Eu não sei ao certo, mas nunca entendi o passado. As lembranças simplesmente não parecem ser fatos antigos, mas filmes. Eu me vejo de longe, como se eu fosse a camera. Bem afastado, uma distância quase segura, onde ninguém pode me ver e eu não tornaria aquilo menos realista. Preciso de imagens naturais, nada forçado ou calculado. Eu não sei ainda pode controlar os danos que minhas ações provocam. Eu não penso. Eu ajo. Simplesmente assim. Eu desligo meu cerebro, meus sentimentos, minha consciência e ajo. Até o fim, se ninguém me impedir.
Eu não imagino e acho estranho que agora (o presente) seja reações...Seja um resultado da noite passada. Do mês passado. O erro passado.
Eu não ligo mesmo pros outros. Eu sou um egoísta desprecivel. Eu continuo me mantendo errante. E por isso alego que deveriamos julgar as pessoas por suas intenções, por seus princípios, porque erros todos cometem e todos somos capazes de tudo. Absolutamente tudo.
Eu me reinventei pra amenizar a dor. E me fiz algo que eu gosto de olhar no espelho. Algo que seja mais natural. Mais espontâneo. Algo que eu não precise pensar, mecânico. Eu, sonhador, comecei a realizar alguns sonhos. Inibi meu medo de não ter com o que sonhar e tornei-os reais.
Sou agora muito do que eu jamais sonhei sei. E tenho pessoas ao meu redor que jamais sonhei criar tanto amor...Não pensei que eu fosse capaz de amar tão verdadeiramente.
Mas eu estou com medo. Muito mesmo. Confessar isso é absolutamente anormal. Mas eu não consigo mais omitir isso. Eu estou me desfazendo em palavras, cada uma rouba um pedaço da minha alma e na tentativa em vão de me explicar, acabo me desfazendo inteiro. Em lágrimas.
Eu não custumo chorar, e eu não começarei agora. Não por fora. Apesar de no meu interior eu estar destruido. Não posso sorrir, verdadeiramente.
Eu não quero explicações. Eu não quero palavras como resposta. Nem abraços, se vierem dos braços errados. Eu quero resultados rápidos. Eu quero piscar os olhos e não ver mais o que vejo... E ter ao meu lado algo mais concreto do que tinho tido.
Eu me sinto covarde. Pelo o que te fiz. Pelo o que nos coloquei. Eu deveria ter nos impedido disso. Eu deveria ter parado com todo essa noite. Eu não acredito que esse filme são lembraçãs minhas, esse enjoou é culpa e esse texto é consequência.
Estou vazio, quebrado e indecifrável. Eu quero alguém pra amar.
Eu só não quero estar sozinho de alma. Estar sozinho de pensamento. Estar sozinho de sonhos.
Perdoa-me.
Minhas justificativas são tão valiosas pra mim. Mas não amenizam.
A culpa de ter feito errado o que eu prometi não fazer. Minhas palavras não são confiaveis.
E eu não sei me controlar. Eu fico como um zumbi, caminhando, respirando, mas morto.
Eu ajo. Eu atinjo. Eu gozo. Mas não estou sentindo. Não estou vivo. Não estou sorrindo.
Vendo pela primeira vez.
Há 13 anos
chega a ser irônico como o ser humano tãocapaz sente a necessidade eterna de encontrar alguém que os "complete" assim digamos.
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