terça-feira, 23 de junho de 2009
Para a garota que me irrita e me pertence.
Eu nos vejo, de longe, como um casal engraçado. Estranho, eu sei. Mas eu gosto até de pensar assim, um casal quebrado, que não existe, mas daria certo. E em algum lugar, dará. Em algum lugar fará sentido. Todos esses seus lados que me irritam, essa facilidade de estragar momentos, essa curiosidade de saber detalhes e esse olhar falso-bravo que me encanta. E eu não consigo mantê-la afastada, por tanto tempo assim. Eu me desfaço com teu corpo. Eu me transformo no que você precisa ser. Eu serei eternamente seu amante, seu guerreiro, seu amigo, seu confidente. Eu sei que eu não tenho sido muito, ou quase nada. Eu me reduzo ao que eu me conforto em ser. É mais fácil assim, sendo fraco e limitado. Mas eu sou mais que isso e você enxerga isso de longe.
O jeito bobo que você tem ao dizer alguma coisa que eu sei que é verdade. Mas você não assumiria, você acha que eu não sei? Que você quer me contar tudo? Eu só preciso pressioná-la, porque eu sei que você quer se abrir. Eu sei o quanto nós queremos isso. Essa intimidade sem restrições. Eu levaria-te á lua, para podermos sentarmos e conversarmos sobre o nada. O vazio que sentimos. Eu queria mais dias como aqueles que o mundo parece se desligar do nosso lado e estamos só nós dois. Completamente excluidos do certo e do errado. E fazemos o que queremos. Somos os reis do mundo. Se lembra? Como eu cantei aquela canção, naquela valsa muda? Eu lembro de me perder totalmente em suas cores, e ali eu construi todo nosso universo seguro. Protegido pelas memórias que aquele dia nos rendeu. Eternamente.
Eu sei...
Nós temos algo especial aqui. Eu sinto isso mais do que pensei sentir por alguém. Não é nada definido. E eu gostaria de manter isso, mas nada dura tanto. Vamos ser realistas. Mas o quanto durar, até quando durar, será magnífico.
O nosso dia ficou guardado, como soubemos fazer. Eu sei que poderiamos ir juntos a qualquer lugar. A qualquer dimensão. Eu sei que mesmo eu sendo todo complicado e ninguém me entendendo por completo. Você chegaria bem perto.
Eu sei que eu te leria todos os dias e não enjoaria. Eu sei que eu me encantaria em cada amanhacer. E iria pedir que anoitecesse para que pudessemos outra vez dormirmos em silêncio. No silêncio da paz. Da felicidade. Do amor. Da verdade, em três palavras.
segunda-feira, 22 de junho de 2009
I need it.
Olhando nos meus olhos, quebrando as suas palavras, deixando-me sem ar. Tirando-me a vida, como tirou a razão e a vontade de vivê-la. Se fosse pra terminar, que terminasse todos os meus dias, terminasse todos os meus pensamentos.
Se fosse pra seguir em frente. Que seguisse inteirmanete só. Que fugisse, sem olhar pra trás, sem arrependimentos. Só caminhasse, devargar. Pé anti pé.
Sabendo o que você abandona...E consciente que teu rastro ficará marcado pelo sangue. Pelas lembranças. Cada passo, um sorriso. Cada passo, um dia. Uma colher de açucar, uma risada, uma briga, uma mancha no sofá. Cada passo, você deixa cair um olhar brilhoso, um travesseiro novo.
Se for pra nos mudarmos... Que eu possa entrar dentro de você, sem mais pensar. Sem mais espera. Que não demore mais. Que você respire tão profundamente, do meu lado. Por todas as noites que eu esteja muito apaixonado pra dormir. Onde eu precise de quarenta minutos do teu silêncio e do teu viver, só pra admirar. Onde eu possa te dizer que eu não estou pronto pra encarar o dia seguinte. Não estou pronto, seja qual hora da manhã seja, de dizer Bom Dia, e ir para o mundo exterior. Preso aos teus olhos, ficaria deitado por anos.
Mas se fosse pra ser honesto. Ah, eu prefiriria me calar. Porque minhas lágrimas já dizeram tantas coisas que eu me impedi de enxergar. Será que um dia vou ter conserto?
Eu preciso arrumar um esconderijo mais protegido. Secreto.
Não posso confiar nessa esperança de restaurar-me. Muito menos de nos restaurar.
Já foi terminado. O eterno existe. Não na continuidade, mas no fim de tudo.
I want to be true.
Se for mesmo voltar em sonhos, não me deixe despertar. Faça como meia noite, eternize-se em mim. Não me faça voltar pra qualquer outra realidade onde eu não me encaixo. Não me faça ter de enfrentar o dia, não me faça ter de dizer adeus até te reencontrar de novo.
Se fosse pra viver, eu viveria cada instante. Mas eu não acho que você tenha deixado muito pra continuar, só. Você limitou meus pensamentos...Você criou uma personalidade pra eu vestir e destruiu meu peito. Sem chances de reconstrução. Sem vontade de recomeçar.
Se fosse pra existir, simplesmente existir. Eu existiria mais. Eu brilharia um pouco mais. Eu forçaria um sorriso. Só pra ficar bem na foto. Ficar bem na lembraça. Ficar bem em algum lugar que eu ainda acredito precisar fingir.
Eu não sei quantos mais goles eu vou conseguir escrever. E quantas palavras eu vou poder engolir, sem respostas. Eu preciso me conscientizar que estou só. Todo o tempo.
Eu gostaria que houvesse alguma verdade no pra sempre. Que nós dois tivessimos sido destruídos exatamente no momento do Adeus. Que não houvesse mais respirações, lembranças, luz, dias, noite, sonhos. Eu não queria mais mentiras. Sem ilusões.
Se fosse pra matar, que matasse. Mas fosse verdade. Uma única verdade. Agora já foi.
domingo, 21 de junho de 2009
Rabiscos.
Se há alguma honestidade, ela estará certamente presa em rabiscos. Omitida em pausas longas, camuflada na falta de pontuação, no desespero, na pressa, na ansia por palavras.
Considero um bom texto escrito de primeira. Quando o lapiz toca o papel sujo uma única vez do começo ao fim. Sem correções, pausas, reflexões. Sem tempo. Sem caligráfia.
Considero um bom texto um texto morto. Escondido. Esquecido, talvez, dentro de um bolso. Esquecido dentro de uma gaveta. Talvez, eu ache um dia um texto assim. Sem querer.
Talvez, eu encontre assim. Sem querer, um rabisco e o nomeie com teu nome.
Assim como já reduzi o amor em linhas. Posso reduzir-te em arte. Em eternidade. Em infinito.
Dois fugitivos solitários (Quebrados).
Alguém me espera do outro lado da cerca
Mas eu não estou chegando
Estou indo em sentindo oposto
Você devia saber, somos iguais
O tempo está se esgotando
Você vai esperar mais do que devia
Mesmo podendo ser pego, você tem fé
Você confiou demais
Meia noite, o tempo pára e nos destroi
Eu não estou indo fugir contigo
Eu estou fugindo disso, das promessas
Eu sou um fugitivo, sempre fugindo
Sempre fugindo
Eu deixei isso ir longe demais
Eu sabia que você confiaria em mim
Eu usei de má fé todo nosso universo
Eu sufoquei a verdade e venceu o medo
Alguém chora do outro lado da cerca
Porque ele não é capaz de seguir só
'Você vai precisar de alguém pra ir contigo'
E eu sempre soube que não
Meia noite, o tempo pára e nos destroi
Eu não estou indo fugir contigo
Eu estou fugindo disso, das promessas
Eu sou um fugitivo, sempre fugindo
Sempre fugindo
sábado, 13 de junho de 2009
A dor.
Eu não imagino e acho estranho que agora (o presente) seja reações...Seja um resultado da noite passada. Do mês passado. O erro passado.
Eu não ligo mesmo pros outros. Eu sou um egoísta desprecivel. Eu continuo me mantendo errante. E por isso alego que deveriamos julgar as pessoas por suas intenções, por seus princípios, porque erros todos cometem e todos somos capazes de tudo. Absolutamente tudo.
Eu me reinventei pra amenizar a dor. E me fiz algo que eu gosto de olhar no espelho. Algo que seja mais natural. Mais espontâneo. Algo que eu não precise pensar, mecânico. Eu, sonhador, comecei a realizar alguns sonhos. Inibi meu medo de não ter com o que sonhar e tornei-os reais.
Sou agora muito do que eu jamais sonhei sei. E tenho pessoas ao meu redor que jamais sonhei criar tanto amor...Não pensei que eu fosse capaz de amar tão verdadeiramente.
Mas eu estou com medo. Muito mesmo. Confessar isso é absolutamente anormal. Mas eu não consigo mais omitir isso. Eu estou me desfazendo em palavras, cada uma rouba um pedaço da minha alma e na tentativa em vão de me explicar, acabo me desfazendo inteiro. Em lágrimas.
Eu não custumo chorar, e eu não começarei agora. Não por fora. Apesar de no meu interior eu estar destruido. Não posso sorrir, verdadeiramente.
Eu não quero explicações. Eu não quero palavras como resposta. Nem abraços, se vierem dos braços errados. Eu quero resultados rápidos. Eu quero piscar os olhos e não ver mais o que vejo... E ter ao meu lado algo mais concreto do que tinho tido.
Eu me sinto covarde. Pelo o que te fiz. Pelo o que nos coloquei. Eu deveria ter nos impedido disso. Eu deveria ter parado com todo essa noite. Eu não acredito que esse filme são lembraçãs minhas, esse enjoou é culpa e esse texto é consequência.
Estou vazio, quebrado e indecifrável. Eu quero alguém pra amar.
Eu só não quero estar sozinho de alma. Estar sozinho de pensamento. Estar sozinho de sonhos.
Perdoa-me.
Minhas justificativas são tão valiosas pra mim. Mas não amenizam.
A culpa de ter feito errado o que eu prometi não fazer. Minhas palavras não são confiaveis.
E eu não sei me controlar. Eu fico como um zumbi, caminhando, respirando, mas morto.
Eu ajo. Eu atinjo. Eu gozo. Mas não estou sentindo. Não estou vivo. Não estou sorrindo.
quinta-feira, 11 de junho de 2009
Encanto dos olhos.
Eu encontrei em algumas pessoas o meu número. Onde eu poderia ser algo. Quando eu me vejo individualmente de todo o resto. Não sou partes de ninguém, não sou filho de alguém, não levo nomes, denominações, codinomes, eu estou apenas eu. O que eu faço e tento ser. Apenas isso.
Talvez, isso nunca seja o bastante. Porque quando me encanto pelas pessoas, sinto-me inferior. Talvez, seja porque eu não sou parte desse número. Não me encaixo nessa sinceridade sem igual, mas gostaria de ter alguém que se encaixasse. Talvez...Oh quanto subjetividade.
Ontem, você me encantou de todos as maneiras possíveis. Disse em voz alta, tudo o que eu ainda não havia ouvido. E eu me vi em você por longas horas. Eu sorri.
Porque eu nunca havia tomado uma chuva tão reconfortante. E eu tomaria chuvas assim todos os dias. Se houvesse ao menos a chance de te encontrar. Tão lindo, como ontem.
Mesmo com os poucos minutos, eu estava recompensado. E não me remeteu á antigas memórias, eram apenas o novo. Ali. O que eu quero...
Tem alguma coisa em você que me soa sinceridade. A mais rara e pura que eu já vi. Algo em você me faz querer te conhecer mais. E é diferente do que eu pensava. Você é tão único.
Eu suportaria viver sem você, mas não quero. Não quero mesmo ficar longe de ti.
Porque você tem que essa coisa e quando eu começo a falar, você não sabe mais como reagir. E é completamente fofo e timído e quanto mais te olho, mais as palavras tendem a sair.
O problema dos poetas, sempre querendo escrever sobre o belo. Sobre a arte. Sobre o amor.
Você sabia que nos dias que te vejo, eu durmo melhor? Eu sinceramente me contorço por dentro quando você ainda pode me ver. Mas quando se afasta um pouco, caio no chão frio e preciso de tempo pra me recuperar de toda emoção e intensidade que o ar ganha ao seu lado. Quase não respiro. Acho que estou ficando mais apegado do que deveria.
Mas é que você é tão talentoso. Sem contar, encantador. Oh, você é o mais legal de TODOS os mais legais. Agora, eu tenho certeza. Agora eu sei o que poderiamos ser.
Caso, eu tenha coragem de te convidar. Caso, você diga sim. Caso, haja sorrisos.
quarta-feira, 10 de junho de 2009
último.
Sabemos, que agora que vocês dois não se mantem vivos pra mim...Não devo me preocupar ou me importar de qualquer maneira com vocês. É sobre mim...Talvez, seja a primeira vez que seja. Eu estou traçando o meu caminho, com minhas mãos. E eu sou alguém crescido, não mais aquele menino que você se recorda. Eu me vejo homem. Adulto.
Nessa cerimonia de despedida. Não uma despedida de nós dois. Isso já foi há algum tempo. Mas entre eu e a esperança. Entre eu e essa dança...Com essa trilha sonora de promessas falsas que despejamos sem contar os minutos. Eu diria que foi eterno. Mas sou outro agora. O forte. O lado que sobreviveu a tudo isso. Não tão forte assim, porque as vezes anseia pela tua volta. Mas hoje...
Ah, como essa chuva me fez bem. Lavou-me inteiramente. E eu não teria palavras pra descrever como eu precisava. E eu tomaria tantas chuvas dessas...pra poder ver o que eu vi. Sentir o que eu senti. E não lembrar. Mas construir mais momentos que um dia lembrarei. Com amor ou odio, estáram marcadas em mim. Como todos esses corpos enterrados. Tantas histórias, sons, imagens, pontos de vistas...Tantas coisas...
Os seres humanos são ou não criaturas estranhas?
Eu tomaria chuvas assim...Todos os dias.
Para vê-lo. Mesmo que fosse sempre tão rápido assim. Tão intenso. Tão eterno.
terça-feira, 9 de junho de 2009
The world.
Entregamos o mundo para os ignorantes. Demos nossa voz, mas não nossos olhos. Agora assistimos em silêncio. Acho que temos uma emergência aqui. Mas agora parece improvável escaparmos do que criamos. Analfabetisamos nossas crianças, tornando-as monstros perigosos, que um dia se revoltariam contra nós... A maíoria permanece enterrada, sobre nossos pés. Nós, os sábios. Os culpados. Os responsáveis. Nos alimentamos de vidas. Tirando-as dolorosamente. Nós, donos de escolhas, 'rácionais'...Isso é questionável.
Me explique a razão. A razão de esconder os sentimentos. Isso me soa medo, não inteligência. Reze então, pessa pro seu Deus que perdoe. Porque falhamos. Oh, nós falhamos feio aqui.
O apocalípse se inícia. Os tempos são vindouros para os guerreiros. Eu enxergo nossa eminente derrota. Os valentes se encovardaram. Espero eu permanecer com a consciência limpa. Pois já fui sentenciado. Culpado.
Não sou ganancioso para marcar a história. Pouco ligo para o que restar, as matérias vão vazar e corroer minha imagem, de qualquer jeito. Não desperdiçarei meu tempo, então Atoa. Consciência. Eu tentarei que os crentes, os cegos, os ladrões, os assassinos, os injustiçados, os deficientes,os mendigos, os pobres. Os sujos, os ignorantes, os não puros, todos os meus semelhantes, que essa maioria de homem. Maioria do ser racional, que a maioria dos seres inteligêntes provem sua natureza. Destruam, eliminem, reduzam-se ao lixo. Ao mais sujo. E culpem. Deus.
Culpem á mim. Culpem, acusem, se enganem. Ganhem minhas palavras, uma machete e meu desprezo.Queridos presidentes, senadores, deputados, cidadões. Vocês também contribuiram para a desordem. Vocês falharam com a sua promessa.
Me responda. Onde está a Ordem e Progresso?
domingo, 7 de junho de 2009
Tempo
antes que o tempo suma com elas (como fez com o meu amor)
depois de tudo que nós vimos
nós sabemos que tudo tem um fim (como o pra sempre , uma vez dito)
eu já não sei mais onde procurar
o tempo escondeu os sorrisos
talvez, ainda respire até melhor
Quando não me lembrar mais assim
Tento olhar pro que nos restou
Experiências...Sempre há um novo começo
Mas não se esqueça,
Já fomos misturados (Não há mais divisões entre eu e você)
Eu me surpreendo como todo pra sempre
Um dia tem de acabar motificando o começo
Aproveite então,
Antes que cada palavra cause duvida de realidade
eu já não sei mais onde procurar
o tempo escondeu os sorrisos
talvez, ainda respire até melhor
Quando não me lembrar mais de quem fomos
eu já não sei mais onde procurar
o tempo escondeu os sorrisos
talvez, ainda respire até melhor
Quando não me lembrar de quem queriamos ser
eu já não sei mais onde procurar
o tempo escondeu os sorrisos
talvez, ainda respire até melhor
Quando não me lembrar de você
O sonho (L)
Depois, ele se afastou. Sem mótivos. Apenas levantou-se e saiu. Continuei embaixo da árvore, as folhas não caiam como na Primavera, mas era como se todo o gramado estive coberto de rosas. Sem espinhos. Os espinhos só vem mais perto do fim. E se aquilo fosse algo, eu diria que seria apenas o começo.
Uma amiga se aproximou. E ainda de olhos fechados eu lhe contei o que acontecera. Mas tive medo de aquilo ter sido só um sonho. Ela foi investigar. Não, não era um sonho. Fomos almoçar mais tarde, mas ele não olhava pra mim com olhos de amantes. E muito menos desviava ou se fixava em mim. Era um olhar comum. Sem interesse.
Ouvi dizer que ele não ouviu sinos. E não era um momento que construiria uma nova vida. Era apenas um simples dia. Ouvi dizer que era assim que as coisas começavam...
Eu não tive certeza. Eu só percebi que eu gostaria de tentar mesmo. Eu encontrei o meu número no teu sorriso. E vi no teu gosto que eu gosto de você. Isso não é amor.
Isso é ... Oh, como me expressar sem ser tão...assim?
Eu só posso dizer que hoje eu vejo razões para me encontrar em você.
Que eu vejo o que você poderia fazer comigo. E o que eu poderia fazer por ti.
Você é encantador. Bonito. E amável.
It would be easy love you
If you let me...Sweetheart.
segunda-feira, 1 de junho de 2009
Meu maior orgulhoso como um bom escritor.
Mas um dos meus maiores orgulhos foi ter vivido o suficiente, por enquanto. Tudo foi rápido demais. Mas a transição de personagens que já fui foi grande. E intensa. Eu me lembro quando eramos só eu e uma garotinha. Eramos tão frájeis e tão super fortes. Acho que levariamos o mundo nas costas sete vezes juntos. Sem fraquejar. Sem reclamar. Estamos juntos...
Depois houve o tempo que eu estava todo sozinho. Tão egoísta, mal me dei conta que isso significava arrancar pedaços da menina também. Oh, que vergonha pra mim.
Mas aí, eu tive os meus dias de estrela. Onde eu me sentia tão realizado e tão sonhador. Os meus dias com os meus melhores amigos. Os meus dias apaixonados. O meus dias de dor. Os meus dias de verdades. E os de mentiras... Eu tive tantos dias...Tão de ficção. Tão surreais.
É...Ele sempre foi surreal. E por tudo tempo que estive ao seu lado, eu fui transportado para este outro planeta. Mas como eu pude abandonar todo o resto? Oh, que vergonha pra mim de novo. Tão tão vergonhoso...
Mas definitivamente encontrei sobre o que escrever. Preenxi dois blogs disso. E agora, livre de palavras... Eu precisaria procurar novos alvos. Mas não foi necessário, eu só precisei olhar pros heróis comuns. Os que vivem e sobrevivem á tudo. Calados ou não. Eles são humanos. O que os torna ainda mais magnifícos...Tão frájeis e tão não-superpoderosos, mas tão capazes do impossível. Dentre todas essas pessoas, tem outra pequena garota. Que eu 'acolhi'. Num tempo chuvoso, eu abri meu peito e deixei-a lá...O tempo que fosse necessário. Na verdade, nunca quis deixá-la sair. E por sorte, ela nunca pensou em sair também. Assim, eu tinha tanta vontade de gritar de alegria. Era sensação de cheio. Não transbordando, mas não era meio cheio...Era completo. E eu estava mesmo. Com as duas mulheres mais lindas de todas.
Eu me lembro do jeito, acanhado, que a segunda chegou. Ela estava tão insegura...E eu não sabia como alguém era capaz de brilhar tanto. Emitia-me um raio tão forte que eu só podia sorrir, inevitávelmente. Tentei mater os acordes certos, mas aquela voz belíssima me desfazia por cada palavra. E eu escorregava dentro de tanta felicidade. Eu estava tão perto de alguém que eu morreria pra conhecer. E apesar de, naquela época, sermos meros conhecidos (o que obviamente não mantêmos por muito tempo, já que não podi me desencatar com aquele ser humano brilhante) eu estava derretido pelo seu jeito especial.
Eu me recordo como conhecê-la ao fundo e saber que ela permitia...Por livre vontade, era tão gratificante. Eu não poderia ser mais agradecido...Eu a amava tanto, desde o começo. Não demorou muito para que as três palavras se soltassem da minha boca. Tão verdades. Tão reais.
Não pudi fechar os olhos e não me sentir completo. De novo. Era novo, essa sensação me volta quando tento organizar as palavras em frases pra contar-lhes sobre a estrela.
É como se fosse um filme. As duas. As minhas duas. Seriam protagonistas...Acho que seria quase Vick Cristina Barcelona. Ok, talvez não seria tão sexual assim. (haha). Mas definitivamente, seria um triangulo perfeito. Eu até diria, amoroso. Porque o nosso amor é maior do que qualquer outro que eu já vi. Não se trata sobre pessoas feitas para estarem juntas. Não é sobre casais. Muito menos sobre amigos que se indentificam. São sobre três pessoas ligadas, eternamente. E que depositam confiança e amor uma nas outras, tão confiantes quase que religiosamente. Eu afirmo, sem medo, dariamos nossas vidas um pelo outro. Sem exagero ou dramatização.
Eu acho engraçado o que nós três temos em comum. Mas as duas me parecem mais simplistas. Eu me considero bem complicado, pra ser honesto. O que pode ser só egôcentrismo mesmo. Mas por via das dúvidas, eu prefiro classificar apenas as duas. Que eu enxergo com tanta clareza.
Como uma menina incondicionalmente talentosa e ofuscante (graças o brilho mais puro e branco que eu já vi na minha vida toda) pode se deixar abater...E agir como uma figurante? Quando ela foi feita no mínimo para ser admirada e amada...
E alguém me explique...Como a menina mais sentimental e mais sensivel e amorosa pode se enganar tanto pensando que é vazio e maldosa...Quando tudo o que ela mais é... É doce. E amável.
Além de música.
Eu estou preso em linhas já desenroladas. Mas não entendidas. Aquelas que correm de você pra mim, ferozmente. E voltam... Nessa troca desarmônica. Eu tenho que dar explicações dos meus atos. Não como uma obrigação, mas uma prevenção á diversas repercuções que surgiram num furuto não muito longo. Pra começar, vem a música. A minha razão e força absoluta. O que eu gosto de chamar de FARRO. Lá eu encontro, geralmente de sextas-feiras, os meus melhores amigos. Aqueles que eu escolhi a dedo para dividir todos os meus dias e eu espero ter de morar junto, viver junto, aprender, ensinar e fazer poesia, música e abstração. E o meu primeiro erro catastrófico foi com a menina que me fez ser quem sou. Eu falhei contigo, menina. Eu não sei como olhar nos teus olhos e não me ver dentro deles. E não me esforço em omitir minha influência total no teu jeito de andar, sorrir, falar. Porque você é a minha. E é um orgulho imenso ter-tê em mim. Presente em cada respiração. Mesmo quando eu não sou eu mesmo, não posso evitar permanecer com os seus trijeitos, menina.
Eu sei. Eu tenho sido um grande bobalhão. Contigo. Apenas contigo assumo isso. Porque eu me arrependo do tempo que estive longe de casa. De nós dois. Eu não posso reclamar de como nos encontramos agora. Mas eu sei que isso é apenas mais uma fase. Uma de tantas que a Lua nos coloca. E nós sorrimos. Porque a noite é tão cheia de oportunidades. E não há nenhuma possibilidade que não nos aproxime mais. Você ainda me reconhece, não é? Eu nunca duvidei da nossa capacidade de nos entender só com os olhos. Nunca duvidei que eu sabia o que você queria dizer. E eu sei que tenho dificultado você permanecer na minha mente...Mas parece que eu estava vazio. Não havia o que olhar. Era ôco. E vazio.
Eu quero fazer mais do que música. Eu quero fazer o amor. Criar o amor. E dilui-lo no teu riso. Eu não quero o passado. Eu quero o novo. Porque ficar aqui, agora. Me soa tão mais interessante, do que nós fomos. Quem somos hoje, somos tão mais vivídos. Tão mais encantadores. Ah, o teu jeito que me inspira. Meu Deus, como eu gosto de quando você me abraça e nos beijamos... Um toque de lábios é o suficiente para eu saber que você é toda minha. E eu não trocaria isso por nada. Você não vê? Você é a mulher da minha vida. E eu não precisa fazer nada para te marcar em mim. Eu sou seu. Inteiramente.
Eu sei...Como eu demorei tanto para gastar essas linhas com a pessoa mais importante de todas? Eu não sei. Eu não sei onde eu coloquei minha habilidade da fala. Acho que eu nunca achei necessário dizer-lhe o óbvio. E o que me traz aqui hoje? Não é a necessidade. Você sabe...Oh, você é tão onisciênte do meu mundo. Você é tão responsável por tudo. Mas eu queria...Ah, como eu queria escrever-lhe todas as estrelas...E todas as sensações que você já me trouxe. As cores que eu vejo ao teu lado. Como o mundo parece menor...E não é tão assustador. Eu não preciso deles. Seriamente, eu talvez vivesse bem triste sem todo o resto. Eu não sei o que eu chamaria a vida sem todos os outros. Mas meu coração ainda bateria...E honestamente, ele faz isso mais intensamente por você. Com devoção. Com tradição. Com alegria.
Eu amo você. Três palavras eternas. Ditas primeiro pra você. Como tudo. Sempre primeiro pra você. Sempre você. SEMPRE.
The reader.
Tell me where the time went, our time, our own time
When we used to feel at home together
Not just be around, lost around
I´m so sorry for the words
I didn´t spend with you
I´m so sorry for not be here
I mean, i´m sorry for not being myself
Please tell me we´re ok
I´m feeling so lost without your guide
Tell me at least who Am I?
You knew me better than any other
Draw us how we used to be
And let the words die
Take our past away
Let´s try something new
Write a new ending for us
Forget how stupid I got
And how we got broken
Let´s not remember our pieces
Please tell me we´re ok
I´m feeling so lost without your guide
Tell me at least who I am
You knew me better than any other
Dear Friend,
Know that you always came first of everything
My beloved reason to breath, don´t go for so long
I had missing you each time I look at the mirror
I need you to complete myself.
Please tell me we´re still the same
I´m feeling so lost without parts of me
Tell me at least who you are
I can´t find me inside you anymore
PS. That´s not all truly,
but you know how I am dramatic. Anyway, I really miss you. And love you.
To my best friend EVER.