Se fosse pra matar, eu gostaria que matasse...Não aos poucos, como parece ser feito. Não como um trago que só atingirá meus pulmões depois de longos anos. Eu queria algo imediato, como uma injeção, mesmo que não fosse de endorfina, mesmo que fosse de dor. Pura e rápida. Mas me faça sentir algo. Não se apague no tempo e deixe apenas as marcas na parede. Não me deixe aqui contanto sozinho, quantos dias você se foi.
Se for mesmo voltar em sonhos, não me deixe despertar. Faça como meia noite, eternize-se em mim. Não me faça voltar pra qualquer outra realidade onde eu não me encaixo. Não me faça ter de enfrentar o dia, não me faça ter de dizer adeus até te reencontrar de novo.
Se fosse pra viver, eu viveria cada instante. Mas eu não acho que você tenha deixado muito pra continuar, só. Você limitou meus pensamentos...Você criou uma personalidade pra eu vestir e destruiu meu peito. Sem chances de reconstrução. Sem vontade de recomeçar.
Se fosse pra existir, simplesmente existir. Eu existiria mais. Eu brilharia um pouco mais. Eu forçaria um sorriso. Só pra ficar bem na foto. Ficar bem na lembraça. Ficar bem em algum lugar que eu ainda acredito precisar fingir.
Eu não sei quantos mais goles eu vou conseguir escrever. E quantas palavras eu vou poder engolir, sem respostas. Eu preciso me conscientizar que estou só. Todo o tempo.
Eu gostaria que houvesse alguma verdade no pra sempre. Que nós dois tivessimos sido destruídos exatamente no momento do Adeus. Que não houvesse mais respirações, lembranças, luz, dias, noite, sonhos. Eu não queria mais mentiras. Sem ilusões.
Se fosse pra matar, que matasse. Mas fosse verdade. Uma única verdade. Agora já foi.
Vendo pela primeira vez.
Há 13 anos
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