domingo, 27 de setembro de 2009

Tempo.

Minhas costas estão me matando. Meus ombros têm carregado um peso grande por muito tempo. E por mais que minhas tentativas tenham sido admiráveis, o tempo não volta. Estamos nos unindo e fazendo jus ao nosso nome, mas isso não os trazem de volta. E eu estou começando a aceitar.
Eu caí em depressão quando eu me vi sendo homem. E foi aos poucos que minha inoncencia se esvaia, mas quando todo o resto do frasco foi sugado em uma noite, eu perdi o chão. E anti-ontem, eu vi o meu favorito. O senhor inocencia se entregando ao mundo, à curiosidade. E eu pensei e tentei dizer, mas ferí-lo ou não fazê-lo entender, não traria mais salvação alguma.

Eu refiz meu auto-retrato, cortei a barba e afinei meu sorriso. Eu vesti meu cd favorito e cantei bem alto frases que pudessem me levar pra onde você está. E no meio de todo 2008, no meio de todas as mudanças eu vi que eu estou bem em estar onde estou. Apesar de eu precisar de tempo, porque só quando todos os pontos finais forem acertados e eu leia 'fim', eu poderia seguir.

Eu subo, escorrego e caio, tudo outra vez.
E eu não me despreendo dos meus erros. Eu ignoro os pontos e começo tudo outra vez.
Esse jogo já foi perdido, desde que eu disse que não. Pela primeira vez.
Hoje, pra sempre eu me esqueço.
E me lembro cada manhã, cada piscada, cada respiração.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Velha Guarda Lasts.

Eu sobrevivi, depois de toda a chuva de amigos caidos e anjos despedindo-se em meio a toda a tempestade que eu não achei que veria ter fim. Eu puis uma pedra sobre teu nome e me não me fiz apenas existi. Eu estou recuperando um á um dos que eu me afastei. E eu preciso dizer que eu amadureci de um jeito admirável. Eu errei tantas vezes eu cai e de joelhos eu decidi ficar, sem mãos que podiam virar (ou não) as mesmas que mais pra frente me diriam tchau. Eu sei que você não acredita mais em palavra alguma que eu digite ou soe, mas eu não mais vou citar meus sentimentos quando hoje eles são irrelevantes. Eu sorri, sem planjear hoje. Eu estou caminhando no caminho que eu fiz pra mim. E eu não tive ajuda em todo esse processo, eu estive sozinho, porque eu me afastei ou ninguém quis se aproximar. Mas eu o fiz e hoje eu diria que foi o melhor que poderia ter me parado. Eu não posso remoer o tempo, não sou capaz de voltar o ponteiro e impedir que o relógio bata doze vezes, as doze horas e eu não me faça homem. E eu não me desfaça de inocência.

O antigo pra sempre se mostrou vivo em algum canto do tempo que eu não pretendo apagar. E quando ele chorou eu me lembrei perfeitamente da minha tentativa falha de dizer que eu já me apaixonei por você, desde que eu coloquei meus lábios nos teus e fechei os olhos. Eu vi em você a chance de me fazer alguém melhor e não pudi assumir. Quando as palavras apareceram na minha mente, era tarde. E desde então, eu apaguei o tamanho e a vontade que se abriga dentro de algum passado que ainda respira dentro de mim. Eu quase sussurei hoje "Eu ainda te quero", mas o que adiantaria? Não estavamos falando de nós...Não significou tanto assim, significou?
Antes de melhorar, eu vi como eu pudi deitar no chão e ver o céu. Assistir tudo o que eu não podia ter e me sentir puxado, a gravidade querendo-me ainda mais embaixo. Ainda mais inferior. Mas eu que decidi me levantar, e não desistir. E agora as coisas me soam menos medonhas.

Eu tenho meus melhores anjos com seus melhores sorrisos olhando pra mim, agora. Eu não sei se eles foram capazes de perceber, mas todos nós estavamos hoje abraçados e sendo um só. Se foi apenas uma tentativa de nos enganar e nos fazer acreditar que podemos nos reencontrar, funcionou. Porque eu me sinto esperançoso e me faz lembrar da minha menina.
Eu não sou bom com desculpas, eu sou péssimo em demonstrar arrependimento e para enxergar meus erros...É algo raro. Mas eu dispenso o orgulho por algo maior. Maior que o céu, que eu, que meu amor.

É real e vital pra mim. Eu digo em voz alta e em nomes verdadeiros a minha necessidade e minha alegria em estar de volta em casa. Deus, como é bom estar de volta.
Depois de tantos personagens, eu sou apenas eu. Sem me inspirar ou me fazer de conta. Eu soou o que minha boca diz e minha mente transparece. Honestamente, eu nunca estive melhor. E eu não vou ficar mais novo do que já sou. Eu sou grato, então. Pelo tempo bem gasto, as risadas bem forçadas e pelo amor dado, ele estando hoje presente ou não. Ele tendo voltado ou não. Ele tendo sido pra ele ou pra eles. Sendo ele amor ou apenas momento. Ou apenas impulso.

Apenas Velha Guarda. Lembre-se, menino.
Eu estou aqui pro teu choro e teu brilho. Eu sou seu. Só precisa dizer três palavras, e eu sou seu, qualquer momento.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Soul Made.

Eu tenho um presentimento que estamos de volta na estrada.
Eu sinto que estamos presos um ao outro, pra nossa felicidade.
Oh meu Deus, eu não poderia ser mais feliz.
Oh meu Deus, eu não poderia ser mais do que você me faz.

Não é por impulso que eu admito que eu sou seu. Não é por falta do que dizer que eu soletro sete palavras, sem me arrepender. Depois de anos sendo você e você sendo mais eu do que eu tenho sido, hoje nós estavamos completos. Oh, girl, você sabe o quanto eu sou grato ao o tempo, por estarmos juntos. E mesmo que a minha personalidade tenha sido abalada com as perdas frequentes, sobrou em ti um pouco de mim para eu me abrigar e exergar que eu posso e quero ser mais do que eu me resumi no amor.
Eu não o perdôo, no fim. Mesmo ainda estando na mesma cidade, eu não o vejo e cada dia amais o medo de esbarrar com o passado me faz pior. Não que eu não aguente, eu simplesmente não posso controlar minha revolta por ter sido usado. Eu não posso me perdoar por ter me afastado de mim mesmo. E você acompanhou tanto meus passos. Hoje admitiu em mim os meus erros e me viu como seu. Eu não ligaria de viver em tardes de novembro. Eu me ajoealharia aqui e te pediria para deixar todos saberem que você é só minha. Que os seus últimos dias serão meus. E que somos um só, desde o começo do sempre.
Pega minhas mãos e me guia na sua dança, me faz sentir o vento e todo o tempo me tornando mais forte e maduro. Eu quero deitar no teu peito e ouvir sua respiração, seu ar, seu existir. O teu brilho me acolhe e me inspira em ser o que eu já fui.
Meu palco foi construido por cada tijolo que esteve na parede do nosso quarto, e eu não me sinto mais confortável em subir no palco, toda a noite, se eu não te ver na plateia. Eu, por um segundo, me senti só. Quanta ignorância. Você não está na plateia, você é a atriz principal. Você é o reflexo de todo o meu riso e força.

Ajoelhei no chão e me cortei pela última vez, me desculpei pelos meus pecados e decidi não regredir pra onde tudo desmoronou. Eu vi onde os rastros desapareceram e eu sumi. Eu vivi por tanto tempo no teu coração, menina, e eu não mais me via. Eu me machuquei por me calar e ser ele. Por me tornar alguém dele. Mas isso não valeria o risco, não. Eu me sufoquei com palavras sujas e eu tentei me livrar do meu alivio trazendo-me mais e mais memórias. Eu pensei que podia tornar isso uma eterna batalha e eu venceria todo o tempo. Mas as coisas tiveram fim e mesmo eu sendo o vencedor, fui esquecido. As coisas seguiram e eu demorei três meses para, finalmente, abandonar meu última romance.

Honestamente, você pode me ver perfeitamente. Nesse ou qualquer outro angulo, eu sou seu. E eu não posso me enganar, não posso subtituir. Só você tem essa habilidade de te fazer em mim e me preservar em ti. Nós somos almas gemeas e eu não preciso mais de pessoas ou de atenção. Eu sei que eu tenho seus olhos voltados a mim, cada movimento, cada passo. Eu sei que eu tenho seu coração em cada batida, cada melodia. E eu sei que você me tem em pedaços, por inteiro dentro do que você se fez. E eu me orgulho de ser seu herói, desde que você nunca se esqueça que é my one. The only one.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Hey A.

Sentindo falta, mas a vida tem me mantido distante de você. Seja verdade ou não, os boatos já voltaram. Eu não.

Agora que eu estou sem mais palavras, talvez os textos simplesmente sumam. Eu posso ouvi-lo dizendo 'Ufa, finalmente, ele entendeu'. E você foi rápido em fazer o mais díficil, você teve que se esforçar, pelo menos? E eu achando que eu talvez fosse o mais forte e inteligente de nós dois. Talvez, eu esteja começando a entender.
"Pra sempre" pode porém ser exterminados. Eu me revolto dentro da minha bolha sem ar. E estou morrendo aqui. E eu já me despedi das palavras, não há mais muito o que dizer. Você pegou um lado, vestiu seu uniforme e sorriu pra ele.
Eu estou aqui, como permaneci, imutavel. E quando você se sentir de novo, mudando. É porque mudou. Não só de mim, mas de quem eu costumava admirar. E quando sentir que o mundo girou mais voltas do que você pode aguentar, é porque o surreal fica só no sonhos, darling.
E eu finalmente entendi isso. A verdade nunca me libertaria, se eu não me forçasse abrir os olhos. Ou aceitar qualquer realidade que me jogassem. Não adianta mais criar conspirações, você se entregou. E quando o telefone tocar, eu não vou atender. Não que você possa estar do outro lado, mas aceite. Eu estou indo pra bem longe, agora. Mais do que escola, cidade ou ciclo social. Eu estou saindo do seu mundo. Saindo dos seus olhos. Do seu coração. Eu espero não ter de dizer isso olhando pra trás, mas eu não vejo mais como trazer tudo como antes.
Eu não posso te prometer ajuda, porque quando a casa cair...Eu ainda sou o mesmo, o mesmo que você se afastou. E foi você quem nos desencaixou. Oh, depois de tantos dias. Foram quantos mêses, Misery? Aposto que você já aprendeu a contar. O vestibular chegou. Marque um X em cada prémio que você conquistou. Porque honestamente... Meu ar será poupado. And so is my heart. From you.

sábado, 19 de setembro de 2009

Passado.

O problema é que eu tenho um passado. E quando assumo isso é porque eu prendo todo o resto em memórias. E eu nem me chamo mais pelo mesmo nome. Eu me desfaço então dos outros personages pra tentar algo novo. Mas meu passado está amarrado aos meus pés, não há tão longe que eles não me alcancem.
E quando eu digo, passado. Eu digo você. Onde eu tentei te deixar e espero que não lute contra.
Cada dia mais e menos te sinto em mim. E cada segundo a mais ou a menos não me faria diferente. Eu preciso de segurança. E eu não posso contar com você dessa vez, ou qualquer outra.
Parte do meu passado tem nome. Outra parte eu preferi gastar com meus sonhos. Sem me agarrar aos meus joelhos e apagar a luz. Eu fiz minha própria luz e mesmo que você esteja preso dentro da sombra em mim. Nós sabemos que você nunca pertenceu ao meu presente. E escapar do passado ou de qualquer futuro (que não tivemos) não parece uma escolha que você tomaria ou que hoje eu deixaria acontecer.

Eu jamais vivi só pra poder marcar minhas folhas em branco com histórias. Mas sempre dei como desculpa para a culpa. Que já me perseguiu, sem sorte. Dizendo que não deveria ter me dado assim. Entretanto, eu estou agora dentro de uma estrofe que minha boca decorou. Eu poderia fazer diferente, se eu não tivesse me acostumado. Por isso eu me chamo de passado. Que dentro de alguns dias, serei apenas feito de. Serei apenas o caminho. Serei apenas 'como'. Não o resultado final.

Deixando pra trás...quem sou. Quem esteve comigo. O antigo apartamento de nove anos, a saudade, o medo, o humanismo, a terra do nunca, as cartas, as fotos, o mundo afora, minha visão.
Me tornarndo alguém diferente. Talvez, não seja definitivamente melhor. Mas o que não é passado, é solidão. E eu preciso me olhar no espelho e não me julgar. Eu preciso poder não me arrepender.
Então, lavo minhas mãos. Chamo meu sono e me deito. Assim como morro. Assim como revivo. Tão cedo e tarde. Tão esquecido e permanente. Assim como meu passado, me faço verdade, sem me arrepender, sem me despedir, sem poder me desfazer.

Eu tenho um plano. E dessa vez, não é você. Não é amor.
Já disse, não é passado.
Eu fiz questão de não reagir, e nem mesmo sentir.
Já disse, não temos mais tempo pra isso. Não hoje. Não eu.
Já disse, é tudo passado.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Confesso.

Eu tenho medo. Agora que ele está de volta ao jogo. Eu não sou pareo pra isso. Eu devia desistir, mas eu não mais vendo isso como uma competição. Mas eu tenho medo. Eu não sei. De qualquer modo, não há muito o que se possa fazer. Algumas pessoas estão se afastando cada vez mais, e eu não posso convencê-las a ficar. Eu nem tentaria, talvez. Por mais que ela não saiba, quando ela for, mesmo que eu não aja, eu vou morrer aos poucos.
As coisas tem de mudar. Pro melhor, dessa vez. Estou me cansando da rotina de tragédias. E eu não tenho suporte nenhum. Não venha me dizer que sente muito, porque não é bem o que me ajudaria agora. Eu preciso de um palco, meu baixo e quatro outras pessoas. As mesmas que eu morria por. As mesmas que eu chamo de familia.

Não é uma caneta que vai falar por mim hoje. Não é mais um trecho que vai aliviar essa dor. Eu preciso de algo real e algo que me lembre que há sempre um sorriso. Eu dormi com um deles, de um menino que prometeu me ceder algum tempo logo. Eu sinto sua falta.

Confesso que tenho sido covarde. E eu não vou me livrar desse esconderijo tão cedo.
Eu nem comecei a me esconder ainda. Eu quero novos cortes e a velha escuridão.

domingo, 13 de setembro de 2009

Big Girl Dreams.

Do mesmo jeito que o mundo me coloca pra baixo, ela sabe como me fazer sorrir. E preenxer todo o espaço que ele deixou desocupado. Todo o espaço, o vazio que nem ele mesmo poderia preenxer outra vez. E mesmo que seja sempre assim, questão de dias pra isso passar. Enquanto dura, eu estou completamente feliz. Um convite surgiu, salvando meu fim de semana, de toda a bagunça que me colocaram. Eu sentei, junto com meu cigarro e olhei a lua em baixo. Ela estava tão por baixo, como eu costumo ficar. Certeza, que muitas pessoas nem a viram. Como poucos me enxergam. E a sua beleza ali me fez pensar na menina, que entrara em casa. Com tantos sonhos e tantas chances nas mãos. Graças a Deus, eu pude entrar na sua vida e deixá-la fazer parte da minha.

Deitado, nos teus braços. Meus olhos fechados poderiam soar sono. Mas ela sabia que eu estava atento ao teu carinho. Tentei retribuir, com meus dedos em teus braços. E respirei mais confiante. Mas o seu jeito, que eu poderia namorar por dias, sempre foi mais forte do que qualquer palavra minha, ou tentativa ou qualquer sorriso.
Apesar do seu ciúmes, sem motivo. Porque ninguém roubaria o teu lugar. E pra ser honesto, esse ciúmes vem quando outros me tem, sendo que eu não sou dela por escolha não-minha.
Eu já provei todos os meus amigos. E eu sei o gosto especial e forte de cada um. Eu namoraria com cada um, com todos, ou teria no mínino uma história de verão com cada um. Mas hoje, eu não preciso eternizá-los mais, nem conseguiria. Não preciso beijá-los, amarrá-los, prendê-los ou escreverem-os em mim. Já tem seu lugar, um á um.

Tem a menina quieta que quando fala me deixa apaixonado. E seu rosto é um dos mais lindos que eu já vi. Teu sono é convidativo e seu amor é mais belo que poesia. Tem a outra que tem ciúmes de tudo, e é insegura, tanto quanto eu. Ela é apaixonada pelo mundo e suas pessoas. E é tão capaz de ter tudo o que sonha. E tem um menino. Que Deus, não sei como um dia eu só o vi como irmão de alguém. Quando hoje ele já foi meu. Eu já fui dele. Ele já foi meu grande confidente. Ele já me levou uma faca, já me trouxe um sorriso e já me fez me encantar como ninguém. Apesar de não entender porque nos perdemos também. Eu sei o quanto esses três são um grupo e tanto. O amor e tanto. Faz me sentir um menino e tanto. Com muita sorte e histórias.