sábado, 25 de julho de 2009

Resta Um.

Um exercito de Inimigos se posicionam
E eu estou sorrindo, pela ultima vez
Como se fosse sobrar algum amigo
Depois de todo esse sangue caido

Foram tantos os avisos que eu disse
Foram patéticas as vozes que ouvi
Meu nome foi dito três vezes
Por um lobo em pele de Romeu

Não que eu queira lutar
Mas alguém precisa te impedir
De continuar desencaixando todos
Não me torne desnecessário pra mais alguém

Pedaços meus estão no teu nome
E eu nem lembro onde eles pertenciam em mim
Quando souberem que você também mudou
Bem...Eu deixaria sua casa hoje mesmo

Eu deveria ter sido mais forte que os herois
Não bastava eu criar minha própria armadura
Se você não pudesse se defender aqui
Se tivesse que abrir mão quem fomos

Não que eu queira lutar
Mas alguém precisa impedi-los
De continuar desencaixando nós dois
Não me tornem desnecessário pra você

terça-feira, 21 de julho de 2009

Egocentrismo.

Me faz mal ver o seu egocentrismo impedindo lhe de sofrer. Agora que é a vez dele encarar a dor e ter o seu minuto de pena. Ter o seu tempo para ajoelhar e encontrar fé. Eu vejo que ele tenta se erguer, mas você continua caindo sobre ele. Sem deixá-lo nadar, sem deixá-lo te salvar. Eu sei que você está desesperada. Deus, como eu queria fugir daqui. Eu nunca estive tão pressionado como estou. E o tempo parece estar paralisado, sem trazer mudanças ou melhoras.
Eu disse já pra algumas pessoas. Eu pensei em manter segredo, mas eu não gosto de olhar pra todos e esconder isso. Eu me sinto falso. Eu não tenho porque falar, mas mentir tem sido insuportável. Só ainda o meu orgulho me faz desejar que eles nunca saibam. Porque eu não quero a pena deles. Muito menos a mão.

Eu sou completamente egocentrico. Mas minha inseguraça me impede de ir tão longe quanto você. Eu sei que a loucura te ronda, assim como os meus pecados me cercam, e agimos por essas ordens. Pelos instintos. Você de se salvar. E eu de me destruir antes que eu tenha de encarar tudo outra vez. Melhor parar por aqui, talvez.

Eu provavelmente não sei mais me expressar sobre isso. Porque eu sei que você, sozinha, poderia alcançar isso. Mas você carrega um peso morto. Que te impede, mas te mantem. E eu só assisto. Sozinho, e julgado. Eu não posso dizer em voz alta essas palavras. Mas Deus, é verdade. Oh, isso é tão errado.

Eu queria que vocês fossem menos reais. Menos humanos. Menos frágeis.
Eu queria que vocês fossem super-heróis, pelo menos não sofreriam das coisas banais.
Não de doenças. Não de corações partidos. Não de decepções.

Mutante.

Te apaguei em mim. Mas fechando os olhos, eu te encontro. Em sonho. Ou pesadelo. O que quer que minha vida passada seja agora. Eu não posso extingui-la, mas posso sem dúvidas não vivê-la de novo. E tenho me dado bem. Não sinto mais a extrema necessidade de que você saiba como meus dias tem sido. Talvez porque eles tem sido tão completos e tão impulsivos que eu não teria tempo de me lembrar daqueles que se perderam entre a indiferença. Aqueles que não me soam especiais. Eu não me encaixaria mais na sua casa. Eu não lembraria como deveria agir. Agora eu fui mudado permanentemente do que eu era. E não permanecerei assim. Mas não regredirei jamais.

Eu me sinto obrigado a chorar. E até há uma angustia nisso tudo.
Minha música favorita, desse novo personagem que sou, me faz sentir o amargo desse enredo que nós acabamos queimando com o esquecimento.
Eu digo Adeus pras lembraças e pras promessas. Eu ainda não lhe desejo o melhor.
Ainda não lhe desejo o pior. Eu jamais poderia.
Eu lhe desejo... que esteja certo. E completamente satisfeito com as escolhas que fez.
Apenas e somente isso.

Você foi o protagonista do meu palco. Uma vez, vazio. De novo vazio.
Não é opcional ter ou não teatro. Ter ou não personagens.
Então, me entrego a sorte. E a ilusão do romance. Que transforma o meu drama em poesia.
E o seu romance em falência. São pouquíssimos que aguardam esse fim. Essa história.
São poucos que torcem e que se interessam. Não sou eu quem estará na plateia. Não sou um grande fã de Shakespeare, muito menos, menos ainda, agora, seu.

sábado, 18 de julho de 2009

Quem eu me acostumei ver.

Eu me costurei em um nó torto. E não deixei ninguém desmanchar. Mas também não pensei em refazê-lo. Não estava com planos de deixar meu esconderijo tão cedo. Ficaria aqui por mais um tempo. Pra sempre.
Eu só precisava fechar os olhos, pra evitar os espelhos. Mas aquela voz dentro de mim, era tão torturante. Eu estava sentado com pena de mim mesmo. Tão tão patétitico. Eu me odiava tanto e não era apenas os meus olhos que enxergavam-me destruido. Um lado de mim não via mal nisso. Não dava a mínima pra qualquer olhar. Sendo que o único olhar que um dia tinha consigo me ver através de quem eu finjo ser, se afastou. Eu me sentia covarde. E um mentiroso irremédiavel. Eu devia ter lutado pelo amor que ainda havia sobrado pós-guerra. Eu devia ter guardado alguns pedaços de esperanças. Mesmo que fosse só pra depois. Uma hora eu seria forte o suficiente para nos erguer. Nos fortificar. Mas não. Eu fraquejei. Eu te olhei nos olhos e decidi seguir só.
Aquele segundo que virei, sem mais olhar a última vez, eu desencaixei-nos como peças perdidas em baixo do tapete. Só que eu me deixei ficar em cacos, debaixo do tapete, pegando poeira e solidão.

Eu então me senti confortável com a dor. Virei amigo das palavras. E comecei a ter a compania dos cortes. E eles eram tão reconfortantes. Eu não estava sozinho, nem preso. Era a liberdade e as marcas postas pra fora. Assim, talvez eles pudessem enxergar o que você fez comigo. Só que em proporções infinitamentes menores. Você me desmontou sem mais ser útil pra qualquer outra pessoa. Como você pode ter um poder de destruição tão grande tornando-me tão desnecessário, tão ridiculamente invísivel?

O vazio era minha maior razão para questionar minha existencia. E por tempo ainda duraria. Por que duraria? Não estaria fazendo falta. Não estaria fazendo bem á ninguém.
Mas surpreendemente eu rasguei os pontos. O vento me arrastou. E não me deixou preso naquele quarto. Mesmo que eu tenha me segurado na porta, arranhado o chão e implorado. Eu não podia mais estar cercado de tantos espinhos feitos por mim mesmo. Não foi um senso de justiça. Não fui absolvido. Não fui perdoado. Não tem quem perdoar, quem desculpar. Foram os fatos. Foram os dias. Foram-se os sentimentos. Foi-se o amor. Foi-se 99 de mim.

Agora eu tenho um. Que talvez sobreviva o inverno. Mas não tem mais voz alguma.
Eu gosto dos meus espelhos e eu me viro muito, sem medo de pensar em voltar. Eu escolhi seguir sozinho. Opção Voluntária. Opção Necessária.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

To Brag.

Com certeza, eu não queria estar ali. Mas eu aprendi a contar o tempo e esperá-lo passar. Era apenas algumas horas. Nem eram dias. Eu poderia aguentar, sem fraquejar.
Entrei no carro. E ainda era só uma, delas. E já me sentia incrívelmente enjoado da sua falta de evolução. O tipo de pessoa que não parece querer ser mais do que já alcançou. Não há conversas. Não há diálogo com pessoas desse nivel medilcre. Eu sorri. E ignorei todos os comentários feitos sobre meu rosto. Meu cabelo. Meu pircing. Minhas opções. Minhas opiniões. Eu apenas fiz como me senti, não dei a minima. Nem o suficiente para ter de responder.
A outra se juntou a nós. Pensei que o tempo tivesse lhe mudado. Eu queria que tivesse. Porque no fundo, eu sempre terei um enorme carinho perante a essa. A segunda.
Mas não. O tempo parecia ter parado para as duas, não num bom sentido. Não de um jeito bom.
Eu me senti grato por chegar em casa. E não ter mais que fazer parte daquilo. Mas me fez um bem tremendo ter passado algumas horas longe da minha rotina. Eu me lembrei, como sempre acabo me lembrando quando me afasto do meu mundo, Se algum dia você esquecer que é Judeu, um não Judeu te lembrará.
E eu me lembrei de como eu esqueci. Justo quando eu precisei. Porque eu conheci um menino tão brilhoso e ilimitado que me quebrou em dezenas de pedaços. Mal conseguia ver melhoras em mim. E eu precisava olhar pra baixo para enxergá-las. Mas manter minha cabeça pra cima, pra saber onde eu quero chegar. Aqui não é o suficiente. Nem a metade disso.

Não que eu possa ou queria me gabar de algo. Longe disso. Bem longe. Eu só quero evoluir pra mim. Enxergar as coisas certas. Ainda estou preso em dúvidas, e quem eu pensei que traria respostas não é bem o meu número. Não que eu precise me prender em alguém. Me questiono tanto sobre os centrimos do mundo e principalmente o jeito que determinamos coisas que hoje nem posso questionar sem me levarem na piada. Eu ainda encontrarei alguém para conversar.
Sobre todas essas coisas. Alguém sem medo. Sem preconceito e sem limites.

Ser / Estar.

Se concentre. Na verdade. Você não está apaixonado. Mas você é um paixonado. Só está agora com uma pessoa que lhe traz essa realização. De unir o seu amor dos romances com a realidade. Você só precisava de alguém para poder despejar Eu te amo. Para poder sorrir. Apenas um nome para pensar.

Honestamente. Veja bem. Poucos são aqueles que são poétas. Muitos acordam assim um dia. Como os filosófos. Muitos acordam. Se despertam. Se descobrem. Mas não são. Péssimistas, Ótimistas, Falsos, Engraçados... Ah, é claro que alguns são. Mas quantos SÃO e quantos não ESTÃO?

Eu sei que você juraria que só está. Mas você talvez seja.
Não lute contra isso. Você é o que é. Irreversível.

Eu sei que você gostaria de ser. Mas é passageiro.
Aceite que é um estado. Aceite.

Um signo.

Para Meu amor eterno.

Escrevo-lhe com uma dor incurável. Tão incurável quanto o motivo de escrever-lhe. Eu estou tentando me despedir. Agora que a minha voz que se calou, o roco me pegou desprevinido, sem poder gritar. Sem armas, eu só penso em desistir. Dormindo até a metade do dia, com esperança de encurtá-lo ainda mais. Sem muito animo para caminhar. Minhas pernas parecem ter vontade própria de não ter vontade alguma.
Eu pensei que sobreviveria tudo, ao teu lado. Eu pensei que todos meus medos poderiam ser neutralizados com esse sonho. Esse sonho tão improvável, tão inreal, tão distante. Eu lutaria de mãos fechadas, eu chegaria até o fim. E eu atingiria o propósito. Mas parece que foi me tirado toda a oportunidade. Parece que foi me tirado todas as cores, os sorrisos e os anseios. Eu estou me fechando em um casulo que não é convidativo pra mais ninguém. Me tranquei numa angustia que não passa. Solidão.

Eu tenho tantas recursos. Mas nenhum me faz querer seguir. Eu estou numa evolução impossivel, sei que quando superar (se), eu vou ser incrívelmente mais forte.
Mas eu não vejo quando. Eu não vejo como. Eu só consigo ler o Horóscopo. O signo do mês.
Estampado em todas as Caprichos, Atrevidas, Teens...
Escraxado em todos os hospitais, filmes, livros, histórias...
Sempre com eles, jamais comigo. Sempre fora assim. Certo, fora.

Eu queria ter de volta minhas palavras cheias de cores. Eu queria minha voz. Eu queria todos os acordes despostos. Eu queria cada pulo de volta. Cada segundo. Eu não quero perder meu nome. Eu não quero perder meu nome. Não, minha indentidade. Não meu sonho. Não.

E quando os boatos começarem a nos atingir? E quando já souberem de nós?
Eu não vou aguentar responder a ninguém mais. Eu já não consigo dizer em voz alta. Oh, eu prefiria estar no lugar de qualquer outra pessoa. Mas não no meu. Não hoje.
Eu não sou forte. Deus, eu sempre me mostrei o mais fraco dos humanos. Nunca um heroi. Nunca um admirável. Nunca.

Vamos por um sorriso falso agora.
Eles estão vindo. Eles estão vindo.
Eu não posso estar assim. Eu não posso dizer. Eu não consigo respirar assim.

- Oi, pai.