terça-feira, 29 de setembro de 2009

Rime o teu fracasso em mim.

Se eu pudesse devolver
Cada pedaço teu que ainda grita em mim
Eu deixaria numa caixa em frente da tua casa

Abandonaria a responsabilidade por lembrar
E deixaria a dor acomulado com a saudade
Eu diria adeus a todo meu passado

E se esquecer de quem fomos nós
Eu farei questão de lembrar por dois
Cada manhã, antes de me lembrar de novo
Do novo que eu me tornei, o que eu me tornei sem você

Lanço ao mar, em soneto
O excesso que meu peito
Resumiu em linhas dentro dessa garrafa,
Tudo o que nós sonhamos
Mas fora dessa rima
Apenas o que nos tornamos
Então, sorria

Toda mudança envolve dor
E eu já sobrevivi a minha
Então, faça teu nome passado
Mate cada vento que nos carrega pro outro

Então desfaça do teu nome meu esconderijo
E não devolva respostas
Eu preciso que seja mais forte do que nunca
E me deixe ser capaz de...

Abandonar a responsabilidade por lembrar
E deixar a dor acomular com a saudade
Pra assim dizer adeus a todo você

Eu não vou dar um passo pra trás
Eu não vou dar um passo pra trás
Eu não vou dar um passo pra trás (Faça teu nome me desmoronar)
Eu não vou dar um passo pra trás (Faça meu nome desaparecer)

domingo, 27 de setembro de 2009

I missed.

There are many words that i keep inside me. But some of those i should say it at loud. ´cause if you are my Leslie Burke, i can´t forgive myself if you been gone without knowing how much it was. And honestly, the best people always die earlier, probrably ´cause death just makes sense if you think that it happens for we, human people, remember how short it is.
So, I´m totaly scary, ´cause i know how amazing you are. And i had already missed this protetion, so hard, around me. And you, without thinking, just instinct, did it.
Thanks for smiling at me, and showing me that my world it´s never done. Not with yours.

Love you harder.
N.

Tempo.

Minhas costas estão me matando. Meus ombros têm carregado um peso grande por muito tempo. E por mais que minhas tentativas tenham sido admiráveis, o tempo não volta. Estamos nos unindo e fazendo jus ao nosso nome, mas isso não os trazem de volta. E eu estou começando a aceitar.
Eu caí em depressão quando eu me vi sendo homem. E foi aos poucos que minha inoncencia se esvaia, mas quando todo o resto do frasco foi sugado em uma noite, eu perdi o chão. E anti-ontem, eu vi o meu favorito. O senhor inocencia se entregando ao mundo, à curiosidade. E eu pensei e tentei dizer, mas ferí-lo ou não fazê-lo entender, não traria mais salvação alguma.

Eu refiz meu auto-retrato, cortei a barba e afinei meu sorriso. Eu vesti meu cd favorito e cantei bem alto frases que pudessem me levar pra onde você está. E no meio de todo 2008, no meio de todas as mudanças eu vi que eu estou bem em estar onde estou. Apesar de eu precisar de tempo, porque só quando todos os pontos finais forem acertados e eu leia 'fim', eu poderia seguir.

Eu subo, escorrego e caio, tudo outra vez.
E eu não me despreendo dos meus erros. Eu ignoro os pontos e começo tudo outra vez.
Esse jogo já foi perdido, desde que eu disse que não. Pela primeira vez.
Hoje, pra sempre eu me esqueço.
E me lembro cada manhã, cada piscada, cada respiração.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Velha Guarda Lasts.

Eu sobrevivi, depois de toda a chuva de amigos caidos e anjos despedindo-se em meio a toda a tempestade que eu não achei que veria ter fim. Eu puis uma pedra sobre teu nome e me não me fiz apenas existi. Eu estou recuperando um á um dos que eu me afastei. E eu preciso dizer que eu amadureci de um jeito admirável. Eu errei tantas vezes eu cai e de joelhos eu decidi ficar, sem mãos que podiam virar (ou não) as mesmas que mais pra frente me diriam tchau. Eu sei que você não acredita mais em palavra alguma que eu digite ou soe, mas eu não mais vou citar meus sentimentos quando hoje eles são irrelevantes. Eu sorri, sem planjear hoje. Eu estou caminhando no caminho que eu fiz pra mim. E eu não tive ajuda em todo esse processo, eu estive sozinho, porque eu me afastei ou ninguém quis se aproximar. Mas eu o fiz e hoje eu diria que foi o melhor que poderia ter me parado. Eu não posso remoer o tempo, não sou capaz de voltar o ponteiro e impedir que o relógio bata doze vezes, as doze horas e eu não me faça homem. E eu não me desfaça de inocência.

O antigo pra sempre se mostrou vivo em algum canto do tempo que eu não pretendo apagar. E quando ele chorou eu me lembrei perfeitamente da minha tentativa falha de dizer que eu já me apaixonei por você, desde que eu coloquei meus lábios nos teus e fechei os olhos. Eu vi em você a chance de me fazer alguém melhor e não pudi assumir. Quando as palavras apareceram na minha mente, era tarde. E desde então, eu apaguei o tamanho e a vontade que se abriga dentro de algum passado que ainda respira dentro de mim. Eu quase sussurei hoje "Eu ainda te quero", mas o que adiantaria? Não estavamos falando de nós...Não significou tanto assim, significou?
Antes de melhorar, eu vi como eu pudi deitar no chão e ver o céu. Assistir tudo o que eu não podia ter e me sentir puxado, a gravidade querendo-me ainda mais embaixo. Ainda mais inferior. Mas eu que decidi me levantar, e não desistir. E agora as coisas me soam menos medonhas.

Eu tenho meus melhores anjos com seus melhores sorrisos olhando pra mim, agora. Eu não sei se eles foram capazes de perceber, mas todos nós estavamos hoje abraçados e sendo um só. Se foi apenas uma tentativa de nos enganar e nos fazer acreditar que podemos nos reencontrar, funcionou. Porque eu me sinto esperançoso e me faz lembrar da minha menina.
Eu não sou bom com desculpas, eu sou péssimo em demonstrar arrependimento e para enxergar meus erros...É algo raro. Mas eu dispenso o orgulho por algo maior. Maior que o céu, que eu, que meu amor.

É real e vital pra mim. Eu digo em voz alta e em nomes verdadeiros a minha necessidade e minha alegria em estar de volta em casa. Deus, como é bom estar de volta.
Depois de tantos personagens, eu sou apenas eu. Sem me inspirar ou me fazer de conta. Eu soou o que minha boca diz e minha mente transparece. Honestamente, eu nunca estive melhor. E eu não vou ficar mais novo do que já sou. Eu sou grato, então. Pelo tempo bem gasto, as risadas bem forçadas e pelo amor dado, ele estando hoje presente ou não. Ele tendo voltado ou não. Ele tendo sido pra ele ou pra eles. Sendo ele amor ou apenas momento. Ou apenas impulso.

Apenas Velha Guarda. Lembre-se, menino.
Eu estou aqui pro teu choro e teu brilho. Eu sou seu. Só precisa dizer três palavras, e eu sou seu, qualquer momento.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Soul Made.

Eu tenho um presentimento que estamos de volta na estrada.
Eu sinto que estamos presos um ao outro, pra nossa felicidade.
Oh meu Deus, eu não poderia ser mais feliz.
Oh meu Deus, eu não poderia ser mais do que você me faz.

Não é por impulso que eu admito que eu sou seu. Não é por falta do que dizer que eu soletro sete palavras, sem me arrepender. Depois de anos sendo você e você sendo mais eu do que eu tenho sido, hoje nós estavamos completos. Oh, girl, você sabe o quanto eu sou grato ao o tempo, por estarmos juntos. E mesmo que a minha personalidade tenha sido abalada com as perdas frequentes, sobrou em ti um pouco de mim para eu me abrigar e exergar que eu posso e quero ser mais do que eu me resumi no amor.
Eu não o perdôo, no fim. Mesmo ainda estando na mesma cidade, eu não o vejo e cada dia amais o medo de esbarrar com o passado me faz pior. Não que eu não aguente, eu simplesmente não posso controlar minha revolta por ter sido usado. Eu não posso me perdoar por ter me afastado de mim mesmo. E você acompanhou tanto meus passos. Hoje admitiu em mim os meus erros e me viu como seu. Eu não ligaria de viver em tardes de novembro. Eu me ajoealharia aqui e te pediria para deixar todos saberem que você é só minha. Que os seus últimos dias serão meus. E que somos um só, desde o começo do sempre.
Pega minhas mãos e me guia na sua dança, me faz sentir o vento e todo o tempo me tornando mais forte e maduro. Eu quero deitar no teu peito e ouvir sua respiração, seu ar, seu existir. O teu brilho me acolhe e me inspira em ser o que eu já fui.
Meu palco foi construido por cada tijolo que esteve na parede do nosso quarto, e eu não me sinto mais confortável em subir no palco, toda a noite, se eu não te ver na plateia. Eu, por um segundo, me senti só. Quanta ignorância. Você não está na plateia, você é a atriz principal. Você é o reflexo de todo o meu riso e força.

Ajoelhei no chão e me cortei pela última vez, me desculpei pelos meus pecados e decidi não regredir pra onde tudo desmoronou. Eu vi onde os rastros desapareceram e eu sumi. Eu vivi por tanto tempo no teu coração, menina, e eu não mais me via. Eu me machuquei por me calar e ser ele. Por me tornar alguém dele. Mas isso não valeria o risco, não. Eu me sufoquei com palavras sujas e eu tentei me livrar do meu alivio trazendo-me mais e mais memórias. Eu pensei que podia tornar isso uma eterna batalha e eu venceria todo o tempo. Mas as coisas tiveram fim e mesmo eu sendo o vencedor, fui esquecido. As coisas seguiram e eu demorei três meses para, finalmente, abandonar meu última romance.

Honestamente, você pode me ver perfeitamente. Nesse ou qualquer outro angulo, eu sou seu. E eu não posso me enganar, não posso subtituir. Só você tem essa habilidade de te fazer em mim e me preservar em ti. Nós somos almas gemeas e eu não preciso mais de pessoas ou de atenção. Eu sei que eu tenho seus olhos voltados a mim, cada movimento, cada passo. Eu sei que eu tenho seu coração em cada batida, cada melodia. E eu sei que você me tem em pedaços, por inteiro dentro do que você se fez. E eu me orgulho de ser seu herói, desde que você nunca se esqueça que é my one. The only one.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Hey A.

Sentindo falta, mas a vida tem me mantido distante de você. Seja verdade ou não, os boatos já voltaram. Eu não.

Agora que eu estou sem mais palavras, talvez os textos simplesmente sumam. Eu posso ouvi-lo dizendo 'Ufa, finalmente, ele entendeu'. E você foi rápido em fazer o mais díficil, você teve que se esforçar, pelo menos? E eu achando que eu talvez fosse o mais forte e inteligente de nós dois. Talvez, eu esteja começando a entender.
"Pra sempre" pode porém ser exterminados. Eu me revolto dentro da minha bolha sem ar. E estou morrendo aqui. E eu já me despedi das palavras, não há mais muito o que dizer. Você pegou um lado, vestiu seu uniforme e sorriu pra ele.
Eu estou aqui, como permaneci, imutavel. E quando você se sentir de novo, mudando. É porque mudou. Não só de mim, mas de quem eu costumava admirar. E quando sentir que o mundo girou mais voltas do que você pode aguentar, é porque o surreal fica só no sonhos, darling.
E eu finalmente entendi isso. A verdade nunca me libertaria, se eu não me forçasse abrir os olhos. Ou aceitar qualquer realidade que me jogassem. Não adianta mais criar conspirações, você se entregou. E quando o telefone tocar, eu não vou atender. Não que você possa estar do outro lado, mas aceite. Eu estou indo pra bem longe, agora. Mais do que escola, cidade ou ciclo social. Eu estou saindo do seu mundo. Saindo dos seus olhos. Do seu coração. Eu espero não ter de dizer isso olhando pra trás, mas eu não vejo mais como trazer tudo como antes.
Eu não posso te prometer ajuda, porque quando a casa cair...Eu ainda sou o mesmo, o mesmo que você se afastou. E foi você quem nos desencaixou. Oh, depois de tantos dias. Foram quantos mêses, Misery? Aposto que você já aprendeu a contar. O vestibular chegou. Marque um X em cada prémio que você conquistou. Porque honestamente... Meu ar será poupado. And so is my heart. From you.

sábado, 19 de setembro de 2009

Passado.

O problema é que eu tenho um passado. E quando assumo isso é porque eu prendo todo o resto em memórias. E eu nem me chamo mais pelo mesmo nome. Eu me desfaço então dos outros personages pra tentar algo novo. Mas meu passado está amarrado aos meus pés, não há tão longe que eles não me alcancem.
E quando eu digo, passado. Eu digo você. Onde eu tentei te deixar e espero que não lute contra.
Cada dia mais e menos te sinto em mim. E cada segundo a mais ou a menos não me faria diferente. Eu preciso de segurança. E eu não posso contar com você dessa vez, ou qualquer outra.
Parte do meu passado tem nome. Outra parte eu preferi gastar com meus sonhos. Sem me agarrar aos meus joelhos e apagar a luz. Eu fiz minha própria luz e mesmo que você esteja preso dentro da sombra em mim. Nós sabemos que você nunca pertenceu ao meu presente. E escapar do passado ou de qualquer futuro (que não tivemos) não parece uma escolha que você tomaria ou que hoje eu deixaria acontecer.

Eu jamais vivi só pra poder marcar minhas folhas em branco com histórias. Mas sempre dei como desculpa para a culpa. Que já me perseguiu, sem sorte. Dizendo que não deveria ter me dado assim. Entretanto, eu estou agora dentro de uma estrofe que minha boca decorou. Eu poderia fazer diferente, se eu não tivesse me acostumado. Por isso eu me chamo de passado. Que dentro de alguns dias, serei apenas feito de. Serei apenas o caminho. Serei apenas 'como'. Não o resultado final.

Deixando pra trás...quem sou. Quem esteve comigo. O antigo apartamento de nove anos, a saudade, o medo, o humanismo, a terra do nunca, as cartas, as fotos, o mundo afora, minha visão.
Me tornarndo alguém diferente. Talvez, não seja definitivamente melhor. Mas o que não é passado, é solidão. E eu preciso me olhar no espelho e não me julgar. Eu preciso poder não me arrepender.
Então, lavo minhas mãos. Chamo meu sono e me deito. Assim como morro. Assim como revivo. Tão cedo e tarde. Tão esquecido e permanente. Assim como meu passado, me faço verdade, sem me arrepender, sem me despedir, sem poder me desfazer.

Eu tenho um plano. E dessa vez, não é você. Não é amor.
Já disse, não é passado.
Eu fiz questão de não reagir, e nem mesmo sentir.
Já disse, não temos mais tempo pra isso. Não hoje. Não eu.
Já disse, é tudo passado.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Confesso.

Eu tenho medo. Agora que ele está de volta ao jogo. Eu não sou pareo pra isso. Eu devia desistir, mas eu não mais vendo isso como uma competição. Mas eu tenho medo. Eu não sei. De qualquer modo, não há muito o que se possa fazer. Algumas pessoas estão se afastando cada vez mais, e eu não posso convencê-las a ficar. Eu nem tentaria, talvez. Por mais que ela não saiba, quando ela for, mesmo que eu não aja, eu vou morrer aos poucos.
As coisas tem de mudar. Pro melhor, dessa vez. Estou me cansando da rotina de tragédias. E eu não tenho suporte nenhum. Não venha me dizer que sente muito, porque não é bem o que me ajudaria agora. Eu preciso de um palco, meu baixo e quatro outras pessoas. As mesmas que eu morria por. As mesmas que eu chamo de familia.

Não é uma caneta que vai falar por mim hoje. Não é mais um trecho que vai aliviar essa dor. Eu preciso de algo real e algo que me lembre que há sempre um sorriso. Eu dormi com um deles, de um menino que prometeu me ceder algum tempo logo. Eu sinto sua falta.

Confesso que tenho sido covarde. E eu não vou me livrar desse esconderijo tão cedo.
Eu nem comecei a me esconder ainda. Eu quero novos cortes e a velha escuridão.

domingo, 13 de setembro de 2009

Big Girl Dreams.

Do mesmo jeito que o mundo me coloca pra baixo, ela sabe como me fazer sorrir. E preenxer todo o espaço que ele deixou desocupado. Todo o espaço, o vazio que nem ele mesmo poderia preenxer outra vez. E mesmo que seja sempre assim, questão de dias pra isso passar. Enquanto dura, eu estou completamente feliz. Um convite surgiu, salvando meu fim de semana, de toda a bagunça que me colocaram. Eu sentei, junto com meu cigarro e olhei a lua em baixo. Ela estava tão por baixo, como eu costumo ficar. Certeza, que muitas pessoas nem a viram. Como poucos me enxergam. E a sua beleza ali me fez pensar na menina, que entrara em casa. Com tantos sonhos e tantas chances nas mãos. Graças a Deus, eu pude entrar na sua vida e deixá-la fazer parte da minha.

Deitado, nos teus braços. Meus olhos fechados poderiam soar sono. Mas ela sabia que eu estava atento ao teu carinho. Tentei retribuir, com meus dedos em teus braços. E respirei mais confiante. Mas o seu jeito, que eu poderia namorar por dias, sempre foi mais forte do que qualquer palavra minha, ou tentativa ou qualquer sorriso.
Apesar do seu ciúmes, sem motivo. Porque ninguém roubaria o teu lugar. E pra ser honesto, esse ciúmes vem quando outros me tem, sendo que eu não sou dela por escolha não-minha.
Eu já provei todos os meus amigos. E eu sei o gosto especial e forte de cada um. Eu namoraria com cada um, com todos, ou teria no mínino uma história de verão com cada um. Mas hoje, eu não preciso eternizá-los mais, nem conseguiria. Não preciso beijá-los, amarrá-los, prendê-los ou escreverem-os em mim. Já tem seu lugar, um á um.

Tem a menina quieta que quando fala me deixa apaixonado. E seu rosto é um dos mais lindos que eu já vi. Teu sono é convidativo e seu amor é mais belo que poesia. Tem a outra que tem ciúmes de tudo, e é insegura, tanto quanto eu. Ela é apaixonada pelo mundo e suas pessoas. E é tão capaz de ter tudo o que sonha. E tem um menino. Que Deus, não sei como um dia eu só o vi como irmão de alguém. Quando hoje ele já foi meu. Eu já fui dele. Ele já foi meu grande confidente. Ele já me levou uma faca, já me trouxe um sorriso e já me fez me encantar como ninguém. Apesar de não entender porque nos perdemos também. Eu sei o quanto esses três são um grupo e tanto. O amor e tanto. Faz me sentir um menino e tanto. Com muita sorte e histórias.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Or the 'Woolf's gonna blow it down

Eu não quero fugir da realidade, mas estou nas sombras. Fazendo do silencio o meu abrigo e caminhando sem escolha. Já não sei se estou bem, se já superei, ou repetir tanto isso me fez acreditar ou me enganar que estou. Como eu vou levar tudo isso pra frente, é o que me enlouquece. Se o tempo pelo menos fosse meu amigo, eu faria um trato. Me dê mais cinco minutos de velhos tempos, que eu aguento mais esses longos anos que me farão em pó. Se voltasse na época que os cigarros tinham um gosto de brincadeira e não necessidade. Que o dia começava as duas da tarde e a noite se estendia até a última despedida, uma depois do sol trazer seu bom dia. Eu gostaria de reviver o tempo que eu tinha maiores problemas pequenos e que sonhar era meu hobbie preferido. Talvez, fosse um menino que eu queria de volta. Naquele tempo. Não agora. Agora que eu sei que o tempo não é meu amigo, e não me traria quem eu fui de volta. Então, não posso desejar o surreal. Não posso mais imaginar a terra do nunca. Porque eu não sou mais ninguém. Sou a sombra de quem eu custumava ser. Ou então, sou todo o erro que em algum total fui feito. E assim, eu sei porque eu estou sozinho e livremente preso nessa dor.

Duração.

Uma música que se fez eterna, parecia ser praquela época. E hoje ouvindo-a, eu me vejo mais novo. Ou velho. O importante é me lembrar como cheguei aqui. Apesar de carregar tantas dores e falta de pessoas, eu estou inteiro. Mesmo que por dentro esteja raxado, com alguns cacos espalhados. Eu não preciso mais de goles e goles de coragem para dizer que estou só. E não é necessário criar dimensões para entender como você se tornou de outro alguém. Talvez, porque você nunca foi meu. E eu nem por um segundo, quis mais, mas não fui, seu. Mas quando você se transformou em um e não milhões de faces, milhões de sorrisos, milhões de histórias, milhões de vidas, mundos. Eu não senti mais porque ficar.
Durou bem. Sem irônias. Isso foi longo para um rápido romance. E eu escrevi mais de quarenta canções que contassem do meu amor. Da tua amizade.
Que falassem numa lingua secreta que eu entendesse. Que expressasse meu medo, tua indiferença. Que mostrasse nossa semelhança em sermos diferentes. Relevasse o meu fim e o teu começo. Ou o meu começo e o teu fim perto de mim. O teu final, a última vez que ouvi falar e quis saber sobre. Talvez, a única coisa em mim que se encerrou foi pra você.
O que existe de você em mim, está na faíxa cinco. Com três minutos e meio. Nada mais. Nem um segundo, palavra ou sonho amais.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Deadly fine.

Talvez...Está bem, sem começar com dúvidas. As certezas são que eu estou exausto. E estaria certo dizer que eu não me revoltaria se deixasse tudo pra trás. Se não fosse pelas pessoas que estão ao meu lado. Mas eu sempre acreditei que eu não iria longe. E que ficaria poucos anos por aqui. Então, quando fechei os olhos, meus últimos pensamentos e talvez (deixe-me citar algo que eu nunca saberia ao certo) até chamasse de desejo. Então, foi atendido. E eu acordei, sem voz. Mas no fundo, eu já sabia que era mais que isso. Não era minha voz que estava muito baixa ou meu corpo que estava transparente, eu não estava ali. Eu não fazia mais parte de nada daquilo. Eu acendi um cigarro e me afastei de pensamentos. Eu estava chateado, já que ninguém mais respondia meus chamados. Mas não era revolta e estava longe de ter forças ou vontade para lutar contra isso. Então, me dirigi até o funeral. Os choros eram tão ardentes e me machuva, como sempre me machuca quando penso em partir, atingiria tantas pessoas. Eu vi, minhas inspiração, comentando sobre como era lamentável e duas lágrimas escaparam seus olhos, e um biquinho surgiu. Foi abraçada, o que seria o máximo que podia fazer por ela. E então, a única pessoa que podia me ver, me viu. Ali, com o cigarro. E me disse 'Você está morto'. Tentei manter-me inexpressivel. Afinal, já suspeitei desde que acordei. E o cigarro preso ao meu dedo, fez seu olho me fixar ainda mais. Ela estava calma, sem demonstrar desapontamento, mas estava séria. Não podia culpá-la.
Eu sabia que meu pai estava por vir. E eu só não queria ficar sozinho. Tanto não queria, que procurei alguém pra me fazer compania. Enquanto eu não tinha alguém ao meu lado, e os outros perderiam mais um.
Avistei, Orlando, porque ele se parecia com minha visão de Orlando, criança. Brincando com o caule de uma flor, imitando uma espada. E uma máscara de dinossauro na cara (apenas os ossos do animal já extinto) faziam o aparecer ainda mais infantil. E eu me aproximei. Ele também estava invisivel, sem voz, sem vida.

Por fim, caminhei até a porta do cemitério. E ali fiquei sentado. Tentei terminar o meu cigarro, mas a moça já havia me dito. Que só mais pra frente, aprenderia a tragar e sentir prazer com isso. E muitas outras evoluções veriam do meu tempo. Eu fiquei ali parado. Analisando toda a vida. E eu não queria voltar, mas não era capaz de deixar tantas pessoas pra trás. Acordei.
Com uma vontade de viver. Mesmo que seja a rotina. Estava aliviado por ter a decisão nas minhas mãos. E poder dizer Eu te amo, e ser ouvido.

Graças a Deus não vi minha menina ali, chorando.
Porque isso teria me feito querer ser qualquer coisa, menos morto. Menos o motivo do teu pranto.
Não que eu esteja bem. Ou que eu esteja sorrindo. Mas eu não me sinto indiferente em relação a vida. Me sinto alegre por poder esperar a hora de dar a volta por cima.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Medo.

Então, você vai desistir assim, fácil? Eu sei que eu não tenho sido fácil. Admito isso. Mas você tem sido execivamente insuportável. Somado aos meus maiores medos, somados as minhas faltas e a minha angustia que não tem data pra me abandonar. Eu diria que estamos nos destruindo aos poucos. Você talvez devesse mesmo ir embora, o que seria de mim? Eu precisaria de anos pra saber o que restou de nós, de você e de mim. Em cada um. Em cada lugar, espaço, pensamento, existência. Mas eu não te quero aqui só por ser comodo.
Eu sei de cada luta que nós passamos para estarmos aqui. E eu me sinto bem quando lembro como somos fortes e como somos heróis em cima de um palco para vinte pessoas. Você não percebe mas a força que as palavras escapam dos seus labios me corta. E me desfaz, em questão de segundos. Eu te liguei pra saber o que estava acontecendo, mas aparamentemente você ainda não entendeu.

Eu acho que temos uma emergência. Chamem uma ambulancia, porque eu não sinto que vou querer assistir isso. Mais uma vez, estou vendo tudo se desmachar. Espero não me tornar desnecessário pra mais ninguém.
Apenas ligue 190. E espere alguém atender. Grite. Porque eu não consigo assistir esse fim. Eu não consigo pensar em cinco letras, sem cinco pessoas. Eu não vou me desculpar porque eu estou levando isso pra frente. Eu não vou dizer que sinto muito, porque não me arrependo. Você enxerga seu lado. E eu apenas fico tentando entender, como você diz que eu sou o único. Se você parece não me entender e permanecer assim, distante.

Tanto Mar.

Minha boca se entrega a uma frase, que poderia resumir em uma palavra, um nome. Como se dizendo isso eu fosse me aproximar mais do que eu já me esqueci. E abandonar toda essa minha inocencia tem sido mais do que posso aguentar. Deus, eu sempre lembraria dele como um pequeno garoto, pequeno principe. O qual eu não tive palavras pra descrever. A quem dediquei meus sonetos e meus suspiros. Oh, como eu sinto falta do teu riso. E teu abraço. Mas agora que cruzei todo esse mar, mal o vejo. Espero que teu navio não tenha afundado, garoto. E que o vento te sopre pra perto de mim. Me traga o sorriso e o motivo.

Eu sinto falta do meu ar ser inspirado em grandes poetas. E este blog ter sido um diario, quase diário. O que eu estou fazendo? Não, sem pena de mim mesmo.
Eu só estou me cansando de tudo isso. Eu imploro que alguém intervenha e me deixe dormir enquanto chove. E mesmo que eu pessa, pra que haja a dor que sintas, não me apague do seus olhos, do teu riso. Porque a agua está subindo. E eu posso sentir na minha meia o frio que me aguarda. E se fosse só de agora...

Já faz tanto tempo. E eu ainda espero que a lua me mostre que ainda é a mesma coisa. Porque as coisas ainda parecem iguais. Eu ainda sou igual, mas tão diferente. Oh, céu.
Foi tão doce te amar. Amargo foi querer-te pra mim. Foi tão doce, tão doce... Mesmo eu já tento gostado de alguns garotos...Depois de você...os outros, são os outros.

You used to be my surreal one.
I climb the sky to watch you fell sleap. So Darling, just save a dance for me.

sábado, 5 de setembro de 2009

Familia.

A inocência se esvai a cada dia por cada lágrima ou palavra que me escapa. E mesmo tentando permanecer quieto, meus atos destroem qualquer tentativa de dizer que estou bem. Eu me vi sentado na cama, sem mãos. Sem poder me segurar em qualquer pessoa e pior, sem oportunidades de me levantar por mim. Eu enxerguei meu pior lado e vi o que chamam de solidão. Desliguei meu celular e minha mente, tranquei o quarto e me fiz meu único confidente. E fechei os olhos e tentei me lembrar de cada cigarro que foi esgotado por brincadeira. E cada gole amargo de vodca barata, tão barata quanto meu preço hoje, gasto em roda, em cartas, em risadas. Cada experiência e droga comprada e trocada por uma dimensão amais. Cada amor eterno desfeito em cada começo de dia e cada poema queimado pelas promessas quebradas. Eu dormi menino e não acordei. Eu não sou um homem. Oh, longe disso. Quando eu for alguém, quando eu for mais velho, quando eu me considerar alguém. Oh, isso parece tão longe. Eu me diria 'Chega!'. Mas eu não consigo nem olhar nos espelhos. Eu me escondo de qualquer foto ou reflexo. Eu não quero me lembrar que eu sou aquele menino. Aquele que não tem mais vizinhos. Aquele que não segue mais seus pais. Porque, ele não tem mais heróis. E justo agora, que eu aprendi o que significa familia. O que é amor de pai e mãe. O poder e a indescrição que eu jamais pude compreender. Agora que eu entendo o amor que não precisa conhecer, o amor que não precisa de bondade, o amor que não precisa de tempo. Ele é eterno e eu só terei dois únicos anjos como esses. Graças a Deus, eu os pude deixar saber o quanto eu quis ser como eles.
Tem uma menina calada no quarto. E eu tenho medo de perdê-la quando perder todo o resto. O rumo. O herói. A inspiração. O grandão que sempre me tiraria dos problemas. Aquele que mesmo não entendendo aceita. Aquele que me abraçou quando eu estava em pedaços com medo por ser diferente. E ela tentou se matar, há menos de cinco meses. E eu nunca saberia porque. Eu nunca olhei pra ela como deveria. Eu sentia orgulho e extrema admiração. Mas e se toda a força que eu penso ver for medo. E toda a individualidade não for por escolha. Deus, eu quero um lugar pra me esconder e não ter de olhar pra luz. Tirem-me a esperança e me mostrem o caminho pra seguir só. Já que eu perdi a inocencia que tudo ficará bem. Que eu não tenho mais treze anos e eu não posso culpar meus pais por eles estarem sofrendo. Por eles estarem desaparecendo. Eu não posso correr e fugir disso tudo. Então, me vestirei de preto. E colocarei um oculos e vou enterrar todos esses pedaços de textos que não me satisfazem, não me trazem paz alguma. Só saudade de quem eu fui. Das oportunidades que eu tinha. E dos amigos que eu fiz. E alguns não darão meio volta pra me trazer um sorriso. Não ele.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Maior que o Céu.

Eu queria que fosse, ao menos, sem dor. Sem sentir. Sem enxergar tudo que deixa pra trás. E que também ninguém me trouxesse mais esperança. Venha com um abraço, um sorriso torto ou com um texto já repetido anteriormente, mas não traga mais chances, fé, nada que me doa tanto quando acontecer.
Cada dia soa covardia ou erro meu, não fazer nada. O que se pode fazer? E se eu não tiver ido bastante e porque lutar nessa guerra perdida?
Eu sorri e disse que estou bem. Como ele, é de dia. As vezes acorda sem ar, sem sol. O dia piora ou melhora seu estado, meu humor. Ele lhe dá ansia e me dá medo. Mas quando vou dormir, eu me esqueço de quem sou. E me faço alguém, num futuro. Num lugar salvo e realizado. Onde eu quero e espero estar.

Só se lembre que o meu amor. A minha gratidão. E os meus sonhos são todos maiores. Maiores de onde eu posso te ver. Maiores que as estrelas. Que a Lua. Que o Céu.