredite, meu bem... Eu não estou aqui. Estou lá fora. Seja com toda essa fumaça ou sangue.

E eu que sempre estive mais preocupado com quem você seria mesmo ciente que nunca repartiria teu tempo ou sabedoria comigo. Porque eu não estarei aqui por mais muitas estações. Mesmo que por dentro eu soubesse que nenhum passo teu seria usado atras de mim, eu quis te ver grande mesmo com o pequeno retorno. Decanse, porque eu estou cansado demais para te
escrever. Tantas vidas abrigaste em mim. Tantos sonhos contrui com teus fracassos e soldados
abandonados. Eu hoje aceito o nosso fim, o teu recomeço...O meu renascimento. É só uma despedida porque eu vejo como os teus olhos estão distantes e o tuas marcas se apagando de mim. Nenhuma carta mais no meu bolso e nem tua voz no meu travesseiro. Sem lembraças nas paredes. E tudo o que me fez te ver surreal está em todos os outros rostos que eu toco. Eu respiro outros nomes e seu jeito está tão fácil de suprir. A cada dia mais, eu te deixo ir mais longe...E eu nem sei mais se conseguiria te trazer de volta. Eu aceno e do porta-malas você me vê acompanhado. Eu me faria menos forte pra te manter aqui, mas eu não consigo mais te recriar. Faz tanto tempo, faz tanto mal. Eu não sinto necessidade e isso me faz ver como as promessas estão sendo quebradas. Todo o sempre ficou preso em alguns versos, mas não em mim. Não se prendeu em mim mais do que sete meses.

Essas televisões de vidro que meu carro liga. São capazes de me mostrar todos os sub-mundos
que o mundo omite. Eu só seria capaz de vê-los se eu fizesse parte. Mas eu se eu quiser
olhar (quem quer olhar?) que poderia fazer a respeito, sem viver isso. Sem sofrer disso. Sem
me aproveitar disso. Eu não sou um herói. Quando tenho medo, eu corro. E rápido eu me sinto
patético. E obviamente, me transformo em vazio. Mas eu tenho andado tão cheio de vazios
preenxidos. O mundo me ofereceu a verdade e a inocencia respondeu por mim. No segundo que
sorri, toda o antigo mundo que conheci se desfez. A inocencia se afastou de mim e eu não era
mais um menino. Estava sem tempo pra brincar ou disperdiçar em bebidas e mais cigarros. Larguei tudo, abandonei o medo. E decidi então começar a ser o que meus sonhos eram. E a noite foi perfeita, mas não foi nem um pouco satisfatória. Era o lugar perfeito, e os dois meninos estavam prontos pra tudo. O sorriso está pronto, os lábios estavam entregues e até mesmo a noite suspirava. Mas algo ali não existiu ou ficou pra mais tarde. Algo ali não respirou, não viveu, não se manisfestou. Na despedida, os sinos não vieram. E o trolebus parou, eu olhei pra trás mas não havia mais nada não-terminado. Era a hora certa de ir embora, sem arrependimentos ou vontades. O noite estava certa e só me restava dormir.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

O tempo.

Deus, eu não sei se me arrependo. Mas eu sei que me sinto bem no fim de tudo. Eu não fingiria superioridade, quando eu ainda não consigui me livrar dos caláfrios de te ter por perto. Eu ainda me importo, seria mentira ou covardia negar. Mas eu não daria um passo amais, não mais. Eu acordei otimísta e sinto muito por não sentir nada além do que você já se tornou obvio e previsível. Nós ainda estamos na mesma cidade e nos mesmos lugares. Sinto falta do teu brilho se expalhando pela cidade e iluminando minha mente com ideias e inspirações, mas eu criei uma barreira anti-você. E você nem faz ideia de como os dias tem sido sem você, como minha vida seguiu e você não se importa. Como nunca fez.
Eu deixei a saudade quando vi que nunca poderia te levar. Eu abandonei os sonhos quando vi que a tua realidade já estava feita. Eu entendi que as coisas acabam e tendem a ser melhor assim. Depois da dor eu entendo a naturalidade do mundo. Eu não aceito ou me rendo, mas eu entendo. Eu tento entender e não relutar. A sua música está pronta e logo será gravada. E assim, eu terei pra sempre pedaços de você, os bons que me fizeram quem eu sou.

Se eu te impedi de me manter preso e intocável, eu jamais saberei. Porque por mais que o tempo me obrigue a ver que não estou mais morto ou indisponível, ainda me pego deixando escapar teu nome. Nada mais te traz pra perto e eu nem sei se deveria querer isso. Mas quando estiver livre e precisar de um café. Eu tenho boas histórias pra contar. Eu tenho uma vida inteira pra dividir. E sempre há um lugar pra ti. Sempre houve. Mesmo que agora não seja mais o que você quiser, mesmo que agora você não seja a razão de mim. Não seja a verdade. Não seja a luz ou o brilho. Seja apenas mais um garoto, mais uma compania, mais uma tarde.