Eu ando com tantas palavras, mas eu perdi a vontade da fala. Como no filme que eu assisti, não sinto mais necessidade de expressar qualquer emoção. Não, não é simplesmente porque você não as lê. Porque antes disso, você já não leria uma só palavra. Mas pensar nisso, falar sobre isso, não vai me causar bem. Não vai mudar o que já foi decidido. Sabemos bem que apagamos o caminho de volta e eu não sinto que eu queira sonhar com você. Eu quero ficar longe. Longe dessa tontura que me atingi em cheio, me tira os braços, as pernas, me sinto tão menor e tão vunerável. Como você pode ter esse poder sobrenatural sobre mim? Agora que você me soa tão humano. Eu te implorei, me lembro de estar de joelhos chorando e você sorrindo, com aquele brilho todo que foi consumido pelas suas ações, foi destruido pela sua paixão. Pelo seu amante.
Eu copiaria qualquer canção, principalmente essa do meu novo título, essa que soaria bem. Tanto a batida pesada que destroi cada pedaço de mim, como se estivessimos num show. E eu estivesse lá em baixo, sendo pisotiado cada vez que a baqueta toca na caixa e me amassa. Me destroí. Me esmaga. Com certeza, há outras músicas. Já falaram de casos assim. Não somos raros, não somos especiais. E você, definitivamente, não é mais surreal. O que me chatea muito.
Porque eu gostava quando você se destacava do mundo. Quando seu brilho lutava contra a escuridão da noite, com a lua. As vezes só.
Quando seu medo do infinito era tanto quanto o meu de te perder. Quando eu sorria sozinho porque você já tinha me marcado demais. Foram bons tempos. Talvez, os mais queridos da minha vida. Mas você fez questão de não deixar nenhuma lembrança por aqui. Decidiu se apagar, cada passo na estrada, você deu sem deixar rastro. Sem deixar marca. Sumiu. E destruiu a imagem que eu tinha. Não me importaria de te perder, se fosse inevitável. Desde que você tampasse a verdade com as mãos. E não me deixasse enxergar que fora por opção. Que fora um humano que me disse pra sempre. Um ser comum que me fez desejar ser alguém melhor.
Com certeza, a mudança veio pra melhor. Todas estão vindo. E eu posso ver o porque.
Eu percebi que eu tenho esse dom, na verdade me contaram, eu sou bom observador. Eu sou bom amigo. Eu sou um bom escritor. Talvez, não bom o suficiente para alguns. Mas o suficiente para eu viver.
Indiferença.
Eu espero nunca tê-la com nenhum dos dois romeus. Eu não consigo ainda e não quero ter. Porque quando eu obtiver isso, eu nem vou perceber. Eu nem vou mais querer perceber qualquer coisa. E isso será tudo tão esquecido e apagado. E ah, eu não sei. Perdi a vontade de continuar esse texto. De falar. De respirar seu nome. Eu me cansei de você. Estou exausto de repetir coisas. De ficar nessa. Estou enjoado.
Claro, antes que me esqueça.
Só pra constar. Hoje foram três meses.
Vendo pela primeira vez.
Há 13 anos
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