sexta-feira, 31 de julho de 2009

Here We Go Again.

Ja foi o tempo em que tudo o que você fazia era falta. E eu só precisava de tempo. Com você.
Já foi o tempo em que esse coração batia por você. Em que teu nome era meu abrigo. Em que tinhamos denominações. Já foi o tempo de tentar entender e concertar. E de deixar isso pra trás.
Já se foram os dias que as memórias me desapontavam. E eu era incapaz de sair de casa, com medo. Já se foram os tempos que eu regredia porque não fomos nada do que prometemos.
Já foi o tempo que me perguntava como as coisas andavam do outro lado. E já foi o tempo de eu escrever textos sobre nós. Sobre ele. Sobre vocês.

Talvez seja tempo pra um novo.
Estou me obrigando a mudar, pra poder apagar nossos passos de volta. Estou me obrigando a aceitar. Que assim eu estarei melhor. Que assim todo o meu amor possa ser revertido em algo menos doloroso e menos auto-destruidor.
Eu só preciso de fé agora. Que vocês dois ficaram bem, que eu ficarei bem. Mesmo distantes, as marcas ficaram omitidas mas sempre presentes.

sábado, 25 de julho de 2009

Antropocentrismo.

Eu provavelmente vou me transformar em um bom sofista em questão de linhas. Pretendo ser um dos bons, te convencer do incerto. Te desprovar as suas fés e destruir toda o seu conceito que você pensa ter sobre o mundo. Soa muita prepotencia e absurda arrogância, eu sei. Mas creio ser capaz, pois venho me acertando com a verdade. E mesmo ela nunca sendo absoluta, muito menos de minha pose, eu acho que eu desvendo as mentiras. Porque essas não são absolutas e são de todos nós. Os pecadores.

Eu começaria com o assunto que mais tenho defendido, com minha alma, nos últimos dias. Eu não sou um vegetariano desde que nasci. Meus pais não lutam contra o que lhes é imposto. Eles não se ergueram contra as palavras e tentaram buscar sozinhos a lucidez. A verdadeira lucidez, sem copias, sem imitações. Sem onde se espelhar. Lucidez é única e se baseia nos seus sentidos. Não é confiavél, não é mutável e absolutamente é individual. Diga o que quiser, eu acredito que todos somos lucidos e racionais pra nós mesmos. Todos temos motivos e agimos por eles. Os que pra nós se baseiam no nosso julgamento de certo e errado.
Eu não sei de onde tiramos essa supervalorização do homem. E quando digo homem, digo humanidade. Digo, seres humanos. Digo, criaturas racionais capacitadas de entender, argumentar e evoluir. Digo, pessoas que tentam e desejam crescer mais á cada dia.
Eu não vou falar dos ignorantes e muito menos dos que finjem não ver. Porque ou eu os desprezo ou eu os admiro. Tanta coragem e covardia misturada em poucas e mal escolhidas palavras.
Mas eu não consigo por dentro da minha cabeça como deixamos isso ir tão longe. E como podemos ser tão não gratos e não racionais após tudo?

Pausa.
Se você estiver esperando eu xingar o governo. O Mc Donalds. O capitalismo. O tráfico. Os assaltantes. O crime. Os estupradores. Os músicos. Os vagabundos. Os preconceituosos. Os analfabetos. Os brancos, os pretos, os amarelos, os azuis. Esqueça. E logo.
Não pode-se culpar nada, quanto tudo faz parte de uma sequencia de acontecimentos e escolhas que deram numa terrível confusão. Concorde que essas empresas só se mantem em pé pelas contribuições e a devoção obvia dos consumidores. Não culpe o Mc Donalds se você faz uso dele.
Não julgue o capitalismo, porque raríssimos são aqueles que não se entregam á tal. E todos os outros, como os preconceituosos, só tem essa visão. Por culpa de vários acontecimentos e criações. Não julgue e acuse muitos que são apenas números, apenas cegos e ignorantes.
Fim da Pausa.

Você se alimenta de animais e plantas. Fato. Um fato que todos obviamente sabem. Ao mesmo tempo que poucos refletem sobre. Principalmente cada vez que você ingere UM hamburguer, logo UM animal morreu. Foi industrializado e repassado e agora vendido. Há uma industria por trás disso. Há muitas pessoas por trás disso. Mas não acuse as churrascarias, porque elas são apenas mais um lugar , de tantos, que ganha dinheiro em cima disso.
Não se engane com os rumores de: "Sem carne, ninguém sobrevive". "Vegetarianos são chatos pra comida". "Animais foram feitos para servir o homem". "É uma pena, mas é tão gostoso".
Por favor, eu me sinto ofendido quando umas dessas respostas são ditas de contra ponto ao que eu chamo de meus princípios.
Eu não estou tentando tornar o mundo vegetariano. Mas sim, o mundo consciênte. Eu dúvido que as pessoas que se alimentam de vidas, são gratas pelos animais. Ou pensam no sofrimento causado para o seu luxo de um bom apetite.
Sim, todos nós queremos uma alimentação gostosa. Mas antes do sabor, deveriamos pensar no mótivo principal da alimentação. Subsistência.
O que é necessário para a sua subsistência não são animais, não são vidas, não são sofrimento, não é a morte, não é dinheiro pras industrias, mas sim nutrientes, proteínas, dentro outras coisas que podem ser retiradas de frutas, verduras e demais vegetais.
Eu acho um absurdo ignorar o sofrimento e a dor de animais. Porque ninguém é inocente para acreditar que todos os animais morrem naturalmente e depois são industrializados, ou ainda mais ingenuo quem acredita que eles são mortos com dignidade e sem dor. O que mesmo que fosse, não acredito que uma morte silenciada e sem dor possa ser um preço a ser pago tão facílmente só para o seu paladar se agradar.
"Mas você está destruindo toda uma cadeia alimentar! E isso é normal, caso você estivesse numa selva, a onça não hesitaria em te devorar".
Acredito eu, que o ser humano evolui. E quando evoluimos, mudamos. Veja só os prédios, a comunicação, como foram alteradas para o bem.
Se já desenvolvemos uma nova forma de alimentação saúdavel, sem ser a custa de vidas. Sem ser a custa de assassinatos. Por quê ainda insistir numa primitivo modo de alimentação causador de tantos maus. Até próprios para o consumidor, porque já foram feitos muitos exames comprovando os maléficios que a carne faz para o organismo. Sendo que os nossos caninos só foram desenvolvidos porque nós começamos a comer carne, o que não era parte da nossa 'cadeia alimentar' como querem chamar. Caso vocês queiram continuar nessa, cadeia alimentar, não se ofenda ao ser confundido com porcos, onças, leões, macacos, vacas e burros, que tem também cadeias alimentares e são incapazes de desenvolver algo melhor e pensar no bem estar do próximo.

Pausa.

O amor. O ser humano se coloca numa posição patética. Porque uma pessoa é completa capaz de se saciar. Você é incapaz de desvendar todos os segredos do seu próprio corpo e sua própria mente. Então, há muito para se entender em si mesmo para dedicar-se tempo para entender o outro. Se você se esquece, não tem guias para ajudar e amar o próximo. Porque você é falho com si mesmo. E essa é a pior de todos os erros que se pode cometer.
O amor é maior do que se podem afirmar. E só pode ser entendido quando sentido. Assim como o sexo. Pode-se descrevê-lo. Mas para sua total compreensão é preciso ser feito. Principalmente porque é variável. Para cada um tem um cheiro, um sabor, um jeito.
Quando dizem, Amor Platônico, poucas pessoas sabem que na verdade, platônico é o amor que não espera retorno. E não aquele que não há, apenas. É o amor pelo estudo, pela natureza, pela vida, pela música. São amores que não precisam voltar. Não precisam ser reciprocos. São amores eternos e sem ciúmes, sem inveja, sem barreiras.

Mas sim, o amor é fantástico. Os mitos dele acontecer apenas uma vez. Dele ser passageiro. Dele ser incondicional. São feitos porque aqueles que não tiveram tempo de analisá-lo, e é acreditado por aqueles cansados de procurar. Cansados de se entregar. Cansados de conhecer o fim.
Aqueles que desistem do ínicio, porque há sempre um fim. E então, não enxerga que o fim é indiferente. Porque não é ele que dita a lição, não é ele quem diz o que tudo aquilo quis dizer, mas ele é só o desfecho. O resumo. O inevítavel.

Tantas palavras pra dizer sobre o amor. Muitas mais sobre o que é amar. E isso são tão pessoais, que eu não me atrevo a dizer o que é certo. O que vale e o que não vale. É tudo questão de principios. E os mesmos dizem que o amor é sem barreiras e é fundamental. Não o amor de casal. Porque honestamente, eu não sei onde foi determinado esse amor de dois. Esse amor de corpo e alma. Esse amor de vida toda.
Sem dúvidas é bonito, porque meus olhos se acostumaram a ver o que me induzem ser certo. Um casal (homem e mulher) juntos... Criando não só uma familia, mas um laço infinito. Almas Gemeas e etc. Mas me explique porque somos tão metades. E buscamos outra.
Porque não somos um quarto? Ou um terço? Ou não somos completos. O que eu realmente acho? Somos sim, um quarto, um terço, um meio, um quinto, um vigéssimo, um inteiro. Cada um é uma parte que completa e lhe falta algo.
Eu honestamente, vejo hoje, que eu sou um quinto. Um quinto de algo maior que eu. Que tem o nome com cinco letras, que respira música e canta em notas baixas e altas, forte sem hesitar, sem medo, sem vergonha, o quanto sou dependente e quanto sou feliz por me sentir completo ao pensar, ao viver, ao respirar esse nome.
As vezes, gostaria de ser ignorante. Ignorante á ponto de não pensar nisso. De aceitar ser apenas metade. E caçar alguém que me completasse. Mas a minha busca é por alguém que complete meus pensamentos. Que decore minhas falas e sorria junto comigo ao perceber a intimidade sem barreiras que criamos. E apesar de já ter isso com algumas pessoas, eu não encontrei alguém e sou desperançoso ao pensar que encontrarei alguém que possa me entender com os olhos, com o nariz, com a boca, com as mãos, com os dentes, com a alma.

Pausa.

Diga, como se fosse verdade. Que todos que apoiam ou defendem, fazem parte disso. Bem, eu não me considero um drogado em potêncial. Apesar de eu já ter me submetido á vários testes e experiências que meus pais não se orgulhariam. Eu não sou preconceituoso com nada. Eu sei, acabei de soltar uma mentira tão cínica que nem eu mesmo acreditaria. Eu tento não me prender á nomes. E assim esquivo de alguns dos conceitos que foram me passado pela geração anterior, ou pelas rádios/tvs/computadores e etc. Eu também não acredito no mundo inteiro, mas como posso provar que o mundo inteiro mente? Eu não coloco minha mão no fogo, mas também não estou tentando apagar nenhum fogo. Eu apenos aceito, respeito e tento conhecer.
E as drogas são fáceis de encontrar. Fáceis de ter. E fáceis de julgar. Com absoluta certeza, não fazem bem ao nosso organismo. Isso é obvio. Não é algo natural. Não são coisas que aconteceriam sozinhas, por isso são premeditadas, são propocitais e são em medidas corretas (ou não...).
De qualquer maneira as visões que você tem após os usos. As visões que você tem do mundo enquanto está preso á liberdade de realidade. Enquanto você está preso áo infinito de possibiliades, de verdades, de mudos, universos, vida. São infitos modos de vidas.
São coisas que abre sua cabeça. É interessante se ver num mundo sem tantas regras. Porque depois é fácil questionar o porque não vivemos naquele, onde soa melhor. Onde as luzes se movem com tanta velocidade que deixam seus traços em diveros lugares. Onde você enxerga amigos, conhecidos, famosos, na sua parede. E novas vozes invadem sua mente e todos agora parecem te olhar estranho.
Sem dúvidas, é algo interessante á se ver.

Mas sim,
O mótivo de toda essa conversa. Esse post.
Eu só queria me questionar e questioná-los o porque de tanto antropocentrismo?
O porque nos consideramos tão bons á ponto de estarmos no centro do mundo. Porque seriamos os únicos á merecer a vida. Porque nós acreditamos sermos os filhos desse Deus, que guia o mundo. Somente nós. E não mais. Sem Ets.
Porque estamos nós presos num planeta, esperando uma evolução. Porque nós estamos presos nesse ciclo. Me diz, porque você crê que voce merece e receberá respostas?

Sem dúvida é mais fácil de viver assim. Mas eu não acredito que seja um bom motivo pra crer. Isso me soa covardia. Isso me soa se acostumar. E se acostumar é patético. Oh...

Resta Um.

Um exercito de Inimigos se posicionam
E eu estou sorrindo, pela ultima vez
Como se fosse sobrar algum amigo
Depois de todo esse sangue caido

Foram tantos os avisos que eu disse
Foram patéticas as vozes que ouvi
Meu nome foi dito três vezes
Por um lobo em pele de Romeu

Não que eu queira lutar
Mas alguém precisa te impedir
De continuar desencaixando todos
Não me torne desnecessário pra mais alguém

Pedaços meus estão no teu nome
E eu nem lembro onde eles pertenciam em mim
Quando souberem que você também mudou
Bem...Eu deixaria sua casa hoje mesmo

Eu deveria ter sido mais forte que os herois
Não bastava eu criar minha própria armadura
Se você não pudesse se defender aqui
Se tivesse que abrir mão quem fomos

Não que eu queira lutar
Mas alguém precisa impedi-los
De continuar desencaixando nós dois
Não me tornem desnecessário pra você

terça-feira, 21 de julho de 2009

Egocentrismo.

Me faz mal ver o seu egocentrismo impedindo lhe de sofrer. Agora que é a vez dele encarar a dor e ter o seu minuto de pena. Ter o seu tempo para ajoelhar e encontrar fé. Eu vejo que ele tenta se erguer, mas você continua caindo sobre ele. Sem deixá-lo nadar, sem deixá-lo te salvar. Eu sei que você está desesperada. Deus, como eu queria fugir daqui. Eu nunca estive tão pressionado como estou. E o tempo parece estar paralisado, sem trazer mudanças ou melhoras.
Eu disse já pra algumas pessoas. Eu pensei em manter segredo, mas eu não gosto de olhar pra todos e esconder isso. Eu me sinto falso. Eu não tenho porque falar, mas mentir tem sido insuportável. Só ainda o meu orgulho me faz desejar que eles nunca saibam. Porque eu não quero a pena deles. Muito menos a mão.

Eu sou completamente egocentrico. Mas minha inseguraça me impede de ir tão longe quanto você. Eu sei que a loucura te ronda, assim como os meus pecados me cercam, e agimos por essas ordens. Pelos instintos. Você de se salvar. E eu de me destruir antes que eu tenha de encarar tudo outra vez. Melhor parar por aqui, talvez.

Eu provavelmente não sei mais me expressar sobre isso. Porque eu sei que você, sozinha, poderia alcançar isso. Mas você carrega um peso morto. Que te impede, mas te mantem. E eu só assisto. Sozinho, e julgado. Eu não posso dizer em voz alta essas palavras. Mas Deus, é verdade. Oh, isso é tão errado.

Eu queria que vocês fossem menos reais. Menos humanos. Menos frágeis.
Eu queria que vocês fossem super-heróis, pelo menos não sofreriam das coisas banais.
Não de doenças. Não de corações partidos. Não de decepções.

Mutante.

Te apaguei em mim. Mas fechando os olhos, eu te encontro. Em sonho. Ou pesadelo. O que quer que minha vida passada seja agora. Eu não posso extingui-la, mas posso sem dúvidas não vivê-la de novo. E tenho me dado bem. Não sinto mais a extrema necessidade de que você saiba como meus dias tem sido. Talvez porque eles tem sido tão completos e tão impulsivos que eu não teria tempo de me lembrar daqueles que se perderam entre a indiferença. Aqueles que não me soam especiais. Eu não me encaixaria mais na sua casa. Eu não lembraria como deveria agir. Agora eu fui mudado permanentemente do que eu era. E não permanecerei assim. Mas não regredirei jamais.

Eu me sinto obrigado a chorar. E até há uma angustia nisso tudo.
Minha música favorita, desse novo personagem que sou, me faz sentir o amargo desse enredo que nós acabamos queimando com o esquecimento.
Eu digo Adeus pras lembraças e pras promessas. Eu ainda não lhe desejo o melhor.
Ainda não lhe desejo o pior. Eu jamais poderia.
Eu lhe desejo... que esteja certo. E completamente satisfeito com as escolhas que fez.
Apenas e somente isso.

Você foi o protagonista do meu palco. Uma vez, vazio. De novo vazio.
Não é opcional ter ou não teatro. Ter ou não personagens.
Então, me entrego a sorte. E a ilusão do romance. Que transforma o meu drama em poesia.
E o seu romance em falência. São pouquíssimos que aguardam esse fim. Essa história.
São poucos que torcem e que se interessam. Não sou eu quem estará na plateia. Não sou um grande fã de Shakespeare, muito menos, menos ainda, agora, seu.

sábado, 18 de julho de 2009

Quem eu me acostumei ver.

Eu me costurei em um nó torto. E não deixei ninguém desmanchar. Mas também não pensei em refazê-lo. Não estava com planos de deixar meu esconderijo tão cedo. Ficaria aqui por mais um tempo. Pra sempre.
Eu só precisava fechar os olhos, pra evitar os espelhos. Mas aquela voz dentro de mim, era tão torturante. Eu estava sentado com pena de mim mesmo. Tão tão patétitico. Eu me odiava tanto e não era apenas os meus olhos que enxergavam-me destruido. Um lado de mim não via mal nisso. Não dava a mínima pra qualquer olhar. Sendo que o único olhar que um dia tinha consigo me ver através de quem eu finjo ser, se afastou. Eu me sentia covarde. E um mentiroso irremédiavel. Eu devia ter lutado pelo amor que ainda havia sobrado pós-guerra. Eu devia ter guardado alguns pedaços de esperanças. Mesmo que fosse só pra depois. Uma hora eu seria forte o suficiente para nos erguer. Nos fortificar. Mas não. Eu fraquejei. Eu te olhei nos olhos e decidi seguir só.
Aquele segundo que virei, sem mais olhar a última vez, eu desencaixei-nos como peças perdidas em baixo do tapete. Só que eu me deixei ficar em cacos, debaixo do tapete, pegando poeira e solidão.

Eu então me senti confortável com a dor. Virei amigo das palavras. E comecei a ter a compania dos cortes. E eles eram tão reconfortantes. Eu não estava sozinho, nem preso. Era a liberdade e as marcas postas pra fora. Assim, talvez eles pudessem enxergar o que você fez comigo. Só que em proporções infinitamentes menores. Você me desmontou sem mais ser útil pra qualquer outra pessoa. Como você pode ter um poder de destruição tão grande tornando-me tão desnecessário, tão ridiculamente invísivel?

O vazio era minha maior razão para questionar minha existencia. E por tempo ainda duraria. Por que duraria? Não estaria fazendo falta. Não estaria fazendo bem á ninguém.
Mas surpreendemente eu rasguei os pontos. O vento me arrastou. E não me deixou preso naquele quarto. Mesmo que eu tenha me segurado na porta, arranhado o chão e implorado. Eu não podia mais estar cercado de tantos espinhos feitos por mim mesmo. Não foi um senso de justiça. Não fui absolvido. Não fui perdoado. Não tem quem perdoar, quem desculpar. Foram os fatos. Foram os dias. Foram-se os sentimentos. Foi-se o amor. Foi-se 99 de mim.

Agora eu tenho um. Que talvez sobreviva o inverno. Mas não tem mais voz alguma.
Eu gosto dos meus espelhos e eu me viro muito, sem medo de pensar em voltar. Eu escolhi seguir sozinho. Opção Voluntária. Opção Necessária.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

To Brag.

Com certeza, eu não queria estar ali. Mas eu aprendi a contar o tempo e esperá-lo passar. Era apenas algumas horas. Nem eram dias. Eu poderia aguentar, sem fraquejar.
Entrei no carro. E ainda era só uma, delas. E já me sentia incrívelmente enjoado da sua falta de evolução. O tipo de pessoa que não parece querer ser mais do que já alcançou. Não há conversas. Não há diálogo com pessoas desse nivel medilcre. Eu sorri. E ignorei todos os comentários feitos sobre meu rosto. Meu cabelo. Meu pircing. Minhas opções. Minhas opiniões. Eu apenas fiz como me senti, não dei a minima. Nem o suficiente para ter de responder.
A outra se juntou a nós. Pensei que o tempo tivesse lhe mudado. Eu queria que tivesse. Porque no fundo, eu sempre terei um enorme carinho perante a essa. A segunda.
Mas não. O tempo parecia ter parado para as duas, não num bom sentido. Não de um jeito bom.
Eu me senti grato por chegar em casa. E não ter mais que fazer parte daquilo. Mas me fez um bem tremendo ter passado algumas horas longe da minha rotina. Eu me lembrei, como sempre acabo me lembrando quando me afasto do meu mundo, Se algum dia você esquecer que é Judeu, um não Judeu te lembrará.
E eu me lembrei de como eu esqueci. Justo quando eu precisei. Porque eu conheci um menino tão brilhoso e ilimitado que me quebrou em dezenas de pedaços. Mal conseguia ver melhoras em mim. E eu precisava olhar pra baixo para enxergá-las. Mas manter minha cabeça pra cima, pra saber onde eu quero chegar. Aqui não é o suficiente. Nem a metade disso.

Não que eu possa ou queria me gabar de algo. Longe disso. Bem longe. Eu só quero evoluir pra mim. Enxergar as coisas certas. Ainda estou preso em dúvidas, e quem eu pensei que traria respostas não é bem o meu número. Não que eu precise me prender em alguém. Me questiono tanto sobre os centrimos do mundo e principalmente o jeito que determinamos coisas que hoje nem posso questionar sem me levarem na piada. Eu ainda encontrarei alguém para conversar.
Sobre todas essas coisas. Alguém sem medo. Sem preconceito e sem limites.

Ser / Estar.

Se concentre. Na verdade. Você não está apaixonado. Mas você é um paixonado. Só está agora com uma pessoa que lhe traz essa realização. De unir o seu amor dos romances com a realidade. Você só precisava de alguém para poder despejar Eu te amo. Para poder sorrir. Apenas um nome para pensar.

Honestamente. Veja bem. Poucos são aqueles que são poétas. Muitos acordam assim um dia. Como os filosófos. Muitos acordam. Se despertam. Se descobrem. Mas não são. Péssimistas, Ótimistas, Falsos, Engraçados... Ah, é claro que alguns são. Mas quantos SÃO e quantos não ESTÃO?

Eu sei que você juraria que só está. Mas você talvez seja.
Não lute contra isso. Você é o que é. Irreversível.

Eu sei que você gostaria de ser. Mas é passageiro.
Aceite que é um estado. Aceite.

Um signo.

Para Meu amor eterno.

Escrevo-lhe com uma dor incurável. Tão incurável quanto o motivo de escrever-lhe. Eu estou tentando me despedir. Agora que a minha voz que se calou, o roco me pegou desprevinido, sem poder gritar. Sem armas, eu só penso em desistir. Dormindo até a metade do dia, com esperança de encurtá-lo ainda mais. Sem muito animo para caminhar. Minhas pernas parecem ter vontade própria de não ter vontade alguma.
Eu pensei que sobreviveria tudo, ao teu lado. Eu pensei que todos meus medos poderiam ser neutralizados com esse sonho. Esse sonho tão improvável, tão inreal, tão distante. Eu lutaria de mãos fechadas, eu chegaria até o fim. E eu atingiria o propósito. Mas parece que foi me tirado toda a oportunidade. Parece que foi me tirado todas as cores, os sorrisos e os anseios. Eu estou me fechando em um casulo que não é convidativo pra mais ninguém. Me tranquei numa angustia que não passa. Solidão.

Eu tenho tantas recursos. Mas nenhum me faz querer seguir. Eu estou numa evolução impossivel, sei que quando superar (se), eu vou ser incrívelmente mais forte.
Mas eu não vejo quando. Eu não vejo como. Eu só consigo ler o Horóscopo. O signo do mês.
Estampado em todas as Caprichos, Atrevidas, Teens...
Escraxado em todos os hospitais, filmes, livros, histórias...
Sempre com eles, jamais comigo. Sempre fora assim. Certo, fora.

Eu queria ter de volta minhas palavras cheias de cores. Eu queria minha voz. Eu queria todos os acordes despostos. Eu queria cada pulo de volta. Cada segundo. Eu não quero perder meu nome. Eu não quero perder meu nome. Não, minha indentidade. Não meu sonho. Não.

E quando os boatos começarem a nos atingir? E quando já souberem de nós?
Eu não vou aguentar responder a ninguém mais. Eu já não consigo dizer em voz alta. Oh, eu prefiria estar no lugar de qualquer outra pessoa. Mas não no meu. Não hoje.
Eu não sou forte. Deus, eu sempre me mostrei o mais fraco dos humanos. Nunca um heroi. Nunca um admirável. Nunca.

Vamos por um sorriso falso agora.
Eles estão vindo. Eles estão vindo.
Eu não posso estar assim. Eu não posso dizer. Eu não consigo respirar assim.

- Oi, pai.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

FARRO.

Felizmente, estamos nos encaixando de novo. Mas ainda podem nos ver sobrevivendo, mas não sorrindo. Por que paramos de sorrir? Eu lembro de quando davamos tudo de nós e nós não tinhamos medos ou barreiras. Nós faziamos isso dar certo. Eramos nós quem puxavamos lá na frente isso. Seja no farol pedindo dinheiro, como implorando para amigos e desconhecidos para ir nos shows. Até chegamos a lucrar mais de dez reais assim.
Lembro quando nos ensaios eramos totalmente extrovertidos e menos músicos. Hoje somos músicos e extrovertidos. Há pouco nos lembramos de sermos como eramos...

Estamos confiantes e sem esperança. Estamos melhores e sem esperança. Estamos com chances e sem esperança. Por quê?
Vamos nos esforçar mais. Porque agora temos a melhor equipe. As melhores músicas. E as melhores oportunidades. É o nosso melhor tempo, galera.

Go farro, GO!

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Mentiras.

Eu adoro interpretar personagens :)


Eu sei que não gosta disso. E eu, particularmente, abriria mão de todas essas artimanhãs e correria o risco de dizer apenas a verdade. Mesmo que ela seja tão díficil de encarar. Mesmo que as paredes não pareçam mais aguentar outra. Eu continuaria sendo completamente honesto. Porque nos teus braços, eu não sinto necessidade de mentir. Eu não consigo pensar. As palavras escapam da minha boca, porque são verdades. E eu digo, eu repito. Você sabe.

Mas eu sou obrigado a mentir quando a verdade é questionavel. Quando mesmo o certo é revogado. Quando não interessa qual o lado está, você sempre é fraco demais pra ir contra tudo isso. E eu não quero continuar mais sem você. Depois de tanta espera e falta de esperança. Eu não posso. Eu não gosto disso. Mas é o preço que pago.
E eu pagarei por todos os dias, se necessário.

Eu ignoraria o que é preciso se você me mostrasse um novo esconderijo. E prometesse que você não iria embora, enquanto eu durmo. Eu ignoraria todos aqueles que fossem contra nós dois, porque mesmo que não seja capaz de substituir as pessoas. Quando estou ao seu lado, elas parecem sumir. Elas parecem ter tempo, talvez a vida toda, pra esperar mais alguns minutos... Só pra eu me despedir. Só pra eu te abraçar. Oh, eu precisava dizer.

Eu sei que não estou fazendo como você quer.
Mas o que eu poderia fazer. O que eu poderia fazer?
Se já estou completamente descontrolado? Se já estou completamente apaixonado?
Oh, Oh, Oh...

N x3 W

I saw her smile and her bright back. I got so happy. I am so completly happy.
She deserves feel this, one more time. She deserves get a smile for memories. She deserves think about someone. And she deserves be loved.
Oh God, thank you.

I saw everything getting alright.
She doesn´t seem broken at all. Actually, she seemed me so so so fixed. So cured.
I can feel hope. I can feel hapiness. I can feel that they belong together.
I got shy and quiet. I´m sorry for that. But I was so without words.
I just wish you the best. And now there is someone getting the best of you.
You´re giving all you are. And I feel proud of you.

I really love you.
You´re such a friend. And i love to have you include in my dreams.
Oh Girl, now you have all the world. Be carefull.
Oh Girl, go ahead. You can count on me.
And now you have him. And he´s such a nice guy.
I liked him. I like you both. I like the way you look to him.
I like the way he looks you back. It´s respect. It´s sweet. It´s good.

Oh God! This girl makes me cry.
This girl makes me feel so good!

To my new favorite couple!

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Ignorance.

Eu ando com tantas palavras, mas eu perdi a vontade da fala. Como no filme que eu assisti, não sinto mais necessidade de expressar qualquer emoção. Não, não é simplesmente porque você não as lê. Porque antes disso, você já não leria uma só palavra. Mas pensar nisso, falar sobre isso, não vai me causar bem. Não vai mudar o que já foi decidido. Sabemos bem que apagamos o caminho de volta e eu não sinto que eu queira sonhar com você. Eu quero ficar longe. Longe dessa tontura que me atingi em cheio, me tira os braços, as pernas, me sinto tão menor e tão vunerável. Como você pode ter esse poder sobrenatural sobre mim? Agora que você me soa tão humano. Eu te implorei, me lembro de estar de joelhos chorando e você sorrindo, com aquele brilho todo que foi consumido pelas suas ações, foi destruido pela sua paixão. Pelo seu amante.
Eu copiaria qualquer canção, principalmente essa do meu novo título, essa que soaria bem. Tanto a batida pesada que destroi cada pedaço de mim, como se estivessimos num show. E eu estivesse lá em baixo, sendo pisotiado cada vez que a baqueta toca na caixa e me amassa. Me destroí. Me esmaga. Com certeza, há outras músicas. Já falaram de casos assim. Não somos raros, não somos especiais. E você, definitivamente, não é mais surreal. O que me chatea muito.
Porque eu gostava quando você se destacava do mundo. Quando seu brilho lutava contra a escuridão da noite, com a lua. As vezes só.
Quando seu medo do infinito era tanto quanto o meu de te perder. Quando eu sorria sozinho porque você já tinha me marcado demais. Foram bons tempos. Talvez, os mais queridos da minha vida. Mas você fez questão de não deixar nenhuma lembrança por aqui. Decidiu se apagar, cada passo na estrada, você deu sem deixar rastro. Sem deixar marca. Sumiu. E destruiu a imagem que eu tinha. Não me importaria de te perder, se fosse inevitável. Desde que você tampasse a verdade com as mãos. E não me deixasse enxergar que fora por opção. Que fora um humano que me disse pra sempre. Um ser comum que me fez desejar ser alguém melhor.

Com certeza, a mudança veio pra melhor. Todas estão vindo. E eu posso ver o porque.
Eu percebi que eu tenho esse dom, na verdade me contaram, eu sou bom observador. Eu sou bom amigo. Eu sou um bom escritor. Talvez, não bom o suficiente para alguns. Mas o suficiente para eu viver.

Indiferença.
Eu espero nunca tê-la com nenhum dos dois romeus. Eu não consigo ainda e não quero ter. Porque quando eu obtiver isso, eu nem vou perceber. Eu nem vou mais querer perceber qualquer coisa. E isso será tudo tão esquecido e apagado. E ah, eu não sei. Perdi a vontade de continuar esse texto. De falar. De respirar seu nome. Eu me cansei de você. Estou exausto de repetir coisas. De ficar nessa. Estou enjoado.

Claro, antes que me esqueça.
Só pra constar. Hoje foram três meses.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

A resposta.

Eu não sou tão forte assim. E isso não é tão surpreendente. Eu sei que eu venho levando todas essas coisas com risadas, ou poucas lágrimas. Mas eu não posso aceitar ou ignorar o fato do mundo estar se desafazendo em neblina. Branca e Pura.
Eu NÃO VOU DESISTIR, porque eu estou te ouvindo repetitivamente, e eu não posso evitar as lágrimas. Nem que eu quisesse. Eu te amo tanto e acredito e confio tanto em você. E eu sei que posso te levar, posso tentar. E eu VOU CONSEGUIR. Porque isso é SÓ pra nós deixar mais fortes, mais do que já pensavamos ser.
Não deixe a sua voz roca falhar, agora que você precisa dela. Por favor, pegue minha mão e alcance enfim um ré maior. Chegue lá no seu maior, sem hesitar, sem pensar em errar. Porque você JAMAIS errou, nunca desafinou. Sempre espontâneo. Sempre tão natural. Chama-se dom, futuro, destino, poder, encanto, arte. Eu não acredito que você está mesmo perdendo a sua fé.

Deus, como isso pode estar acontecendo? Estamos tão prontos pra isso, eu sei. Eu posso ir além, se você puder quebrar uma regra pessoal sua. UMA SÓ. Uma única vez. Por você mesma.
Me diga, que vai me deixar tentar. Vai me deixar conseguir. Mesmo que isso custe tempo, msmo que isso custe o que custar. Valerá a pena.
Porque é o único jeito pra ainda existir o que estamos criando. E nada tirará você do que é o seu destino. Do que te pertence. Olhe bem, só estão te testando. Até onde você é capaz. Até onde você QUER ir?

Eu sei que você consegue. EU SEI DISSO.
Então, ignore o medo e me dê sua mão. Porque você é minha inspiração. Meu orgulho.

An Angel without Miracle.

Quarta-feira, 1 de Julho de 2009

POR NATALY .

A fraqueza de minhas mãos se dá ao fato de meus gritos soarem fracos tambem. A rouquidão chega rápido demais para que continue o mesmo tom. Logo eu estou sussurrando, e uma angútia separa onde eu custumava ser quem eu nunca seria se não estivesse ali. Era simples, pouco mais de 30 minutos me faziam completamente acima do meu céu.
E agora foi tirado de mim antes mesmo de chegar a mim. Eu juro que até o último momento gritaria e afinaria todos os sons, mas não me é permitido. O meu mandato é poder crescer entre o zero e o um. Limitada. O único lugar onde tudo me era permitido, esta limitado ao pouco, reduzido, 1/3 da presença.

Tem chegado cedo, então a minha vóz esta perdendo cada vez mais a força, eu desafino quanto mais quero mostrar que sei fazer certo. Alguém pode ouvir a canção que eu canto pra mim ? Os tons altos são os mais capazes de me colocar no lugar mais baixo. Eu não me escuto mais. Não me escutam mais. Não queria tornar isso uma tortura, nem sei como tenho aguentado escrever um texto até aqui. Sinceramente eu perdi toda Fé, toda vontade. Sinceramente o vazio habitual tomou conta do que eu nunca deixaria nenhuma depressão tirar de mim. A minha glória conquistada. Único. A melodia desafinou e perdeu-se dentro de mim ... Eu deixei que a tristeza me tirasse a única arma que me tiraria da tristeza.

Quero lhe falar da dor que tenho sentido, não consigo parar de lamentar, tenho sentido pena de mim, ó Senhor, pena de mim ! A orquestra parece ter dó de mim tambem. Eles tem tocado menos melodias, tem tocado mais baixo para que talvez eu me sentisse mais capaz. Me faz sentir tão menos merecedora. Eu juro, não consigo parar. Hoje eu vi ali no pequeno palco e o grande público, montado a poucos passos o meu sonho. O que eu quero ser quando crescer ja me foi dado. Mas a minha escolha foi tirada. Eles me perguntavam por que não estava ali em cima, e sinceramente eu me fazia a mesma pergunta. Se era ali então o meu lugar, porque eu pensava e olhava como se fosse tão distante.

Mas alguns paragrafos para o que meu egocentrismo me torne cada vez abaixo de zero. Nataly ja chega, esse sera o último ponto final aqui, afinal ninguem chegara até aqui mesmo. Mais um ponto, eu realmente não quero me despedir. Patética, você esta sendo patética. Acabou, você não é um anjo sem um Milagre. Mas o ponto final dira que me foi tirado o meu orgulho, dessa vez o único que vivia dentro de mim. Meu canto sera um sussurro, voltarei a ser apenas passos sem alma. Patética novamente, eu me obrigo a parar antes que eu mesma canse de mim.

sem planos de volta.


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i´m broken. But I´ll make this alright. I´ll find a way.
I will. I AM SURE.

Após três voltas na terra.

Eu encontrei um reflexo antigo, esquecido. Tão antigo, quase que não reconheci, empuerado, sujo. Eu só me lembrei de era eu, quando percebi que ele não tinha boca. Nem olhos. Nem nariz. Não tinha rosto. Não tinha feição nenhuma. Estava abraçando as pernas, com tanta força, e mesmo sem nenhum sentido, eu podia ouvir-me chorar e gritar. Doia tanto. Eu estava caindo, sem mais vontade de me levandar e com tanto medo. Tanta certeza do infinito. Eu só estava por embaixo, como eu comecei a ficar acomodado e só. Eu senti falta de outros reflexos, mas claro, eu estava sozinho. Deus, como voce pode me deixar aqui? Nem me importei na época, estava concentrado em não existir. Estava concentrado em morrer logo. Em sumir. Eu queria destruir aquele que eu era. Sem esperança, sem maturidade de saber que o mundo vai e vem. E tudo é substitúivel.
Eu começo a sentir as marcas que meu reflexo faz, na minha perna. Agora, em mim, já se catrizadas, já saradas, não esquecidas. Mas ali elas estão, comprindo com o seu propósito.

Tenho caminhado como se eu estivesse sempre pra chegar em algum lugar. Mas ainda falta, tanto mar... Já vi o mundo descer e subir, as pessoas perderem o brilho. Você, garota, sabe mesmo o que é assistir mudanças. Você já me viu ser deixado pra trás... Você sabe como eu me senti. Oh, você estava dentro de mim e mesmo quando saiu, tinha certeza, de como eu me sinto.
Eu me sinto de mãos atadas, porque nós sabemos o que o tempo é capaz de fazer com as pessoas. Nós sabemos como tudo é tão covarde e incrívelmente doloroso. Eu não quero perder a chance de dizer, sinceramente, que eu te amo. Porque sabe-se lá o que em o que eu me tornarei daqui mais uma volta na terra.
É verdadeiro. No infinito do hoje. No infinito dos meus olhos.

Eu o amei. Eu te amo. E eu não perderei essa capacidade de me encantar. De me erguer.
Que o mundo gire. Eu vou cair. E eu ainda aprender a rir disso. Deles. De nós. Dessas voltas.