Nada melhor do que encontrar insipiração. Eu acho isso fácilmente, não que eu consiga captá-la ou usá-la corretamente. Mas os resultados tendêm a ser agradáveis o suficiente pra mim. Mas eu ainda não me considero poeta. Não ainda. Só depois de extrair o mais doce das palavras... Eu me sinto poeta uns dias, outros dias não. Acho que ser poeta é um estado de espirito. Estado...Mutável. Tem dias que eu sou mais Virginia Woolf, outros eu me consideraria Drummont, mas hoje eu não tentaria nenhum desses. Eu gostaria mesmo de tentar, um dia quem sabe, Renato Russo...Mas não creio que eu o alcance. Não...Não ainda, enquanto ainda sou um mero mortal.
Mas um dos meus maiores orgulhos foi ter vivido o suficiente, por enquanto. Tudo foi rápido demais. Mas a transição de personagens que já fui foi grande. E intensa. Eu me lembro quando eramos só eu e uma garotinha. Eramos tão frájeis e tão super fortes. Acho que levariamos o mundo nas costas sete vezes juntos. Sem fraquejar. Sem reclamar. Estamos juntos...
Depois houve o tempo que eu estava todo sozinho. Tão egoísta, mal me dei conta que isso significava arrancar pedaços da menina também. Oh, que vergonha pra mim.
Mas aí, eu tive os meus dias de estrela. Onde eu me sentia tão realizado e tão sonhador. Os meus dias com os meus melhores amigos. Os meus dias apaixonados. O meus dias de dor. Os meus dias de verdades. E os de mentiras... Eu tive tantos dias...Tão de ficção. Tão surreais.
É...Ele sempre foi surreal. E por tudo tempo que estive ao seu lado, eu fui transportado para este outro planeta. Mas como eu pude abandonar todo o resto? Oh, que vergonha pra mim de novo. Tão tão vergonhoso...
Mas definitivamente encontrei sobre o que escrever. Preenxi dois blogs disso. E agora, livre de palavras... Eu precisaria procurar novos alvos. Mas não foi necessário, eu só precisei olhar pros heróis comuns. Os que vivem e sobrevivem á tudo. Calados ou não. Eles são humanos. O que os torna ainda mais magnifícos...Tão frájeis e tão não-superpoderosos, mas tão capazes do impossível. Dentre todas essas pessoas, tem outra pequena garota. Que eu 'acolhi'. Num tempo chuvoso, eu abri meu peito e deixei-a lá...O tempo que fosse necessário. Na verdade, nunca quis deixá-la sair. E por sorte, ela nunca pensou em sair também. Assim, eu tinha tanta vontade de gritar de alegria. Era sensação de cheio. Não transbordando, mas não era meio cheio...Era completo. E eu estava mesmo. Com as duas mulheres mais lindas de todas.
Eu me lembro do jeito, acanhado, que a segunda chegou. Ela estava tão insegura...E eu não sabia como alguém era capaz de brilhar tanto. Emitia-me um raio tão forte que eu só podia sorrir, inevitávelmente. Tentei mater os acordes certos, mas aquela voz belíssima me desfazia por cada palavra. E eu escorregava dentro de tanta felicidade. Eu estava tão perto de alguém que eu morreria pra conhecer. E apesar de, naquela época, sermos meros conhecidos (o que obviamente não mantêmos por muito tempo, já que não podi me desencatar com aquele ser humano brilhante) eu estava derretido pelo seu jeito especial.
Eu me recordo como conhecê-la ao fundo e saber que ela permitia...Por livre vontade, era tão gratificante. Eu não poderia ser mais agradecido...Eu a amava tanto, desde o começo. Não demorou muito para que as três palavras se soltassem da minha boca. Tão verdades. Tão reais.
Não pudi fechar os olhos e não me sentir completo. De novo. Era novo, essa sensação me volta quando tento organizar as palavras em frases pra contar-lhes sobre a estrela.
É como se fosse um filme. As duas. As minhas duas. Seriam protagonistas...Acho que seria quase Vick Cristina Barcelona. Ok, talvez não seria tão sexual assim. (haha). Mas definitivamente, seria um triangulo perfeito. Eu até diria, amoroso. Porque o nosso amor é maior do que qualquer outro que eu já vi. Não se trata sobre pessoas feitas para estarem juntas. Não é sobre casais. Muito menos sobre amigos que se indentificam. São sobre três pessoas ligadas, eternamente. E que depositam confiança e amor uma nas outras, tão confiantes quase que religiosamente. Eu afirmo, sem medo, dariamos nossas vidas um pelo outro. Sem exagero ou dramatização.
Eu acho engraçado o que nós três temos em comum. Mas as duas me parecem mais simplistas. Eu me considero bem complicado, pra ser honesto. O que pode ser só egôcentrismo mesmo. Mas por via das dúvidas, eu prefiro classificar apenas as duas. Que eu enxergo com tanta clareza.
Como uma menina incondicionalmente talentosa e ofuscante (graças o brilho mais puro e branco que eu já vi na minha vida toda) pode se deixar abater...E agir como uma figurante? Quando ela foi feita no mínimo para ser admirada e amada...
E alguém me explique...Como a menina mais sentimental e mais sensivel e amorosa pode se enganar tanto pensando que é vazio e maldosa...Quando tudo o que ela mais é... É doce. E amável.
Vendo pela primeira vez.
Há 13 anos
Ah, o menino que conheci no começo, eu chamava de 'chefe'. Lembra ?!
ResponderExcluirEstranho como sinto que você não é aquela pessoa, ja que eu tinha um receio de quando fosse te ver, você me testasse, me analisasse e me desse uma nota. E nunca foi assim, você sempre sorriu docemente e disse : ta lindo !
não que fosse tudo perfeito, mais sabiamos que iria (por nosso empenho) ficar lindo.
Somos 3 tão fortes, e tão frágeis, acho que isso não tem como morrer em nenhum de nós.
Somos todos um ... e um por todos.
3 palavras pra você ... (L)