segunda-feira, 22 de junho de 2009

I need it.

Se fosse pra matar...Eu gostaria que fosse você quem matasse.
Olhando nos meus olhos, quebrando as suas palavras, deixando-me sem ar. Tirando-me a vida, como tirou a razão e a vontade de vivê-la. Se fosse pra terminar, que terminasse todos os meus dias, terminasse todos os meus pensamentos.
Se fosse pra seguir em frente. Que seguisse inteirmanete só. Que fugisse, sem olhar pra trás, sem arrependimentos. Só caminhasse, devargar. Pé anti pé.
Sabendo o que você abandona...E consciente que teu rastro ficará marcado pelo sangue. Pelas lembranças. Cada passo, um sorriso. Cada passo, um dia. Uma colher de açucar, uma risada, uma briga, uma mancha no sofá. Cada passo, você deixa cair um olhar brilhoso, um travesseiro novo.
Se for pra nos mudarmos... Que eu possa entrar dentro de você, sem mais pensar. Sem mais espera. Que não demore mais. Que você respire tão profundamente, do meu lado. Por todas as noites que eu esteja muito apaixonado pra dormir. Onde eu precise de quarenta minutos do teu silêncio e do teu viver, só pra admirar. Onde eu possa te dizer que eu não estou pronto pra encarar o dia seguinte. Não estou pronto, seja qual hora da manhã seja, de dizer Bom Dia, e ir para o mundo exterior. Preso aos teus olhos, ficaria deitado por anos.
Mas se fosse pra ser honesto. Ah, eu prefiriria me calar. Porque minhas lágrimas já dizeram tantas coisas que eu me impedi de enxergar. Será que um dia vou ter conserto?

Eu preciso arrumar um esconderijo mais protegido. Secreto.
Não posso confiar nessa esperança de restaurar-me. Muito menos de nos restaurar.
Já foi terminado. O eterno existe. Não na continuidade, mas no fim de tudo.

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