quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Eu já esperei.

E quando o limite cruza todos os seus principios você descobre que já está atrasado pra voltar pra casa. Eu já perdi o último onibus e agora dependo das minhas próprias pernas. Eu sou o único que sabe e exerga onde tudo isso me leva. E se você não tivesse dito que seria pra sempre, eu não relutaria tanto. Mas todas as mensagens, as vozes, os recados, os textos, está tudo provando o que você disse e hoje já não vale nada. Como o que nos tornamos. Meu mundo me satisfaz, mesmo eu sentindo a sua falta insistentimente. Eu já não sei ao certo se é você ou o que eu deixei contigo quando partiu. Eu me pergunto todo dia, que aprendizado pode justificar tanta dor? Hoje eu sei que eu sou capaz, mas isso não me traz qualquer recompensa. Então, eu dei um passo. E deixei um bilhete, como sempre. Nós sabemos que eu deveria ter deixado isso pra trás, a tanto tempo, mas eu não sou tão forte assim. Eu jamais consegui citar seu nome sem me doer. Deus, você foi meu melhor amigo por tanto tempo. E o único talvez que eu tenha me sentido capaz de contar coisas que eu guardei por tanto tempo.
Eu estou ainda me libertando dessa culpa por já ter me libertado da necessidade de você. Mas a verdade não vai me dar a chave pra essas dúvidas. Eu preciso de você. E qualquer outra coisa, não funciona.

Mas esse é o fim, certo? O último. Não tem mais a ver com ele. Não tem a ver com ninguém. É a sua falta de vontade. Ser trocado é uma das piores sensações que você já me ofereceu, mas não ser querido, nem como a última opção foi capaz de me mostrar que eu não preciso disso. E eu não quero mais. Eu não quero mais querer mais do que você.

If you want me and need to let me
It would kill us
But knowing that you simply don´t want me
Kills only me and my love

Um ano de perdas.

Todo fim de ano nós devemos agradecer o que esse ano nos ofereceu. O que levou de nós. E o que jamais devolverá. Todo o fim de ano acaba em festa e mesmo que nada se mantenha no começo do novo que agora se enxerga. Eu perdi tantas coisas e continuo sentado em frente a arvore de natal esperando que alguma daquelas caixas tenha alguma parte de mim que teve fim. Eu assisti você sentada na escada, com um sorriso ainda no rosto, mas seus olhos estavam com cara de fim. E eu não queria ver, mas fui o último a aceitar. De novo, eu me recuso a existir sem você. A porta bateu e o carro começou a sair do lugar. Alguma parte de mim, te viu sentindo o vento novo e fresco que batia. E a dor de esquecer, a dor de seguir em frente, a dor de viver.
Eu queria saber como eu fico em meio a tudo isso. Se tudo que vai sempre volta, o que eu tenho ganhado em troca por ser deixado pra trás tantas e tantas vezes? Eu me lembro quando nasci só e quando me tornei em metade. Em um ano e meio eu conquistei amigos, mas antes deles, antes dele, isso ainda é tão recente.
Ele caminha agora com as suas pernas, e nenhuma carta minha jamais chegará na sua caixa postal. Eu não tenho endereço, nem mais palavras. Isso se cessou sem minha permissão. Eu queria ter dito as últimas palavras e não as ter ouvido, ainda achando sua voz doce.

Talvez, isso me deixe realmente mais forte. Estou tão perto do meu fim e tão longe de casa. Nessas horas que eu queria que não houvesse nada além, assim eu poderia cessar tals pensamentos. Tals anseios. Tals medos e dúvidas.

Nesse natal eu não quero presentes, nem cartões.
Mas se a tua caixa me servir, talvez eu queira emprestada. Se eu pudesse viver em caixas, sem mais luzes, sem ter nada pra perder. Porque nem ganhar é revigorante quando não há com quem dividir. Eu sei que até o último momento eu fui, mas não o suficiente. Então, me poupe de comemorações e festividades que eu sequer fui convidado. Eu fui esquecido pelo papai noel. Pelo bambi e tals.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Here We Go Again.

Então é assim que todos os anos escapam pela sua mão. E você sente que tudo isso voou rápido demias pra você ter conquistado algo. E essa rotina que te cansa é a única coisa que vocÊ conseguiu alcançar. Eu não pretendo gastar um segundo amais dentro dessa roupa que me aperta e desperta nojo. Este palco não é pra me fazer maior, só quero que você me escute. Ei, eu estou aqui. Não estou indo pra lugar nenhum. E não diga que o mundo pode me obrigar. Eu sou me manter aqui. Não diga que o mundo pode me mudar. Porque eu vou me manter aqui.
Eu, fora de mim, percorro todo o mundo, mas não volto a sua casa. Eu me assisto, quase todo o tempo, e qualquer música que me acompanhe parece combinar com o momento. Eu me vejo vivendo sem você, sem nenhuma necessidade, eu vejo minha capacidade e individualidade e isso me destroi não importa onde eu me esconda. Eu me pinto de vermelho e encontro felicidade em pequenas coisas que eu já não divido mais com ninguém. Não sei porque, mas parece que eu me fecho num desinteresse em dividir o que ninguém pode roubar. Eu sei que isso está quebrado, eu talvez sempre soubesse. E você disse pra matar cada esperança, o que foi doce.

Os dentes foram caindo um á um. Os sonhos também, assim como as peças, as folhas, as flores.
A contagem regressiva se aproxima e eu não sei se um dia poderia perdoar. Mas dessa vez, eu não te aceito em mim.

Versiculo Treze.

Então, eu sempre estive certo? Você foi quem errou? Nós ainda somos os mesmos, os dois meninos de filmes? Eu ainda posso contar com você pra me desapontar com o mundo, pra ser igualmente diferente de tudo o que eu já vi? Você pode se reconstruir? Eu sinto tanta falta do teu sorriso e do jeito que eu me sentia ao seu lado. Eu quero recuperar cada respiração dada que eu não ouvi. E de volta, ter cada história em dia. Me conte como esteve o tempo por aqui, essas viagens me mantiveram desatualizados. Você costumava dizer, e eu me lembro bem, 'Toda mundaça traz dor'. E eu descobri exatamente o que quis dizer. Descobri sozinho.

Eu pensei que tivesse matado. O sangue, o choro, de joelhos implorando. Pensei que aquele personagem tivesse sido cortado. Estivessemos em uma nova cena. Outro elenco. Mas escondido, sobrevivendo de pequenas informações, se alimentando de tabela de cada um que o havia visto, tocado, ouvido. Tudo esteve ali presente. E agora que estou a passo de perder outra pessoa. Não sei se é pior perder sem razão ou se ser deixado por escolha ainda dois mais. Eu só me sinto tão inutil sabendo que eu não cumpri. Todas as coisas que eu não deveria ter feito, eu podia estar ainda segurando essa corda. Fazendo-nos vivos. Mas eu larguei, porque você me disse pra largar. Então, sumiu. E eu fiquei por dias esperando você voltar, meses passaram e hoje eu tinha certeza que continuaria assim. Incompleto.

E todos os dias em que eu estive preso em você. Eu me via, assim como todos me conheceram, como tua sombra. E não conheço adjetivo pior. Não importava que horas fossem, o sol nunca te alcançava e eu sempre ficava pequeno. Permanentemente menor que você. E as vezes menor que aquela bola que corria solta e sem medo. Menor que aquele menino que vivia e sonhava sem medo. Menor que qualquer criança acima de quatro anos que dorme no escuro sem medo. Enquanto o meu medo de ser o próximo a te perder me deixava assim, pequeno.

Você acabou de ligar. A sua voz permanecia assim como eu lembrava, porque você se apresentou, achou que eu não reconheceria? Eu não movi um passo, foi você que se afastou. Então, tudo o que você tinha pra falar eu já sabia. Mesmo que esperasse, completamente e desejasse com todo meu peito, ouvir diferente. Você insistiu em colocar as palavras na mesa, eu evitaria ao máximo a sua honestidade em se esquecer de sentir minha falta. A sua não curiosidade por saber por onde andei e como cheguei aqui. Como sobrevivi. Eu tentei ao máximo não chorar ou demonstrar. Mas meu corpo inteiro tremia e eu não consiguia descolar as palavras, se quer criá-las. Eu desisti e me despedi. Soltei a corda. Adeus, Leslie. Não adianta contruir outra ponte, eu não quero outro reino. Esse está embaixo de toda a sua covardia.

sábado, 12 de dezembro de 2009

Nunca pior.

Eu só estava ali por uma razão. Talvez duas ou até seis. Mas a principal não era bater papo. Muito menos rever a familia. Mesmo assim, nunca me senti tão bem acolhido como a demonstração de saudade de todos. Eu imaginava isso na minha cabeça, tanto e tanto tempo. Eu ouvi perguntas e também carinho. Eu senti que pertencia ali, mas não tinha mais nenhum lugar vazio. E tinha outro menino pra comer. Talvez, o tempo que eu ficasse ali seria o tempo que ele não mostraria as caras. Não desceria pelas escadas e não sairia do quarto escuro. Talvez por medo, o que eu creio que não, mas vontade.

Eu revivi cada sensação que meus sonhos, ou memória custaram a recriar, mas nunca tão perfeitos como fazia. Eu sabia! Ah, eu sabia...Nada jamais poderá se comparar ao teu encanto. Porque nesse, eu canto, e crio a minha terra do nunca. Sem mais convites. E aqui onde tudo faz sentido. Teu nome percorreu meu corpo, e cada vez que era citado, lembrado, vivido eu me sentia mais por fora, inconviniente, morto.

Eu não sei como deixamos isso ir tão longe. Você se lembra de como eramos? Porque eu acho que fizemos uma burrada em deixar tudo se esvair como areia, pelos dedos. E nos resta tão pouco pra aproveitarmos. Desde o começo sabiamos que seria o último. Porque então não durou? No último natal eu te dei meu coração. E faltam 13 dias pro próximo. Eu desejo te o melhor. Eu desejo que você consiga teus sonhos, um á um, por merito teu. E as glórias viram, junto com o teu brilho. Querido, eu não guardo qualquer sentimento por ti, se não amor.

Back to Black.

Se lembra da primeira vez que te escrevi? Um abraço foi tudo o que esperei em todos essas longas estações na qual nevou sem você. Eu nunca me senti tão pequeno e frágil e talvez o teu superpoder pudesse ter feito o mundo parar de girar. Você sempre soube que sua voz me faria ficar. Como me deixou te deixar então? Como eu prometi...eu estarei aqui, com uma xicára de café e biscoitos. Eu tenho tantas histórias para te contar, mas primeiro você. Me traga noticias, porque eu andei longe. Eu andei por ruas contrárias as que eu quis. Eu não disse nada, outro pedido teu. 'Dispense Ois e Tchaus'. Pensei em dizer 'Volte pra mim', mas acho que no fim o que foi dispensado primeiro fui eu. E tua escolha foi feita. A minha também, por isso, permaneço aqui, de braços abertos pra esquecer toda essa história. A música que disseste lembrar de mim, foi o tema do meu inverno. E nenhum drama tem sido tão duro quanto a realidade. Todo o dia, uma rotina de cansaço e solidão. Eu estive me perguntando onde você está agora? Eu sei que eu não estive, não deixei um número para você ligar.

Você precisava de amor. Mas isso doi, amigo. Eu sei bem. E por isso não queria te deixar só, porque eu não conseguiria desmentir cada texto, respiração e ameixa aqui plantada. Eu queria poder fazer isso menos obvio, te impressionar. Mostrar que o tempo me fez ser alguém diferente do que você deixou. Mas eu aparentemente permaneci igual no meio e tal universo que eu não me encaixo. Deus, eu nunca precisei tanto de você. Eu não vou te culpar, nós sabemos. Eu não sou um juiz e nunca pretendo acusar ninguém. Porque eu estou muito longe da perfeição, talvez eu caminhe no sentido contrário dessa conquista.

Agora sobre mim, quebrando qualquer barreira ou desejo meu em ti. Eu honestamente me confundo com as certezas que eu sinto. Eu te fiz meu mundo e rezei por não sobreviver ao fim. Mas novembro chegou ao fim, e com ele levou toda a esperança. Você estava aos poucos sumindo...Sua voz estava menos nitida, seu rosto estava distorcido, eu não te reconheceria. Eu então tentei te recriar, porque eu precisava me despedir e uma vez com a porta aberta, você se alojou em qualquer visão minha. Eu mudei tanto, o que você diria de mim? Eu repeti isso pra mim a cada noite que eu estava só e precisava de você. O que você estaria fazendo? O que você estaria pensando? E agora? Quem me devolve o tempo e me dá recompensas?

Poesia se fez quando a campainha tocou e o portão se abriu. Tanto tempo havia se passado e eu estava ali, exatamente do mesmo jeito, eu até poderia inventar uma data. Começo do ano, estava chovendo, eu deveria ter almoçado macarrão e provavelmente chegaria em casa após muitas risadas e doces palavras de um menino surreal. Eu poderia fantasiar que você escolhera viver naquele segundo em que as palavras abandonaram tua boca e me fizeram querer fingir me enganar da certeza que estava completo. Eu poderia mentir dizendo que você ainda é o meu número um. E que tua lista ainda permanece sem negativos. Mas sem dúvidas, eu jamais poderei retirar uma certeza. Eu não quero e por mais que eu achasse que um dia conseguiria, eu não vejo porque. Eu não desejo mais ninguém. Eu não sinto que mais ninguém entenderia ou faria tanta falta.

Com amor,
do seu maior fã.

sábado, 5 de dezembro de 2009

Last Time I saw you, you turned away.

Parece que depois de te compor, eu te perco. E você se esvai no tom errado e mesmo desafinando a música prossegue. Uma hora eu ei de acertar e quando chegarmos no fim, eu sei que estarei só. E não me incomodo. Porque eu fiz o meu melhor pra você. Cada desculpa esteve lá, mesmo que o perdão não mais mude o que você chama de consequências. Por fim, eu me encerro e declaro que nosso fim foi um sucesso. O público aplaudiu. Mas ninguém foi capaz de perceber o que ali se concretizou. Todo o concreto que ali se perdeu, se quebrou e pra sempre talvez esteja solto.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Você não vê?

Eu sei que eu sempre fui de mentir, mas pensei que a você eu não enganasse de jeito algum. Talvez, seja como nós nos viamos há anos atrás. Ou você talvez esteja ocupada ou até cansada demais pra me olhar e perceber qualquer novidade que não lhe convém. Eu realmente queria tempo. Mas não pra te explicar ou contar meu dia, e muito menos ouvir o teu. Eu queria sentir vontade de ser como eramos, eu queria sentir vontade de te procurar, vontade de ser mais do que eu tenho sido. Mas eu tenho me dado melhor sozinho, tenho criado minha segurança graças o meu medo que veio de ti. Apararentemente, o tempo que foi me dado já foi cobrado. E o pouco que agora eu tenho, você faz pouco caso.
Infelizmente, você não sabe quase nada do que eu me tornei. E não faz questão. Tantas vozes, tantas vozes me alteraram. E quando eu precisava de alguém? Cadê? Cadê eu mesmo? Cadê essa outra parte de mim que prometeu me impedir de errar novamente. Eu achei que errar já fosse obrigatório, já que ninguém está vendo. Nada é pra sempre. Nada destroi, nada concerta.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Me sinto mal.

Cada dia voa mais que o anterior. E eu só percebo que estou perdendo, quando os vejo vencendo mais um dia. Eu que ganho ou perco sozinho, não me enxergo mais as cores, os papeis de parede, nem os rostos de quem me toca. Eu ouvi todas as novidades do dia, da semana, do mês. E naquele sofá meu lugar parece ocupada. Ou mesmo vazio, não há esperança. O tempo me jogou fora e me afastou de toda a minha natureza. Os meus sonhos e meus amigos estão sendo esmagados, sem merecerem. Ninguém tem culpa do que fomos amaldiçoados. Meu humor está no fim e esse pessimismo está sempre por perto. E quando digo sempre, digo cada segundo. Constantemente. Eu queria ter mais tempo pra poder dizer as coisas ou pra poder prolongar a noite. Rir. Eu sinto falta de me sentir livre, de beber, de fumar, de me auto-destruir em grupo. De cair. De levantar. Eu sinto falta de me sentir vivo. De não ser tão responsável. Eu sinto falta de me apaixonar, de chorar por alguém.
A cebola me obrigou a dizer a verdade que eu jamais resistiria a aceitar. Eu tenho trabalhado duro em nome de uma coisa que as vezes me soa ser o tempo livre, o tempo que sobra, o tempo que me dão como esmola. Eu queria ser especial e ser notado por esse esforço, mas nao é por isso que eu o faço. Toda segunda, terça, quarta, quinta, sexta, sabado e domingo. Não é por isso que eu finjo não ouvir, que eu acordo cedo, que eu estudo, que eu morro toda a noite. Que eu sofro calado. Que eu não desisto.

Aceite o fato que eu não pertenço a esse ato. A tua peça. A tua história.
A minha história, face a face. Persona. Só.
Eu enxergo uma unica visão e ela é composta por um personagem só.

Se algo mudasse, se algo soasse melhor,
Mas eu nem consigo me mexer com medo.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

They knew better.

Eu já me olho no espelho e não enxergo mudança alguma. E caminho pra trás quando temo em afirmar que estou pronto. Eu lavo minha mãos numa sujeira que eu sei que faz parte do meu sangue, o mesmo que pulsa e te expulsa de mim. O mesmo que me purificou e me auto-destruiu quando eu precisei morrer pra sobreviver a toda a sua falta. Eu ainda não aceito. Você se tornou tão presente em inexistência que eu jamais poderia estou só. Mesmo você jamais estando por perto. Eu deitei no chão, olhando pro teto branco, não pudi ver o céu. Mas eu tentei te sentir. Eu tentei procurar por você e as probrabilidades de todos os lugares e pessoas que você estaria. De qualquer jeito, você não é mais o protagonista, se tornou apenas um dos fantasmas que caminham feito algemas que me libertam do presente.
Eu diria que o dia se passou rápido, mas eu me senti mal com o mundo. Briguei com Deus e discuti com todos os seus filhos. Eu não me orgulho de ser tão teimoso, não. Mas eu estou me cansando dessa ignorancia a qual fui amaldiçoado. Eu tive nojo de todos que dividiam o sofá comigo quando as risadas vinham de tudo o que eu abomino. De tudo que eu me recuso. Que eu me afasto, me esquivo, ignoro. Eu quis chorar por cada vida que eu não conheci. E me senti um lixo em ver como eu já as devorei e o fiz sem arrependimento.

Eu quero encontrar um caminho que me torne vivo. A minha respiração parece procurar por ares que eu não senti ainda. Eu já me apaixonei por esse personagem e isso foi quando eu era inocente. Eu também já me entreguei a olhos exatamente iguais aos teus e aos mesmos lábios. Eu diria adeus ao amor, porque ele aparamentemente não se comprometeu a me dar finais felizes. Eu podia dizer que estou começando a me cansar das mudanças. Eu poderia voltar a fazer listas do que eu espero e do que eu já encontrei. Dos nomes que eu me entreguei. Dos sorrisos que me fizeram seguir caminhos errados. E das qualidades e defeitos de cada amigo meu que hoje esteve comigo. Mas eu vivo me desfazendo.

Um dos meus garotos hoje estava como eu já me vi tantas vezes. Ao chão, ele não desejava se levantar. O vazio estava o enchendo rápido demais pra eu poder abraça-lo. Eu resisti a fumaça que me faria humano.

As dores de cabeça voltaram. Já estava tão perto do fim de novembro. As dores no peito, o coração partido. As flores que eu plantei pra quando você fosse apenas uma frase e uma foto. Pra quando você estivesse longe e o mais próximo que eu pudesse chegar fosse dessas flores mortas.
Como todo texto dedicado á você, eu deveria me despedir sem consolações. Sem palavras, porque foi assim que o mundo parecia terminar, com a tua ida. Mas eu me enganei e todos eles sabiam como você estava me enganando. Como eu estava me enganando. Mesmo assim você parecia ser único. Talvez, tenha sido. Talvez, não.

Compre um novo sorriso e vista. Porque o meu está apontado para o meu espelho. E parece que só a só, eu posso me sentir bem. Talvez, seja que eu tenho passado tempo demais assim e o único sonho que eu tenho, a única coisa que me traz a vontade de sonhar, é domingo. Ah, domingo...Quando o dia for meu. E for o meu show. Então, será a minha vez. E mesmo que não dure, vai ser eterno e tudo o que eu posso alcançar. Cinquenta minutos. Sorrisos, vozes e melodias;

domingo, 22 de novembro de 2009

Sem mais.

Let´s go out for a drink
Would you mind if I drink it all by myself?
Actually, do you mind if I go by myself?
Do you mind if I don´t wait anymore for you
And start eating all of our food, our dreams, our life.


Eu costumo a resumir os humanos em covardia. E os não-covardes em heróis. E eu já fui bem mais heroico do que como amanheci hoje. Mas também tão mais humano e vunerável. Tão mais
prepotente e covarde. Eu me pergunto o que você diria de mim daqui a dez anos, quando meus
sonhos forem um fracasso ou serem tão visiveis quanto um dia você foi. Tão reais, tão vivos.
E eu então me ignoro e todos os meus medos ficam logo abaixo da minha cabeça, tento não ver
que estou dietado sobre todos eles, espalhados pelo chão do meu quarto, da rua que eu
abandono, do vento que eu ignoro, dos sons que eu me programo pra não lembrar. Assim como eu me cortava e me matava em cada riso falso que escapava de mim com tanto esforço, assim como eu fujo parado, sem sair do lugar. Sem desviar o olhar, mas acredite, meu bem... Eu não estou aqui. Estou lá fora. Seja com toda essa fumaça ou sangue.

E eu que sempre estive mais preocupado com quem você seria mesmo ciente que nunca repartiria teu tempo ou sabedoria comigo. Porque eu não estarei aqui por mais muitas estações. Mesmo que por dentro eu soubesse que nenhum passo teu seria usado atras de mim, eu quis te ver grande mesmo com o pequeno retorno. Decanse, porque eu estou cansado demais para te
escrever. Tantas vidas abrigaste em mim. Tantos sonhos contrui com teus fracassos e soldados
abandonados. Eu hoje aceito o nosso fim, o teu recomeço...O meu renascimento. É só uma despedida porque eu vejo como os teus olhos estão distantes e o tuas marcas se apagando de mim. Nenhuma carta mais no meu bolso e nem tua voz no meu travesseiro. Sem lembraças nas paredes. E tudo o que me fez te ver surreal está em todos os outros rostos que eu toco. Eu respiro outros nomes e seu jeito está tão fácil de suprir. A cada dia mais, eu te deixo ir mais longe...E eu nem sei mais se conseguiria te trazer de volta. Eu aceno e do porta-malas você me vê acompanhado. Eu me faria menos forte pra te manter aqui, mas eu não consigo mais te recriar. Faz tanto tempo, faz tanto mal. Eu não sinto necessidade e isso me faz ver como as promessas estão sendo quebradas. Todo o sempre ficou preso em alguns versos, mas não em mim. Não se prendeu em mim mais do que sete meses.

Essas televisões de vidro que meu carro liga. São capazes de me mostrar todos os sub-mundos
que o mundo omite. Eu só seria capaz de vê-los se eu fizesse parte. Mas eu se eu quiser
olhar (quem quer olhar?) que poderia fazer a respeito, sem viver isso. Sem sofrer disso. Sem
me aproveitar disso. Eu não sou um herói. Quando tenho medo, eu corro. E rápido eu me sinto
patético. E obviamente, me transformo em vazio. Mas eu tenho andado tão cheio de vazios
preenxidos. O mundo me ofereceu a verdade e a inocencia respondeu por mim. No segundo que
sorri, toda o antigo mundo que conheci se desfez. A inocencia se afastou de mim e eu não era
mais um menino. Estava sem tempo pra brincar ou disperdiçar em bebidas e mais cigarros. Larguei tudo, abandonei o medo. E decidi então começar a ser o que meus sonhos eram. E a noite foi perfeita, mas não foi nem um pouco satisfatória. Era o lugar perfeito, e os dois meninos estavam prontos pra tudo. O sorriso está pronto, os lábios estavam entregues e até mesmo a noite suspirava. Mas algo ali não existiu ou ficou pra mais tarde. Algo ali não respirou, não viveu, não se manisfestou. Na despedida, os sinos não vieram. E o trolebus parou, eu olhei pra trás mas não havia mais nada não-terminado. Era a hora certa de ir embora, sem arrependimentos ou vontades. O noite estava certa e só me restava dormir.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

O tempo.

Deus, eu não sei se me arrependo. Mas eu sei que me sinto bem no fim de tudo. Eu não fingiria superioridade, quando eu ainda não consigui me livrar dos caláfrios de te ter por perto. Eu ainda me importo, seria mentira ou covardia negar. Mas eu não daria um passo amais, não mais. Eu acordei otimísta e sinto muito por não sentir nada além do que você já se tornou obvio e previsível. Nós ainda estamos na mesma cidade e nos mesmos lugares. Sinto falta do teu brilho se expalhando pela cidade e iluminando minha mente com ideias e inspirações, mas eu criei uma barreira anti-você. E você nem faz ideia de como os dias tem sido sem você, como minha vida seguiu e você não se importa. Como nunca fez.
Eu deixei a saudade quando vi que nunca poderia te levar. Eu abandonei os sonhos quando vi que a tua realidade já estava feita. Eu entendi que as coisas acabam e tendem a ser melhor assim. Depois da dor eu entendo a naturalidade do mundo. Eu não aceito ou me rendo, mas eu entendo. Eu tento entender e não relutar. A sua música está pronta e logo será gravada. E assim, eu terei pra sempre pedaços de você, os bons que me fizeram quem eu sou.

Se eu te impedi de me manter preso e intocável, eu jamais saberei. Porque por mais que o tempo me obrigue a ver que não estou mais morto ou indisponível, ainda me pego deixando escapar teu nome. Nada mais te traz pra perto e eu nem sei se deveria querer isso. Mas quando estiver livre e precisar de um café. Eu tenho boas histórias pra contar. Eu tenho uma vida inteira pra dividir. E sempre há um lugar pra ti. Sempre houve. Mesmo que agora não seja mais o que você quiser, mesmo que agora você não seja a razão de mim. Não seja a verdade. Não seja a luz ou o brilho. Seja apenas mais um garoto, mais uma compania, mais uma tarde.

domingo, 25 de outubro de 2009

ABC

Eu sou um homem de palavra, não que ela seja honesta ou verdadeira. Mas eu gosto de falar, eu gosto de mentir e eu gosto de fazer de conta. Eu gosto do som das palavras, eu gosto de carregar o valor e o sentido em cada silába e eu gosto do jeito com que elas ferem ou curam. (In)Felizmente não se pode retirá-las. E eu não faço questão de ocultar qualquer uma das minhas. Afinal, tenho muitas e quase todas são minhas favoritas. Eu só não me sinto bem em usá-las contra você, garoto. Mas palavras são a minha especialidade e minha única arma. Então, atire-as de volta pra mim e tente quebrar todo o meu mundo.

V.

Effy.

Eu não estou acostumado a pessoas que se importem. E o meu maior medo de me quebrar, me fez errar. Eu queria fazer aquilo comum e ignorar todas as fantasias que a noite me vestia. Eu comecei, então, pela auto-destruição. Eu fiz as coisas erradas, as quais eu não precisaria. As quais não se satisfariam e muito menos me trariam solução, vontade ou resistencia. Eu segui então a procura do motivo de eu estar ali. Eu o encontrei deitado com a música alta levando-o para outros lugares a quais eu não fazia parte. Eu deitei, arrependido e querendo repetir desculpas. Ele disse 'Você demorou'. E a lua sorriu ao meu renascimento. 'Estava te esperando' e eu me senti vivo. Abracei-o e senti cada parte do teu corpo encaixada em mim e cada respiração e existência soando harmonicamente. Eu deixei meus labios cairem nos seus e mesmo sabendo que não estava em condições de diferenciar realidade de mera imaginação, eu pudi ouvir sinos. Como aqueles de natais, que trazem esperança, carinho e amor. Eu fui surpreendido pelos teus olhos cheios de sinceridade e douçura. Eu não resistiria, nem por medo. Eu fechei os olhos e poderia fazer aquele momento durar dias. Eu fui despertado pelo dono da festa para que fossemos pra fora de casa. Todos então começamos a subir as escadas. Eu disse, como única resposta 'Você é diferente'. Ele sorriu e disse 'Eu sei'.
No meio do caminho das escadas sem fim, a verdade me derrubou alguns degrais. Mais rápida que minha boca e minha decisão. Eu pedi concelhos e vi que não poderia confiar naquelas mãos que me ofereceram. Seu rosto era triste e bravo. E mesmo assim, continuava lindo e doce. Eu tentei explicar as coisas, eu tentei retrucar qualquer coisa que provasse quem eu era. Mas meus atos falavam por mim quem eu me tornei. E eu não pretendo continuar assim. Eu não pretendo regredir quando eu tenho um mótivo pra me refazer melhor, melhor do que qualquer esboço que já desenhei.
Depois do perdão, ele estendeu sua mão e me levou pra casa. E sem sono, ficamos dividindo pensamentos enquanto o sol se demorava a chegar, por um pedido meu de mais horas, minutos, nem que fossem segundos, ao teu lado. Eu me sentia bem e querido. Como eu já disse, não estou acostumado em me sentir assim. E quando recebo, eu sei que eu não valorizei e podiamos estar em outros assuntos.
Ele me contou a verdade do mundo e como estamos enlouquencendo preso nessa cidade. Eu lacrimejei e disse que não era justo. Que eu não podia aliviar a culpa de matar, de sobreviver, de ser forte. E mesmo toda a angustia entre nós, eu não me senti só, eu me senti tão bem. Quando ele disse 'Amor' e passou seus dedos no meu rosto, eu não pudi recusar outro beijo. Outro desejo. Outro e mais outro e quantos mais eu pudesse oferecer de mim.

Estranho, mas eu sentia que eu tinha algo pra lhe oferecer e talvez ele quisesse isso de mim. Ele quisesse ser parte de mim. Atrás de mim, me abraçando, pudi olhar o céu e estar completo. Eu estava salvo de qualquer necessidade de escape. Sem mais cigarros, bebidas, corpos, mentiras, auto-destruições...Sem mais necessidades. Por fim, ele se rendeu ao sono e caminhamos até o quarto. Eu fiquei olhando admiravelmente e ele se envergonhou rápido demais pra que eu pudesse disfarçar. Deitamos um ao lado do outro e por fim, ele me abraçou e fechei os olhos, com os teus braços no meu peito e mais alguns sinos.

Eu acordei algumas horas e pudi te apreciar. Eu pudi te ver meu. Eu pudi me ver seu. E não era pura arte, teatro, costume, impulso, era apenas eu mesmo. Eu tive que mudar de lugar, pra mais longe, porque não podiamos ser vistos juntos. E eu fiquei ali, ainda o fitando até o sono me ganhar e me por ao teu lado, outra vez.

No dia seguinte, as flores pareciam vivas e coloridas. E ele se sentou ao meu lado, perguntou se eu havia dormido quando estava com ele e porque me afastei. Eu disse que não havia noite melhor e teu sorriso já pagou todo o meu medo e divida em ser covarde. Quando o telefone tocou e eu sabia que estava me despedindo, cada segundo. Eu então repensei em cada segundo ali vivido e no caminho de volta, a cama elástica onde abrigou o nosso abraço permaneceu ali. Mais algumas labios nos meus e mais algumas borboletas enlouquecidas.

Eu sei que desapontei, mas a tua espera resultou em minha alegria.
E agora, talvez seja a minha vez, e eu esperarei. Porque eu quero fazer isso dar certo, porque você é diferente, tua preocupação me faz me importar mais comigo mesmo e teus olhos são os que eu desejo ser seguido.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Peter Pan.

Pra nenhum lado, pra nenhum braço. Não me ofereça o seu, garota. Porque sou eu que estou sem os meus pra me entregar. Essa música que me traz todo o ano passado doce, o mesmo que não posso experimentar um segundo mais ou novo dessas lembranças. Deus, eu me vi sem qualquer fioi ligado á ele e mesmo assim um sorriso se fez entre o meu medo e amadurecimento. Meus dias tem sido inéditos. E eu sinto falta de cair em gelatinas* e acordar como dormi. Sem um fio branco ou memória amais ou amenos. Eu resistiria a todos aqueles sorrisos porque hoje eu sei á onde me trariam. Eu errei e as horas não me fariam o protagonista da tua vida, qe uma vez que nos cruzamos, se resumiu em espera. Eu estava tentando girar sozinho contra cada volta que o mundo rebatia. Eu poetizei medo e pedidos de socorro quando estava em minhas mãos vida. Eu me afastei de todos mesmo quando os enganei com minha presença sem alma. Eu não posso mais viver de textos ou distrações. Eu não posso mais viver por algum coração destroçado que enfim encontrou paz no meu vazio. Eu não vejo mais cadeira alguma ocupada, vocês estão muito longes para que eu possa ouvi-los.
Talvez, eu já estava me repetindo. Em versos, em erros, em palavras e em personagens. Eu já fui bem mais do que eu fui nesse inverno. Eu estou tentando me refazer em um esboço já terminado. Eu preciso de algo novo, mas não pessoas. Porque eu estou cheio de pessoas e suas mentiras.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Cap. XX

Eu me vejo agora sentado, preso em rimas que não dizem muita coisa. Mas ninguém prestará atenção, porque estamos todos ocupados com o medo. E eu sobrevivo a tudo e ao nada que ecoa em mim. Eu já soei tão autosuficiente que quebrei pessoas e nem ao menos pudi perceber o quão mal posso causar. Eu me fiz todos os personagens que eu precisei sentir e me vi vivo e morto tantas vezes, mas ainda estou aqui, certo? Então, nada foi tão real assim como eu senti. Meus dias se esgotaram dentro do Doblo preto e eu não poderia estar mais satisfeito. Mesmo assim, ainda sonho com a nossa volta e um último passeio. Mas se eu realmente precisasse disso o telefone já teria sido usado, os números discados e a voz saido. Mas não, a voz falhou. O telefone foi escondido e todas as minhas sombras me alertaram 'Deixe estar'.

Eu me lembro de me sentir seguro porque depois de qualquer tempestade sempre haveria aquela menina. E assim, excluo todas as outras. E excluo todos os outros sorrisos e olhos que eu procurei. Eu tenho curiosidade e tenho vontade de conhecer tantos universos e pessoas. Minha ambição pode ter arruinado tudo, já que me sentir vunerável é extremamente bom quando é mera boboeira porque nunca estive só.
Mas quando todo o meu medo se fez realidade e eu perdi tudo o que eu troquei. Eu me vi com todo o resto que me havia sobrado e com sorrisos por eu estar de volta. Mesmo assim, eu não me cansei de ser egoísta e me fiz alguém quebrado, despensando todos outra vez. Nada me satisfazia e nada me traria o que eu deixei ir embora.
Meus traumas foram de novo abertos, com uma faca maior. Eu ainda não pudi perdoar e isso é autodestrutivo. Mas eu me vejo livre de recaidas. Eu sou maior que tudo. Como você dizia, eu sou maior do que isso. Do que esse sentimento e do que eu me fiz. Mas agora suas palavras soam irônicas, parece que você acha que eu era e agora minha mudança foi permanente. Veja, eu nunca sou permanente. E nós dois, não pertencemos a ninguém. Nem a nós mesmos. Mas eu gosto de me enganar e te chamar de minha e me entregar á ti.

O tempo voou pra mim e eu não pudi me despedir de cada fase que eu criei. Eu não posso te obrigar ou pedir pra ficar, porque eu sei que quando estavamos em papeis trocados, você não o fez. Talvez, devesse ter feito. Deus, nós eramos... Nada nos denominava e o tempo não parecia importar porque eu era certo que até onde ele durar seriamos eu e você.
E eu quero isso. Mas também não posso dramatizar tanto, até pra mim seria errado. As coisas não acabaram, apenas mudaram. Só não soe como coisas naturais, porque eu estou cansando dessa naturalidade na morte. Na vida. Nas coisas.
Eu não quero me acostuamar com isso. Eu quero ser do contra e repetir que isso está fora do controle e das minhas mãos.
Essas frases e sentimentos dos outros de tarde demais. Não é como nós somos ou faziamos. Eu era a exceção e a razão de tudo. Assim como você nunca se juntou aos outros ou foi comparada.

Eu preciso ir.
Eu preciso sair.
Eu preciso fugir.
Eu não quero mentir.
Eu só não vou mais fingir.
Talvez, seja a hora de reagir.

Novos amigos.

Atrás de todo o sabor, eu estou. E lá também estão duas senhoras, irmãs, um menino de vinte e pouco anos, sem pais, e um casal de noivos. E esses tem sido as pessoas que eu mais tenho visto e mais me feito bem, por todo o feriado e as chuvas que lhe acompanharam.
Então, a correria de servir, de montar caixas pra esconder mais sabores, o corte exato me fez alguém melhor e menos solitário. Eu de luvas e uma máscara que esconda meu sorriso inapropriado, mas vivo em cada segundo demorado e hora ainda não passada. Trabalhando.
E se eu pudesse permaneceria ali até o fim do ano, até as dúvidas sumirem. Mas quando o carro me pega e estamos de volta nas ruas, o céu não me atrai e sem sono, eu relembro coisas que eu não teria á quem compartilhar. O cansaço...Maior que meus pés, ombros, ouvidos, boca podem contar.
Eu jurei, quando decidi o novo nome que estaria independente de qualquer coração. E eu tentei e peço desculpas quando se sentiu frágil, sem apoio. Mas eu nunca soube diferenciar teu medo, tua vontade com a tua reprovação.
Desculpe, garota. Mas eu não posso contar com você. E com nenhuma das outras. Isso é tão pessoal e eu jamais diria isso de novo. Eu quase cheguei a expor meu peito inteiro á um menino que hoje, todos nós sabemos, onde e com quem está.

E o que era precisso se tornou só vontade
E a vontade é mera impressão
E ao declamar em versos eu já a abandono
E mais uma vez me vejo ao chão.

É triste ver teus olhos refletirem solidão, eu não sou mais capaz de te fazer querer voltar. Porque eu não sou mais quem encaixava perfeitamente no teu sorriso e nós deixamos todas as antigas conversas e todas aquelas barreiras, aquelas histórias que NUNCA serviriam em nós nos fazer quem somos. Você sabe se cuidar melhor do que ninguém. E eu fico feliz que esteja a salvo, mesmo que eu não perdoe minha necessidade de te ver aqui.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

A verdade.

Acima de tudo, eu te coloco todo o meu peito na mesa e se você quiser fazer apostas, eu dobro. Porque eu só quero aliviar os meus pensamentos, indiferente agora da sua opinião ou do caminho que ela te leve.
Você não tem sido nada do que eu preciso como não tem se adaptado a cada fase minha. E não venha me dizer que você me conhecia, porque eu mudei. Então, supere isso ou desista. Se ficar só te faz bem, permaneça. Mas não se esqueça, isso não será opcional pra sempre. Não vou tentar me tornar inesquecível, porque eu serei enquanto você for quem eu fiz e me inspirei.

Eu estou lutando sozinho por tudo o que eu acredito. Você pode me tornar culpado, mas a consciencia dirá a tua sentença e nós sabemos que você nunca moveu um dedo para nos reaproximar. Você chorou calada e escreveu cartas. Mas você não tentou, assim como não me abraçou quando o mundo se quebrou e até hoje eu não fui capaz de colar.
Talvez, não percebeu que eu sempre achei que existiria um 'nós' e não duvidei. Eu não me senti inseguro um dia se quer, porque eu sabia o que significa minhas palavras e eu as jamais traria de volta pra mim. Talvez, você tivesse dúvidas e as mesmas te sussurraram loucuras e te fizeram outra pessoa que eu não posso reconhecer. Teu jeito doce se fez amargo e tua risada se tornou falsa. Gostaria de impedir o mundo de girar, por hoje no mínimo.
Mas já tenho barba e tenho que trabalhar. Estou pronto para perder meu herói e viver a minha vida. Eu cresci tanto, só. E você nem pode assistir, porque estava longe demais pra me enxergar por inteiro. Só viu o que os seus olhos mentiram e o que a sua boca não disse.

Eu ainda preciso de você e ainda te amo infinitamente. Mas eu não posso ficar me deitando com dores e saudades. Que se desfaça em proza e se torne eterno em letras tudo o que vivemos. Eu preciso ir...Por favor, não me deixe ir só.

sábado, 10 de outubro de 2009

N.

Hoje eu já não saberia dizer se ainda te amo ou se eu te odiaria se me deixasse. E eu apesar de saber que não é certo, não me importo em fazê-lo. Eu ignoro o que nos machuraria menos e digo sem hesitar o que meu coração pede. Mesmo sabendo que me arrependeria nos segundos depois, mas eu diria, com a maior honestidade que posso atingir. Eu não posso ir mais além do que estou, então espero que você faça a sua parte. E tome uma decisão. Só não se mantenha indiferente. Porque se eu ainda te conheço, eu sei que não somos capazes de nos esquecer.

Dramatizar sempre foi o nosso forte, cara amiga. Sempre foi minha intensão e minha forma de demonstrar o que eu jamais poderia dizer sem rodeios. Hoje eu escrevo-lhe o meu melhor, em pequenas palavras que possam transmitir minha vontade de mudar. Se você não estivesse desistindo mim, não diria facilmente, mas sem dúvidas encontrou seu limite.

Eu diria que cresci, mas seus olhos parecem não querer mais assistir qualquer melhora ou fracasso meu. Eu já senti essa desaprovação e você disse que era medo. Hoje eu não sinto medo algum seu, apenas sinto você se desfazendo de nós e criando algo novo, onde eu não me encaixo. Porque não podemos parar o mundo de rodar? Eu queria guardar esse tempo que ainda tenho, que ainda te atinjo, que ainda te faço ouvir.

Talvez, no fundo da piscina. Agora eu sei que eu não conseguiria nadar. Eu me encontre e me sinta melhor. Mesmo assim, eu acho que terei de viver desajustado, sem me sentir de novo. Viver pelos outros é mais díficil do que morrer por eles. Eu simplesmente não sei se posso mais. Quando tenho tantos desejos de me prender em versos e me soltar, me livrar da necessidade de amor, de ar, de vida.

Eu não terminei com o seu mundo. Eu não estou satisfeito do que vivemos. E você jamais insistiria em dizer que ainda existe vida sem você.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Ghost.

Agora que todos estão longe de casa, eu me questiono. Eu posso, em voz alta, revelar meus segredos porque ninguém mais pode ouvir. E aos poucos vou os tornando em meros fatos. Estou mudando, ainda. E decidindo qual caminho me fazer definitivo. E isso é bem dificil, meu amigo. Porque ao inves de me virar as costas, não me faz seguir o caminho certo?. As pessoas estão respeitando demais os meus direitos de ser quem quero do que prometeram em palavras. Talvez, não devesse me deixar cair e tomar mais uma doze. Me diga quando parar e me faça parar. Nem que seja necessário um murro. Antes um nariz quebrado do que um coração. Antes uma palavra amais dita do que partir sem despedida.

Eu não consigo perdoar, ela me disse isso. Porque ela sabia mais de mim do que eu mesmo. E eu não consigo mais pensar nisso. Deus, ela está sendo igual á ele. E eu vou me parar antes que eu diga coisas que eu nunca deveria pensar. Eu quero aquela certeza que um dia a sós me traria. Mas você parece começar a desistir de mim. Seguir seu caminho. Usar a sua individualidade e me por em indiferença.

Talvez seja apenas saudade ou vontade, mas nunca necessidade. Então, você já terminou com o meu mundo? Já está satisfeita? Por favor, retire minhas palavras de mim e mostre quem você é. E quem eu deveria ser. Eu ainda não me fechei e não me fiz aquele que você odeia. Mas estou perto disso, a cada dia.

Uma menina se magoou comigo. Eu sei que eu não poderia me destruir. Iria ferir demais. Principalmente á ela. Mas eu também precisava me apagar. Se um dia fui chamado de estrela por algum olho encantado, eu me desfiz e me tonrei como me vejo, sem brilho.
E eu costumava a ter medo que mais alguém pudesse ver como meus olhos me fazem. Me reduzem em falhas. E sonhos não-realizados. Eu sou um grande fracasso, mas cheio de coragem.

Hoje eu decidi que me retiraria de mim. E sem repetir, iria me ausentar em ar, vida. Eu estaria ali, a qualquer momento, a qualquer leitura. E mesmo não sendo o suficiente, seria o meu melhor. Mas eu já não sei mais. Eu só não quero me tornar uma copia. Mesmo sendo esse lixo que me tornei. Eu ainda me sinto eu mesmo. Talvez, esteja sendo mais eu mesmo do que eu fui quando tentei ser ele.

Eu honestamente só peço á menina que tenhas coragem. Porque se você escolher seguir o caminho mais difícil e tente ignorar todo o nosso tempo gasto e marcado. Então, que tenhas forças... Mais do que eu seria capaz de te oferecer. Eu realmente sonho com a tua determinação e me ofenda dizendo verdades, que eu sei, que tens pra mim.
Ah se uma conversa pudesse resgatar quem éramos. E se essa mesma pudesse te trazer mais pra mim.
Você se manteve por nós dois, o que eramos. E quando eu não era mais nada, você atuava os dois personagens. Você sempre soube as minhas falas e os meus passos. Não se esqueça, ao menos de três palavras e nem de dois olhos castanhos que te esperam.